Vaidades
Será! Antônio
Nobre... que tudo que exista, ou existir, seja vaidade
Será que a
verdade, assim como a mentira, sejam vaidades
Escuta-me por
favor: que até viver demais, não seja vaidade!
Será! Que existir
ou ser e: ou não ser, também é vaidade
(Se tudo) a se
pensar: que seja vaidade
(Se tudo) a se
criar, desenvolver... Não seja vaidade!
(Me diz) até
nascer, seja o “que for” o ser, também é vaidade!
A cor Negra do
filho, que do pai, da mãe, depende... Também é vaidade
Não me enculcas
Nobre! Qual vaidade possa ter um pobre,
um “miserável”...
Possa sentir: a “vaidade” de ser “ tão miserável”
(Nunca fui Rei)
ser rico e Rei... A vaidade é bem mais arrogante
Ser Presidente...
Haja meu Deus! Quanta vaidade e Apogeu!
Ser Deputado! Ser
Senador... Tantas vaidades transparentes
Por que a vaidade,
nunca será, por parte de alguém... Inexistente
Ser prostituta é
ser, um ser, com vaidades
Prostituído ser:
“caducos” ou iniciados... Também têm vaidades
Por que Ô! Nobre;
que o vencido, ou vencedor, ainda nutrem vaidades
Rancor! Amor! Que
diga, ou sinta... Também são vaidades
Como a amor que
minha mãe me me deu, meu Deus!
Como a vaidade que
meu pai sentia
Com a mesma água
que me batizou (se benta)... Tudo vaidade
Será que Deus não
tenha...”Suas vaidades”
Não custa crer,
posto que importa-lhe...Os “seus salvos”
Serão Igrejas
“antros” destas vaidades
Por que disputam
tanto, tantas... Vaidades
São vaidades
minhas... Reverências a Santos
São vaidades
tuas... Apóstolos e Salmos
Badalar de Sinos!
Preces e louvores, amo a Deus! A Cristo... Vaidades?
A morte, tem por
jeito, tem trejeitos, tem por dentro... Vaidades
Assim também, a
vida, tão liberta, tão coberta, satisfeita... Vaidades
O amor que digo é
meu, somente meu, será só meu? Ô! Vaidade
Não sabe a vaidade
discernir, pois se descobre... Esconde
Ou foge, ou finge,
mas a pura vaidade não se esquece
Um dia talvez
volte por revanche
E tudo explode, a
vaidade trouxe, a estupidez, a morte... Só por vaidade
Por essa vaidade,
é que, alguém procura a Igreja
Por essa
“vaidade”, posta as mãos, e véu “lhe cobre”, e a Cruz de Cristo...
Beija pela
vaidade; e a caridade onde! A quem... A qual doente tende
E é por vaidade...
Que acodem
E é por vaidade...
Que perdoam
E é por vaidade...
Que magoam
E é por vaidade
que se mata “almas Santas”... Só por vaidade
E tanta “coisas
bentas”... Vaidades
E a verdade Nobre!
Sempre ali oculta
Quem beija os pés
do Rei... Ah! Vaidade!
Que faz, quem vê,
quem crer sorrir... Até da “força bruta”
E vaidosa é: quem
foi: quem diz que queira a Paz
Por que a guerra
diz tão vaidosa
A bomba era ogiva,
presa, e foi solta... E a vaidade diz: e eu nem vi!
Ah! Antônio Nobre,
meu professor e poeta, eu, aprendiz
A Literatura tem
suas vaidades... Meus versos também têm.
Pois vejo a
vaidade, e elas, somam-se, são tantas
De quem morou nos
morros, ou quem, no alto, ou topo... Coberturas
De um Edifício
largo, imenso... E a vaidade; o luxo
Vitrificado tudo;
até o vaso, é Porcelana pura
Senta-se e expeles
a pensar... Que “seja ouro”
E este “ouro” para
mim não tem nem custo
Será que o quê
Tudo aquilo que as "Moelas" moem ou trituram
Que se destinam as Tripas
E que depois "Su cacam"... Sejam vaidades
Será que o quê
Tudo aquilo que as "Moelas" moem ou trituram
Que se destinam as Tripas
E que depois "Su cacam"... Sejam vaidades
Vaidade pra si,
pros outros lá!
