sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Vaidades



 Vaidades




Será! Antônio Nobre... que tudo que exista, ou existir, seja vaidade

Será que a verdade, assim como a mentira, sejam vaidades

Escuta-me por favor: que até viver demais, não seja vaidade!

Será! Que existir ou ser e: ou não ser, também é vaidade

(Se tudo) a se pensar: que seja vaidade

(Se tudo) a se criar, desenvolver... Não seja vaidade!

(Me diz) até nascer, seja o “que for” o ser, também é vaidade!  





A cor Negra do filho, que do pai, da mãe, depende... Também é vaidade

Não me enculcas Nobre! Qual vaidade possa ter um pobre,

um “miserável”... Possa sentir: a “vaidade” de ser “ tão miserável”

(Nunca fui Rei) ser rico e Rei... A vaidade é bem mais arrogante

Ser Presidente... Haja meu Deus! Quanta vaidade e Apogeu!

Ser Deputado! Ser Senador... Tantas vaidades transparentes

Por que a vaidade, nunca será, por parte de alguém... Inexistente





Ser prostituta é ser, um ser, com vaidades

Prostituído ser: “caducos” ou iniciados... Também têm vaidades

Por que Ô! Nobre; que o vencido, ou vencedor, ainda nutrem vaidades

Rancor! Amor! Que diga, ou sinta... Também são vaidades

Como a amor que minha mãe me me deu, meu Deus!

Como a vaidade que meu pai sentia

Com a mesma água que me batizou (se benta)... Tudo vaidade



Será que Deus não tenha...”Suas vaidades”

Não custa crer, posto que importa-lhe...Os “seus salvos”

Serão Igrejas “antros” destas vaidades

Por que disputam tanto, tantas... Vaidades

São vaidades minhas... Reverências a Santos

São vaidades tuas... Apóstolos e Salmos

Badalar de Sinos! Preces e louvores, amo a Deus! A Cristo... Vaidades?



A morte, tem por jeito, tem trejeitos, tem por dentro... Vaidades

Assim também, a vida, tão liberta, tão coberta, satisfeita... Vaidades

O amor que digo é meu, somente meu, será só meu? Ô! Vaidade

Não sabe a vaidade discernir, pois se descobre... Esconde

Ou foge, ou finge, mas a pura vaidade não se esquece

Um dia talvez volte por revanche

E tudo explode, a vaidade trouxe, a estupidez, a morte... Só por vaidade



Por essa vaidade, é que, alguém procura a Igreja

Por essa “vaidade”, posta as mãos, e véu “lhe cobre”, e a Cruz de Cristo...

Beija pela vaidade; e a caridade onde! A quem... A qual doente tende

E é por vaidade... Que acodem

E é por vaidade... Que perdoam

E é por vaidade... Que magoam

E é por vaidade que se mata “almas Santas”... Só por vaidade



E tanta “coisas bentas”... Vaidades

E a verdade Nobre! Sempre ali oculta

Quem beija os pés do Rei... Ah! Vaidade!

Que faz, quem vê, quem crer sorrir... Até da “força bruta”

E vaidosa é: quem foi: quem diz que queira a Paz

Por que a guerra diz tão vaidosa

A bomba era ogiva, presa, e foi solta... E a vaidade diz: e eu nem vi!



Ah! Antônio Nobre, meu professor e poeta, eu, aprendiz

A Literatura tem suas vaidades... Meus versos também têm.



Pois vejo a vaidade, e elas, somam-se, são tantas

De quem morou nos morros, ou quem, no alto, ou topo... Coberturas

De um Edifício largo, imenso... E a vaidade; o luxo

Vitrificado tudo; até o vaso, é Porcelana pura

Senta-se e expeles a pensar... Que “seja ouro”

E este “ouro” para mim não tem nem custo
Será que o quê
Tudo aquilo que as "Moelas" moem ou trituram
Que se destinam as Tripas
E que depois "Su cacam"... Sejam vaidades

Vaidade pra si, pros outros lá! 
Mas não consigo ver... Nenhuma vaidade nestes cantos.



