sábado, 31 de maio de 2014

Delírios



Delírios



Como se no passado voltasse
Como Médico
Kama censurado como sempre
Miasma; o mesmo.
Essas emanações míticas vindas de infernos
Condenações?
Ou mantra ignomínio
Luvas que caem justas em minhas mãos
Cheias de imperfeições, e vícios.
Como Fado
Como Sina
Como um Tango
Lento! E coordenado sob o compasso dos Pés
Dos Passos
Do entrelaçado das pernas
Nesta entrega “de corpos”
Nesta harmonia de gestos
Rosto colado ao rosto
E de olhos abertos
Fitos neste infinito de perdidos, ou achados.
Envoltos neste abraço e nestes sentimentos,
Que lhes dizem
Que não pensem
E se pensem... Seja por uma cabeça só
Que lhes dite Ritos, e Templos.
Que lhes dite... Marcos, e os Polos.
E o ritmo frenético desses passos
E o fanatismo desse avanço
E o desejo mútuo desse encontro
Qual caminho das Idas
E quais Estradas que permitam... À volta
Para o Trono
Para “O Tronco”
Para “Tocos”
“Feitos ‘TEMPLOS DESTRUÍDOS”
Feitos Muros
Muralhas enegrecidas pelo fogo
Ou esbranquiçadas pelo Mofo, pelo Tempo.
E meio a Espetos, Galhos, e Gravetos.
Que o Orvalho vem, e faz tingir os Brolhos.
Que insistem em nascer
Indiferentes ao Quadro
Indiferentes... A tudo! Se Louco! Se Dantesco
Mas lhes permitam ser
Sempre o que foram antes, ou depois.
E o que serão... Talvez

E nesta ansiedade bem maior que a ânsia
Perco o sono
E me consumo
Não consigo nem conter meus gestos
Quê do Mal de Alzeimer assemelha-se
Que já na possa controlar nas mãos o que sustento
Que já nem posso mais conter nos Dedos
Que já não posso nem olhar o brilho
Deste anel que ostento
Do qual “sempre fugi”
Trouxe-me a sabedoria, mas assusta-me,
Pois por saber o trivial... Sempre suspeito
Que por mais perfeito seja
Ou possa ser... Sou censurado
E não consigo mais
Sustentar, o ink, e este esgar...
E sinto-me trêmulo
E neste delírio constatar... Impera o medo
E a impaciência que vem
Na qual refujo-me
E por impaciência... Não mais lembro
O que deva fazer
Quando não faço
E se memorizo... Deixo
E abandonado
Busco em qualquer lugar... A calma
Que não encontro, e vem essa angústia;
O quê me assusta mais
Pois essa ânsia vem me consumir
Perco minhas forças
Fujo do tempo
Ou dele “me afasto”
Vem o desgosto
Volto ao passado
E lembro... Quantas vezes eu fui
O Feice do Fracasso
E já nem sei...
Fumei! Quantos cigarros?
E quantas vezes eu pequei
Por conhecer demais
O Vinho
O Vinagre
E não bebi do Mel
Que vinha, vai, e vem;
Nem deste Leite que jorra das jarras
Cântaros cobiçados
Por esta Oligarquia do Poder,
Que prima pelas Tetas
Que se manifesta pela ordenha
Que se locupleta pelas Vênias
E que blasflema contra;
Alguém que possa, ou pense determinar... Desmamem.

