E meus filhos (as)! Quase anônimos
E meus filhos! Por onde estão?/ Há muito não os vejo/ E por enquanto/ Eu vejo... Os que estão por perto/ Que acompanho, desde os primeiros passos/ Mas “no silêncio” próprio de mim mesmo/ Não vejo os filhos (as)... Outros (as)/ Que vi adormecidos nos “meus braços”.
Não sei como encontrá-los! E vê-los/ Dizer... Não sois incestos!/ Dizer! Não és o fruto do pecado que a lei condena/ Não sou irmão, nem meio-irmão de tua mãe/ Nem me casei com mia própria hija/ Posto “não ser “rei” / E me afastei da “tribo”, da “maloca” / Do “sonho”... Incest! Izest! Incestuoso/ Gerar homozigotos e ser... Impudico! Impuro! Torpe por ação/ E por uma atitude obscena.
Talvez meu Deus! De mim tenham vergonha/ Não tenham medo, mas que... Ou nojo ou ódio sintam/ Nem sabem certo que em reza peço/ Ah! Deus! Cuida de meus filhos/ Estão distantes e penso/ Que estão por perto.
Longe! Ausentes! Nem percebo/ Mas despercebido eu me faço/ Mas cada passo dado... Sinto medo/ Que fiz... De tétrico/ De paria! Párea! Lôbrego mesmo/ Que fiz de tenebroso... E ser/ Desqualificado! Lúgrube! Desacreditado/ Pêrapado! Pera Pad! Ícaro “voador”! “Cupido” sem amor... Ou infeliz rejeito.
Não sei que existam “outros”... Nem os conheço/ Que “perto” ou “longe” estejam... Nem distingo/ E como: “Pargo “pútrido” por castigo/ Espúrio! Falso! Ilegítimo... Sinto-me/ Como bastardo fosse... Eu! Ao inverso/ O verdadeiro ator... Do ato ilícito/ Por isto pago um preço muito alto/ Maior que o repúdio de meus filhos/ Que procuro “reter”... E não consigo/ Mas a desilusão, ficou comigo.
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Comentário do Autor:
Deus ilumine a todas as Varas de Família, em suas tentativas: “frutíferas ou não”, de reconciliações de casais. E inúteis poderíamos afirmar: que medidas protelatórias possam ser cabíveis como: a postergação de uma decisão seja capaz de solucionar, o que subentendido “já esteja acabado”.
O adágio que diz: “Não brigam dois, quando um, não quer”: não cabe neste contexto, pois “basta” apenas, um querer, e a dissolução de qualquer união, é inevitável.
No passado (e com respaldo Bíblico) prevalecia: “O que Deus uniu, não cabe ao homem separar”. Realmente... Nenhuma Força, ou Decreto, ou Lei, ou Sacramento, será capaz de separar: “aquilo” que Deus, com certeza uniu. E Deus não uniu todas as coisas ou causas... Algumas, ele as aproximou: ou para a felicidade, ou para a infelicidade... E o bem e o mal, por vezes andam de mãos juntas: e por vezes, o bem anda com o bem... Até que o “mal” a morte, os separem.
A separação “dos corpos” em vida, é mais drástica: se vista sob a reflexão dos filhos: e por certo, sempre haverá um ângulo indigno, fútil, sutil: detalhes amiúdem de “nós quatro”: os dois e as “duas” famílias. E esquecemos “o quinto”... Os filhos. Seríamos insensatos não admitir: que não estejamos “sorrindo para dentro” quando... Para o resto da vida vamos conjugar o verbo Sofrer, e em qualquer tempo do verbo: doído! Se assim... Nós sofremos/ Eles sofreram/ Nós sofreremos/ Eles sofrerão. Admite-se... É preciso que eu sofra/ Que tu sofras. É inadmissível... É preciso que eles sofram.
Fechando: não para os “sortudos” do concubinato e da “bigamia”, não para os privilegiados do “Black Fast” (os “bem vindos, livres e disponíveis”), e SIM: para os sinceros e que sonharam um dia ser... “As Araras Azuis” ou “Romeus e “Julietas”; Jamile Nogueira Valentim: decidi compartilhar contigo esta dor existencial que lamentavelmente sentimos: de forma diferente mas dentro de uma mesma equivalência: e ouvindo de Nara Leão um pouco do passado...
Mas temos que ter a força de superar e de reconstruir.
Dr. Ademar Raimundo de Barros... Dos
"Desastrolados do Desconhecido"













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