quarta-feira, 30 de outubro de 2013

E meus filhos (as)! Quase anônimos

E meus filhos (as)! Quase anônimos




E meus filhos! Por onde estão?/ Há muito não os vejo/ E por enquanto/ Eu vejo... Os que estão por perto/ Que acompanho, desde os primeiros passos/ Mas “no silêncio” próprio de mim mesmo/ Não vejo os filhos (as)... Outros (as)/ Que vi adormecidos nos “meus braços”.   
Não sei como encontrá-los! E vê-los/ Dizer... Não sois incestos!/ Dizer! Não és o fruto do pecado que a lei condena/ Não sou irmão, nem meio-irmão de tua mãe/ Nem me casei com mia própria hija/ Posto “não ser “rei” / E me afastei da “tribo”, da “maloca” / Do “sonho”... Incest! Izest! Incestuoso/ Gerar homozigotos e ser... Impudico! Impuro! Torpe por ação/ E por uma atitude obscena.


Talvez meu Deus! De mim tenham vergonha/ Não tenham medo, mas que... Ou nojo ou ódio sintam/ Nem sabem certo que em reza peço/ Ah! Deus! Cuida de meus filhos/ Estão distantes e penso/ Que estão por perto.



Longe! Ausentes! Nem percebo/ Mas despercebido eu me faço/ Mas cada passo dado... Sinto medo/ Que fiz... De tétrico/ De paria! Párea! Lôbrego mesmo/ Que fiz de tenebroso... E ser/ Desqualificado! Lúgrube! Desacreditado/ Pêrapado! Pera Pad! Ícaro “voador”! “Cupido” sem amor... Ou infeliz rejeito.




Não sei que existam “outros”... Nem os conheço/ Que “perto” ou “longe” estejam... Nem distingo/ E como: “Pargo “pútrido” por castigo/ Espúrio! Falso! Ilegítimo... Sinto-me/ Como bastardo fosse... Eu! Ao inverso/ O verdadeiro ator... Do ato ilícito/ Por isto pago um preço muito alto/ Maior que o repúdio de meus filhos/ Que procuro “reter”... E não consigo/ Mas a desilusão, ficou comigo.



                          






 




 Dr. Ademar Raimundo de Barros.



Comentário do Autor: 

 Deus ilumine a todas as Varas de Família, em suas tentativas: “frutíferas ou não”, de reconciliações de casais. E inúteis poderíamos afirmar: que medidas protelatórias possam ser cabíveis como: a postergação de uma decisão seja capaz de solucionar, o que subentendido “já esteja acabado”.


O adágio que diz: “Não brigam dois, quando um, não quer”: não cabe neste contexto, pois “basta” apenas, um querer, e a dissolução de qualquer união, é inevitável.


No passado (e com respaldo Bíblico) prevalecia: “O que Deus uniu, não cabe ao homem separar”. Realmente... Nenhuma Força, ou Decreto, ou Lei, ou Sacramento, será capaz de separar: “aquilo” que Deus, com certeza uniu. E Deus não uniu todas as coisas ou causas... Algumas, ele as aproximou: ou para a felicidade, ou para a infelicidade... E o bem e o mal, por vezes andam de mãos juntas: e por vezes, o bem anda com o bem... Até que o “mal” a morte, os separem.


A separação “dos corpos” em vida, é mais drástica: se vista sob a reflexão dos filhos: e por certo, sempre haverá um ângulo indigno, fútil, sutil: detalhes amiúdem de “nós quatro”: os dois e as “duas” famílias. E esquecemos “o quinto”... Os filhos. Seríamos insensatos não admitir: que não estejamos “sorrindo para dentro” quando... Para o resto da vida vamos conjugar o verbo Sofrer, e em qualquer tempo do verbo: doído! Se assim... Nós sofremos/ Eles sofreram/ Nós sofreremos/ Eles sofrerão. Admite-se... É preciso que eu sofra/ Que tu sofras. É inadmissível... É preciso que eles sofram.


Fechando: não para os “sortudos” do concubinato e da “bigamia”, não para os privilegiados do “Black Fast” (os “bem vindos, livres e disponíveis”), e SIM: para os sinceros e que sonharam um dia ser... “As Araras Azuis” ou “Romeus e “Julietas”; Jamile Nogueira Valentim: decidi compartilhar contigo esta dor existencial que lamentavelmente sentimos: de forma diferente mas dentro de uma mesma equivalência: e ouvindo de Nara Leão um pouco do passado... 

 

 Mas temos que ter a força de superar e de reconstruir.