Pois é D’Alvélio!
Aprendi tarde
A Tática da Teoria posta em Prática
Eu! Que a Medicina exerci,
Sem ver... A Eutanásia dos Eus
E sem me comprazer
Com a Ortotanásia dos outros
Nem com a Distanásia imposta a quem
Nem com a distância que nos distancia
Mas para cada Filosofia que exista
Existe um padrão de Ecoressonância em empatia
E o Magnetismo sobrevém
Daí se justificar
O menor
Sempre será atraído pelo Maior
Para sempre existir... O Mais, ou Menos;
E sempre:
A Polaridade existir
E sempre perdurar...
A Magnitude das desigualdades
Aonde o menor, será sempre o menor;
Quando lhes falte à dignidade
E ele possa ser:
Clone da cumplicidade, e o espelho fiel,
Da subserviência inexequível
Digo-vos por que reli
O teu Relato... Relator
E teu Resumo dos Fatos
Resume-se
Numa Falácia hipócrita, imprópria, e arrogante,
Mas digna de uma reavaliação Parapsicológica
Por conteúdo falso, ou delirante;
Desde a Denúncia até, o relatar dos Fatos.
E desta Conclusão... Que me dá nojo
Quando mesmo me diz:
Que as questões discutidas
Ganharam dimensão exagerada
Nesta “Montanheira de Papéis”
Aonde escolhestes os que te servem a saga
E esta sede
E esta fome
Do mais que perfeito possas ser
Na estupidez desta Revanche
Onde ocorre um intrincado de situações
Que deveriam ser analisadas caso a caso
Pelo volume de documentações
Que próprio confunde-os
Como te confundistes em não ver
O estelionato estampido em cada passo
Ou supostos “Rostos”
Um; praticado pelo “Anjo Rafael”
Em uso de Contrato Simulado
Sem visto Temporário, ou Provisório.
Por mais hilárico
Informado por Rita
Conselheira do Conselho
Como “não conseguiste observar”
A concretização de um ato ilícito
Consulta Médica
E eu daqui ausente
Por que estava em Humaitá
Mas viu “meus Dedos”
E minhas acusações “caluniosas”
Nem viu sequer
A ausência de minhas assinaturas
Nos encaminhamentos, como meu “visto”
Nos pareceres Médicos
Solicitados pelo “Santo Paulo”
Que se Paulino for
Possam chamá-lo D’cláudio.
Nem destes ouvidos a denegação do Direito
Quando um Médico veta
O Diagnóstico fornecido por outro Médico
Nem tão pouco pudestes observar
Que o Médico do Paciente
Não pode, e não deve...
Pois lhe é vetado à função de Perito
Principalmente se...
O assunto em pauta lhe condene
E mesmo ele morto; não era cabível,
Logo a dois... Falarem
E assinarem Laudos comprometedores
Pois é Sigilo
E consta nas Resoluções
E se isto não foi visto por você; D’Alvélio!
Quem és?
Para me falar
Em dignidade desta forma...
“ O mais importante esforço humano é a luta pela moralidade (qual? A moralidade que te condiz) em suas ações”. Nosso equilíbrio interior e mesmo nossa própria existência dependem disto. “Só a moralidade nas ações pode dar beleza e dignidade à Vida”... Mas tenho meu Espelho Cristalino; que uma Baiana me mandou de Maceió...