Mas que possa fazer, amigo Nobre! Quando percebo a vaidade em tudo

É vaidoso o médico, ou o formado, em que quer que seja; ele formado

Até o criminoso é vaidoso

O “Pistoleiro atira”, atinge o alvo, é morte... Não! É vaidade

Deve sentir o que... Sentir; saudades

Saudade... A única vaidade que encobre

Mas nunca ouvi dizer... Ah! Que saudade!Eu vi cair!Agora jaz! É tarde!



Pouco sofreu, pouco viveu... Mas! Que foi “gente”

Peça rara, pura, sangra... Mistura de “Maconha e Crak”



Pernas, coxas, mamas, músculos, nádegas... Vaidades

As “roupas transparentes” e “as Saias curtas”... Vaidades

 “Tomara que caias”, as mesmas meimerisses... Vaidades.

Vulgaridades, sensualidades fúteis, mostram seios... Vaidades

O posto, o cargo, o Terno, o saldo, o soldo... Vaidades

E se outra vaidade vês... É minha! É minha!

Nobre! A vaidade é maior se...

Por vaidade, achar graças e rir... Da vaidade “troncha” de um feio



E é por vaidade que, eu deixo de escrever, pois escrevendo vi,

que mexo sem querer... Com vaidades

Eu vou voltar, vou ser: Vandré! Meu Nobre! Vou me esquecer,

vão me lembar... Também por vaidade.

Porque... Por vaidade resisti

Porque, com vaidades; me envolvi e sei...

Do que a vaidade é capaz.





                                        Dr. Ademar Raimundo de Barros.







Comentário do Autor: Eu já havia visto Larissa Rocha: bem antes de acessar seu Blogger, um trabalho da Mestre: Maria de Lourdes de Carvalho Ferreira, formada pela; Faculdade de Letras da Universidade do Porto (A Doença Do Peito), onde a mesma enfatiza alguns Poemas de Antônio Nobre, como; “A Vida”, “     Os Males de Antro”, Pobre Tísica” e, “ Vaidade tudo Vaidade”... Mas tudo tem sua vez.



E a vez foi sua: de me permitir este contato com Antônio Nobre, pois os Poetas não morrem para a gente, e podemos “nutrir” mais esta “vaidade”: a vaidade capaz, de até, inserir nosso próprio amor (ou amores), os nossos próprios sentimentos... No “campo imaginário das vaidades”: ao ponto de supor vaidade; o primeiro ou último amor, o primeiro ou último beijo, ou abraço; os primeiros laços de amor de pai, de mãe, de irmãos, de “outros”, e difícil é contestar Antônio Nobre, vejamos...



Para cada um, no Cemitério, um túmulo

Para cada túmulo... Um morto

Para muitos; estes túmulos seriam verdadeiros castelos

Como aqueles que deixaram quando, vivos



Deferenciados pois, porém, dos “outros”... Haja vaidades! “Vaidade Tudo Vaidade”... Disse: Nobre.(procurem ler este Poema deste Poeta Português)... Acessem Google, Blogger: de Larissa Rocha... “Amor do Poeta Bela Rocha”.



E por mais que vaidade Nobre!

É triste vê!

Que quando,um, outro... Morre

Enquanto outros chorem

Só por vaidade

Outros! Tantos! Riem.


E para os que possam compreender:

A Crise Econômica Mundial... Será Vaidades?

A Corrupção existente; seria da mesma forma... Vaidades?

O Vandalismo agora persistente... Será! Idealismo? Ou Vaidade?

 Seriam vaidades? A Hipotética Tese dos Embargos Infringentes

 Seriam esses recurso... Consistentes!

Seriam Teses, ou seriam Antíteses?

E a Lei de Prescrição de Crimes... Mera Vaidade!



E tudo encaminha-se  para esta verdade: fruto extemporâneo das Democracias existentes, apanágio não apenas do Povo Português, mas da maioria das Nações tidas Democráticas para... A Vaidade de alguns.











                       Dos: “Anônimos da Poesia e da Arte”.





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