Dr. Ademar Raimundo de Barros... Dos 

"Desastrolados do Desconhecido"

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Papo de Esquina.

Papo de Esquina.






O meu amor é “dose pra leão”... Ô! Cara!/ Quando encara! Eu ”encaro” mesmo!/ Pô! Cara! É de lascar... Depois “pulá o muro” / Pois a mulata qué vizinha... “Deda”.
No bar busco o “disfarce”... Papo furado/ O mundo vê a “mela”... Eu também vejo/Mas só por “maruagem”... Puxo um pouco/ Bom azarão não pira! De lei! Só pensa nela.



Não é carô! Ô! Cara!/ Pintou! Pinto “bacana” / Pegou! Sacou! Ligou! Não deu trumbica/ Não tenho três, não sou Saci/ Não quero seis, manjou! Não quero três... “Te manca!”.
Será o Benedito!/ Que a parada é dura... E eu seja o “careta” / Não é de Lei ô Meu! E acho... Ficou “frouxo!” / Pois já bolado tô... Não sou Bambi! Boiola!




Creed in Dios Padre!/ Não tem choro e nem vela/ Eu tenho que pegar... Então ela me pega/ Sou animal ô cara! Conheço a manha/Não sou barrela, tão pouco... “Zé “Ruela”.
Por que não ser paquera/ Sacou! Supimpa! Acorda!/ E duvi-de-o-dó! Não de “rolê” na calma/ Deixa rolar pra vê... Tu podes crer/ Que vou ficar com a uva.




Pode ser bacana, pode ser... “Metida” /Mas deu um “zelelê! Um “zololô! “Piada” / Barbaridade Deus! / Se dé “toró”... Eu “chispo” / O “maloqueiro aqui”... Conhece “vasa tripa”.
E o “lero-lero” é bom... Sou “Pangaré tranqueira” /Só pego pra capar... E “mando brasa” / Sou panga mano! Só pego na manha/Sou feito como o cão... “Chupando manga”.




É “ripa na chulipa”... Nem que “a vaca tussa” / Sou “afuzel-tri-massa”... Pedra 90!/ E podes crê ô “bicho”! Eu sou “Dedéu”! Maculelê!/ Dos cafundéus de Judas.
Sou lá dos cafundus... De lá “o vento volta” / E não perdi as botas, como Judas/ “Tendo” dindim! tutu! Que mandam/ Pra que “chá de cadeira e soprá vela?/ Eu quero a gata!




Dá pra “Deprê”! Ô meu!/ Conversa de “Bu” que quer... Dá de “Gerente” / Não tô afim de “Selva”... É... MP/E nem aquele SUS... Que só “a olho salva”.
Como o “Neruda” diz... Sou animal que ama; patavinas!/ E se a bonita escapa/ De “Serelepe” vou virar Leão/ Cortar “Abacaxi”, crê!/ Vai ter forrobodó... Na esquina.




Não sei matar... “Cachorro a grito” /Dos “quintos” eu já vim... Não minto/ Eu falo a brisa “Bicho”!/ A gata é “filé”, é “Best Friand Forever” / Não é “baranga” cara! Não fico balado.
É saco cara! Sacou! Mancou! Ficou “grilado”?/Do fundo do baú... Saí “nos trinques” / Nem quero bafafá ou fuzuê, não sou FDP ou... “Para” / E quero a belezoca, a Uva!... Mesmo “cara”.





                                      Dr. Ademar Raimundo de Barros.



Comentários do Autor: Não busco a versatilidade, busco a coerência. Busco fazer uma conexão mais realística entre a proposta da Poesia (mesmo utilizando gírias) e as fotos e vídeos. Não busquei inspiração em: King Kong (poderia), como poderia ser mal compreendido mesmo que se trate de uma ficção. Não procurei no: Corcunda de Notre Dame, posto não ver; conexão “alegórica” ou “semântica” com o, em pauta. Da mesma forma não encontrei, nada que consubstanciasse como elo os: Fantasma da Ópera (destaque-se à música) e, “A bela e a fera”. Na visão e proposta do Blogger: “Anônimos da Poesia e da Arte”, somente em: “Maculelê”, tento harmonizar e humanizar o lado “grotesco” se assim possa ser compreendido o poema: como fonte discriminatória das “gírias” quase sempre compreendidas como “resíduos lingüísticos” descartáveis.
 Deixo para os visualizadores o espaço em aberto: a qualquer tipo de crítica.





                               Dr. Ademar Raimundo de Barros.

