terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Voar!Voar! Sonhar fazer...


Voar!Voar! Sonhar fazer...


Nunca podemos entristecer... Só por não ser
Tal qual o ponto mais alto da Montanha... O topo
Por não sentir-se amplo... Como os horizontes
Que dos “mirantes” das Serras... É que se vê.
Que as nuvens passam
Que o Céu é lindo.
Que os pássaros voam.
Que o vento murmura
E que a brisa afaga.
E que nos falta só... “As espumas”! E o Mar.




Não podemos também... Se entristecer
Por que as aves têm... Plumagens lindas
Porque elas plainam ao ar
E batem asas a Deus
Que fazem suas piruetas
Que têm vidas livres... Como as borboletas
Que lá na Campina... É Beija-Flor.
As aves, muitas das quais itinerantes.
Podem voar alto... E em voo rasante
Podem vir brincar; com a luz, com o Sol.




Nunca podemos entristecer... Posto, não ter “coroa”
Pois de repente; não se consegue ser rei, nem ser rainha.
Pois cada Império... Segue sua linha
Tem suas regras; a mais forte... Uma
Tem “suas unhas” e demarcações
Nem pode o rei ser só
Na sua “rinha”
Nem pode ter um reino... Sem ter corte
Não pode o rei sobreviver
Sem este escudo protetor... Sem seus peões.




Nunca! Jamais... Com a infidelidade se abrumar
É um mistério! Por todo canto está
Que Sacramento! Nem precisa pecar... Pra ser julgado
Teus pensamentos podem ser tua culpa
Foi tua alma que “saiu do ninho”; teu corpo não tem asas... Ela tem
Mesmo sabendo que as aves de fora... Tem mais forças
Mesmo contando aos dedos... Uma, duas, três.
Das três das aves... Uma é de rapina
Das duas outras... Uma pode ser a Águia
A última ave pode ser... Condor.




Mas não podemos se entristecer, posto que... A Montanha não quis
Nem se descalços voltemos e semi-nus
Pelas estradas em vão... Sem ver “tesouros”
Nômades! Peregrinos! Viajantes! Beduínos
Caminhando caminhos... Que a nenhuma senda leva
Picadas num homem só
Com fome e sede... A pé
Quem dera DEUS! Saber ser sapiência
E descobrir e ler; se lodo obsconso.
E entender o lado enigmático... Onde a essência possa existir.





Quem dera eu ter... De Sócrates; a convicção mesma.
Beber Cicuta e rir
Pôs da caverna vou me despedir
Talvez lá fora... A alma veja o Sol
Quem dera! Ser cenobítico e ser cenobial
E não, este eremita, este animal.
Que insiste não ter... De Haeckel a alma
Quem dera esquecer-se de Hegel... A Dialética
Entrar no campo da acinética e ser... Alienado mental
Nem ser Tuberculoso, nem ser Lázaro... Mas é que um dia
Deus! Quem quis assim



E ser Soldado da Borracha... Sem eu ser.






E ser como um Alzheimer... Que não sou.

Comentários do Autor: Quem adentrar nos Blogger: "Anônimos da Poesia e da Arte", e: Desastrolados do Desconhecido; vão perfeitamente entender por que este "Ator", e assumido Autor em "Maresias de Poesias" (Salve! Eulajose Dias, Poeta Paraibano, e onde estiver; com suas notas poemáticas de um barbeiro - como foi seu pai; idem! (O meu), tenta fazer-se compreender: seguindo a linha do Poeta Joe Romano (in memória não!"Inda vivo") quando diz: "O importante não importa o Poema o que importa e importante é ser Poeta": o que nada mais é, que a pura verdade.
Poeta "por acaso", ou "por ocasião", ou "por um momento", isto não existe. Poeta é ser "desigual", sendo igual comum de Mil ou mais: Poeta pela coragem, e pelo "sangue" de satirizar Sistemas e Costumes; bem como enaltecer: verdades, e virtudes: Poeta por valorizar o Ar que ninguém vê, e as sombras que vieram aparecer na ausência da Luz como se do "nada" pudessem surgir: Poeta que rir da desgraça, e depois cuspir; Poeta por sonhar, e no sonho compreender; às vezes iludir;às vezes aludir, e sempre se assumir como Poeta: Poeta por acreditar, ou por talvez amar, ou verdadeiramente amar e sofrer; ou por talvez sorrir, pra não chorar; ou que talvez chorar sem ninguém ver: ou ser Poeta, para fazer: sorrir, sonhar, e chorar: ou se fazer odiar por quem não lhe quer.
Mas podemos poetizar mesmo sendo assim:
Silêncio! Pra quem não quer ouvir
Silêncio! Não perturbem o 'orgasmos' dos "gozos"
Silêncio! Não perturbem os vivos, nem 'alguns mortos'
Pois muitos não devem falar
E se falam! Farão tremer o Universo
Composto por
Cúmplices, Quadrilhas, e Complexos
Pactos, Sistemas, e Comércios
E quietos fiquem
Posto que
O resto será ... Silêncio
Voar! Voar! Sonhar...
Fazer o quê?
Ceder espaços para... Comentários
Destas Poesias... 
                                                                                                                          
                                                                                                                          Maremotos!


                                                                Dr. Ademar Raimundo de Barros.

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