Comentários do Autor: Qual a beleza que possas ver? Em um Médico perante a Junta Médica do Estado: ouvir o próprio Presidente desta Junta; convocar os Membros que a compõe naquele exato momento: e pateticamente ler para o paciente Médico tomar conhecimento do DOE que “Canta” a sua exoneração (mesmo estando doente) e sob a observação desta Junta Médica: e fazer apenas lamentações: de que ele perdeu a sua juventude, e parte de sua vida; sem nenhum sinal de apoio ou indignação; sem nenhuma manifestação de revolta, nem de solidariedade; e sim o contentamento estampado “em aberto”: como se a Classe nada poderia fazer em detrimento daquela medida Inconstitucional adotada pela Administração do Estado, pois até tratava-se de assunto de interesse daquela própria Junta: independente dos critérios previstos pela CLT, ou pela própria Legislação Administrativa.
Eu! Um dos mais antigos Servidores do Estado de Rondônia, conforme alínea constante na Constituição, e no Decreto de Formação deste Estado: o único exonerado por Acúmulo suposto de Encargos: quando ainda hoje detenho em mãos: provas documentosas de compatibilidade horária, como Médico do Estado, e com vinte horas disponíveis para a PM/RO. Eu! Que tenho em mãos: duas Jurisprudências que facultaram aos Médicos Legistas deste Estado, pelas mesmas razões de Acúmulos, mas foram beneficiados independentes dos demais: na absolvição do “Crime” de Acúmulos. Eu! Que tenho provas cabais que os demais envolvidos permanesceram em seus postos com Salários Congelados; e que só a mim coube o Ato  de Demissão:  e mesmo que hajam deixado-me no Quadro da PM/RO: me impuseram de forma irresponsável e banal; o congelamento do meu único Salário; mesmo que pela Demissão não mais estivesse na condição de Acúmulo.
Isto é crime, Ministério Público Federal! Isto é crime! Conselhos de Medicina do Brasil; isto é crime! Senhor Relator do CFM. Como é criminosa a vossa Conclusão em Recurso, como foi criminosa a Sindicãncia efetuada, desaforada desde a instalação das Representações a nível local, e suspensa, e arquivada em Oitivas mal dirigidas. Não fui intimado a comparecer em nenhum Depoimento dos envolvidos; e criaram este estereótipo de ameaças nesta patética comédia para iludir, como foram buscar um Médico Paraibano como Relator: para ensaiar a sutileza de uma imparcialidade suposta pelos laços de conterrâneidade para se afastar qualquer suspeita do previsto vindo antes de vir; e para complementar: ainda me indiciaram pateticamente outra vez; no Artigo 147 do Código Penal Brasileiro: colocaram Guardas no CREMERO: para vivificar a chama da Perseguição, mas de nada valeu! Era inconsistente a tese, a denúncia, que foram transformadas em Acareações, e ficaram mais uma vez erroneamente: no Universo das Reconciliações, pois seria ridículo responsabilizar por Calúnia: o Conselho Regional de Medicina de Rondônia.
Tem mais senhor Relator! Nem a sua exibição de atestações Psiquiátricas: nem no seu Delírio de um “trabalho bem feito”: justificam os fins: e minha Reforma na PM/RO foi atropelada por outra fonte de Perseguição: e fui Reformado pelo Tempo de Agregação; e pelos meus Trinta e Oito Anos de Serviço Público Averbado por mim: o que em parte me diferenciava dos demais Médicos Militares: quando me bastava apenas Trinta Anos de Serviço Público Ativo: não foi por Doença não: mesmo que vos apresente o Prontuário de Recidiva em Tuberculose Broncogênica, e lhe solicite ler... Direito Tributário, cuja Legislação tão clara diz: mesmo aposentados podem requerer. Mas o quê possa eu ouvir de pessoas que pensam como o Senhor; eu já ouvi... Ele não fazia uso correto da medicação para obter na cronicidade da Doença, os benefícios oriundos desta situação; o que para mim, é uma vergonha a mais; por ser Médico; por ter Mulher e Filhos; por não querer por hipótese alguma vê-los contaminados por culpa minha; nem transpor esta mácula para pessoa alguma: e tenho outras coisas pra contar, porém dá-me vergonha: a podridão é demais: até meus Prontuários que atestam os meus Tratamentos, tentaram rasgar, mas esqueceram de que havia comigo algumas Cópias; que os Funcionários me solicitaram numa visita inopinada que eu fiz... Só para testar.
E para que Vossa Magnaeficiência insofismável possa imaginar: que no apocrifismo de vossas locuções evasivas a respeito dos Elogios a Minha Loucura; e a Loucura dos outros: é Moda por aqui; quando um Psiquiatra é forçado a Atestações Exageradas, e corroboradas por mais um; ou dois, Suplentes, ou Avalistas das situações, pois se não seguir estas “orientações”, ou “Diretrizes”; suas Atestações serão consideradas inválidas.
E para o conhecimento de Vossa Magnânima Dignidade, e Beleza de Vossas Ações: as insinuações de ameaças de minha parte: compõe um Universo insípido de inveracidades; onde por Álibe cria-se uma oportunidade de se agir: eu! O alvo; por tanta inimizade congluir, mas vos faço ciente por um Consultor Jurídico, e por um Planfeto do SINDSAÚDE respectivamente... Roger Abdelmassih pode estar foragido no Líbano; Carrasco dos Servidores, é preso na Operação Termópila de Polícia Federal (o mesmo que me demitiu do Estado, e que ao mesmo tempo: determinou a suspensão do Benefício de uma Pensão por Direito Sucessório que o Estado devia a mim).
Agora! Procuras verificar se exista nos Conselhos de Medicina: aos quais estive inscrito neste País: se exista algum Consta Processual em desfavor a minha pessoa Médica: ou se conte pelo menos em algum Livro de Ocorrência Hospitalar; que eu estivesse embriagado em algum momento do exercício de minhas funções: quando nunca me adaptei ao uso de Antidepressivos; e usava o Ansilolítico Clonazepam sob a prescrição Médico-Psiquiátrica: e minhas “cachaças”; diziam respeito a mim; com ainda diz respeito a quem as queiram bebê-las; elas são líquidas; não são sólidas; jamais consegurão comê-las, mas poderão engoli-las como Sal qsp Clonazepam, Bromazepam; com direito a todos os Radicais da Fórmula Estrutural, e Isomérica dos mesmos: derivados da Metabolização Fisiológica destes Fármacos (mas chamam-me pejorativamente de; Drogadito); em Radicais Alcoóis-Cetônicos, Nitrogenados, ou Brometos, ou Crômicos; que possam induzir a Hemocromatose; que segue o mesmo Rito das Cirroses: quer por Alcoolismo, quer por Esquistossomose, ou por outro fator.
Não é necessário discriminar qualquer usuário (seja o que for), pois é de conhecimento do Mundo Científico; da incidência enorme das afecções por Vírus: A, B, C, D, e E; aqui neste Noroeste de Brasil, e o pobre Portador; Hepatopata por infelicidade vai desenvolver: Hapato-Espleno-Megalia; Hipertensão Portal; complicações Hemorroidárias; Varizes do Trato Esofágico: e tudo isto D’Alvélio... Há Trinta anos; esperam de mim, mas o Binômio: Tuberculose Pulmonar, versus, Hanseníase; eles! E você! Jamais talvez queiram por acaso aludir, e em nenhum momento terão a oportunidade de constatar, os transtornos de pânico, os Delírios, nem os surtos de ansiedade paroxística episódica que afirmam; eu ser portador, pois até o momento só estive interno uma vez, no episódio maior... Tuberculose Pulmonar. Eritema Multiforme Nodoso próprio da Hanseníase, e a manifestação maior da Polineuropatia Periférica.
Sem mais D’Alvélio! Suis Generis Criatura! Os Versos de Delírios, não são apenas teus, eles irão servir para os “Anjinhos” que mesmo acorbertaste como testemunha de Beatificação; crê neles! Crê noutros iguais! Eles são Santos; símiles a ti, repletos de esplendor, moral, e dignidade.

                                      Dr. Ademar Raimundo de Barros.