Quêquetuqué



Quêquetuqué



E se do teu amor, só eu precise/ E veja que ele demore, e demore/ Sentir que nunca chegue, e se chegue... É tarde/ Não valha nada mais,/ Nem ferva... Não mais arde/ Morreu! Pôs-se! E se foi... Como o Sol à tarde/ Deixou-me a noite que depois me disse... Não espere.


Quem possa me dizer... Por onde ande/ Quem possa convencer-me... Não existe/ Pois todo amor só vive enquanto dure/ Meu coração se ilude e diz... Espere/ E minha voz me pede que se cale/ E minha consciência pede... Que não grite.


Gritar pra quem quando não há quem escute/ Pedir a quem, que a procure e ache/ Chorar por que... Não há mais que se chore/ Pedir pra quem se nada mais me vale/ E meu próprio amor a mim me pede... Que se afaste/E morre meu amor dizendo... “Amar-me”.



Vem! Nem sei o que te prende/ Nem qual cilada te reteu em teu vôo  livre/ E tento abrir a porta e não encontro a chave/ Que mais que faça se o tempo passe/ E quanto mais que passe, mais ele disfarce/ Os beijos que ganhei, pois me iludi/ Perdido num vazio, tão visível.


                             Dr. Ademar Raimundo Barros.

Comentários do Autor: Tem sentido dúbio o Poema, e talvez alguém possa compreendê-lo: após ater a atenção para estas duas composições musicais (desculpem-me os autores), com algumas modificações pessoais; sem, contudo tentar interferir na originalidade.
Gustavo Acioli (ao) Meu Amigo Joe – in memorium:
Talvez fora melhor a surdez. Pra só sentir as vibrações dos sons e dançar solto. E fora preferível a embriagues, pois o entorpecimento é lícito, se não vou ficar torpe... E não falar de outros.
Quisera ostentar a alegria dos que dançam em minha volta, e balançando o Popozão. Quisera ostentar a alegria dos que dançam em minha volta, balançando o Popozão... E não falar de verdades.
Masacolé, maluco, sacolé! Botei a bunda na cabeça, e cultivei um puta fungo no pé. Sambei na merda, baguncei a Sé... Só por falar de “escrotos”.
Também não fora por desgosto: só por gosto, o Bob Dylan não falava nada... E eu falei de menos, mas tem mais.
E meu amigo Joe me ensinou: que não importam os Poemas, e que o importante é, é ser Poeta. Meu amigo Joe me ensinou: não importam os Poemas o importante é ser Poeta... E “falar o que falei e falo ainda, pois, não sou filho da ‘Santa”; e calar não me calou por que não sou filho Da...
E em Maracatu Atômico, a Réplica e a Retórica das denúncias efetuadas e respondidas poéticamente: nessa mistura Negra de Zumbi e música, onde se demonstra que os pobres vivem no Tempo, têm seus Deuses, têm seus Gládios, explícitos por Chico Sciance – Nação Zumbi, pra quem possa entender Nagô.


O Bico do Beija-flor beija a flor, beija a flor/ Toda Fauna-Flora agora grita de amor/ Quem segura o porta-estandarte/ Tem arte, tem arte/ E aqui passa com raça eletrônico Maracatu Atômico.
Anamauê, auê, aê        4X
Atrás do arranha-céu tem o céu tem o céu/ E depois do outro céu sem estrelas/ Em cima do guarda-chuva, tem a chuva tem a chuva/ Que tem gotas tão lindas que até da vontade de/ comê-las.
Anamauê, auê, aê      4X
No meio da couve-flor tem a flor tem a flor/ Que além de ter a flor tem sabor/ Dentro do porta-luiva tem a luva, tem a luva/ Que alguém de unhas tão negras e tão afinadas esqueceu/ De pôr.
Anamauê, Auê, aê     4X
No fundo do para-raio tem o raio, tem o raio/ Que caiu de nuvem do temporal/ Todo quadro negro é todo negro é todo negro/ Que eu escrevo seu nome só pra demonstrar o meu/ Apego.
Anamauê, aiê, aê      4X
Por conta:
O Bico do Beija-flor fere a flor, fere a flor/ Toda Fauna agora grita/ Dá seu jeito, dá seu jeito/ Olha o Gado, olha o Gado/ Quem segura o estandarte... Não tem arte falta arte/ Falta classe, falta classe/ Quer aqui passar na raça/ Mas tem graça, mas tem graça, não tem graça.
São sequelas do Poder...
Anamauê! Anamauê! Aiê! Aê! Anamauê

Um abraço dos, “Anônimos da Poesia e da Arte”.