Mas não consigo ver... Nenhuma vaidade nestes cantos.
Mas não consigo ver... Nenhuma vaidade nestes cantos.
Mas que possa
fazer, amigo Nobre! Quando percebo a vaidade em tudo
É vaidoso o
médico, ou o formado, em que quer que seja; ele formado
Até o criminoso é
vaidoso
O “Pistoleiro
atira”, atinge o alvo, é morte... Não! É vaidade
Deve sentir o
que... Sentir; saudades
Saudade... A única
vaidade que encobre
Mas nunca ouvi
dizer... Ah! Que saudade!Eu vi cair!Agora jaz! É tarde!
Pouco sofreu,
pouco viveu... Mas! Que foi “gente”
Peça rara, pura,
sangra... Mistura de “Maconha e Crak”
Pernas, coxas,
mamas, músculos, nádegas... Vaidades
As “roupas
transparentes” e “as Saias curtas”... Vaidades
“Tomara que
caias”, as mesmas meimerisses... Vaidades.
Vulgaridades,
sensualidades fúteis, mostram seios... Vaidades
O posto, o cargo,
o Terno, o saldo, o soldo... Vaidades
E se outra vaidade
vês... É minha! É minha!
Nobre! A vaidade é
maior se...
Por vaidade, achar
graças e rir... Da vaidade “troncha” de um feio
E é por vaidade
que, eu deixo de escrever, pois escrevendo vi,
que mexo sem
querer... Com vaidades
Eu vou voltar, vou
ser: Vandré! Meu Nobre! Vou me esquecer,
vão me lembar...
Também por vaidade.
Porque... Por
vaidade resisti
Porque, com
vaidades; me envolvi e sei...
Do que a vaidade é
capaz.
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Comentário do
Autor: Eu já havia visto Larissa Rocha: bem antes de
acessar seu Blogger, um trabalho da Mestre: Maria de Lourdes de Carvalho
Ferreira, formada pela; Faculdade de Letras da Universidade do Porto (A Doença
Do Peito), onde a mesma enfatiza alguns Poemas de Antônio Nobre, como; “A
Vida”, “ Os Males de Antro”, Pobre Tísica” e, “ Vaidade
tudo Vaidade”... Mas tudo tem sua vez.
E a vez foi sua:
de me permitir este contato com Antônio Nobre, pois os Poetas não morrem para a
gente, e podemos “nutrir” mais esta “vaidade”: a vaidade capaz, de até, inserir
nosso próprio amor (ou amores), os nossos próprios sentimentos... No “campo
imaginário das vaidades”: ao ponto de supor vaidade; o primeiro ou último amor,
o primeiro ou último beijo, ou abraço; os primeiros laços de amor de pai, de
mãe, de irmãos, de “outros”, e difícil é contestar Antônio Nobre, vejamos...
Para cada um, no
Cemitério, um túmulo
Para cada túmulo...
Um morto
Para muitos; estes
túmulos seriam verdadeiros castelos
Como aqueles que
deixaram quando, vivos
Deferenciados
pois, porém, dos “outros”... Haja vaidades! “Vaidade Tudo Vaidade”... Disse:
Nobre.(procurem ler este Poema deste Poeta Português)... Acessem Google,
Blogger: de Larissa Rocha... “Amor do Poeta Bela Rocha”.
E por mais que
vaidade Nobre!
É triste vê!
Que quando,um,
outro... Morre
Enquanto outros
chorem
Só por vaidade
Outros! Tantos!
Riem.
E para os que possam compreender:
A Crise Econômica
Mundial... Será Vaidades?
A Corrupção
existente; seria da mesma forma... Vaidades?
O Vandalismo agora
persistente... Será! Idealismo? Ou Vaidade?
Seriam vaidades? A Hipotética Tese dos
Embargos Infringentes
Seriam esses recurso... Consistentes!
Seriam Teses, ou
seriam Antíteses?
E a Lei de
Prescrição de Crimes... Mera Vaidade!
E tudo
encaminha-se para esta verdade: fruto
extemporâneo das Democracias existentes, apanágio não apenas do Povo Português,
mas da maioria das Nações tidas Democráticas para... A Vaidade de alguns.
Dos:
“Anônimos da Poesia e da Arte”.
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