sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Línguas Estranhas.


Línguas Estranhas. 






“Doce”! A narcossíntese

Ou “doce” o sal da Coca?

Ou “doce” a Claviceps purpúrea

Ou doce a Cannabis sativa

Que entre Ectasis e Raves de trance... Leve

Sob esta névoa de luz negra e fosforescente

Contorcionistas e psicodélicos

Que transem e dancem... A dança do ventre

De forma impertinente e coletiva.



DJs... “Ninguém olha ninguém” /Talvez... Dois olhos cegos procuram por dois/ E repetitivos sintetizadores de sons... Impõe/ Be going! Ful Du! Eletro Psi Transe... E dance/ Private indoor/ Ou Trip Hop! Big Beat Dub! Gahha... Ilusão/ E Durk! E Punk! E Heep e Rock!/ Macabros gritos! Gargalhadas! Risos! Sons animalescos... E Interjeições.





Mas há 500 a. C, entre O Danúbio e O Volga.

Já queimava os Cânhamos  

Em pedras aquecidas

E inalavam fumaça e vapores

Esquecidos! Ou esquecidas?

Sob quais tendas? Sob quais intentos!

Que psicodelismo procuravam

Ou seja, instintivo... O narcotizável! O narcoticismo!



De onde possa vir! Provenha da qual raça!/ Que o narcosnim em “Rave” se deleita/ Que o hibridismo cultural confessa/ Alguém busca ocultar/ Outros rejeitam/ Resumo... É lado cultural e festa/ É sofrimento... Mas pode ser uma seita.





Daí! O berro, a draga, o ferro e a ferramenta.

Daí! Fulano anda por aí; ‘trepado’

Não é Mané, nem vacilão, nem é otário.

Não quer dançar, tá na escola... E não tá pego

Precisa dar uma volta, e fugir.

Tem roupa de mais no varal da Comarca...

Pintou sujeira, e tem que sair.

Vai dar um jeito e se fazer... “Sumir”!

Precisa ser vapor... Não há Tereza.



E o dono da boca é avião/ Não é enrolador... É “sangue bom” / E cria do asfalto/ Eu! Que sou “soldado” / E vou chegar com tudo... E detonar, arregaçar;  X ‘noves’/ Piratas! Picaretas! E piranhas/ Pra crocodilos só se for... PI “poucos” / Passar cerol e mandar pra vala... Passar o rodo/ Deixar que a samango ou a meganha venha/ Não atrás do preto... Esse bagulho/ E o Rabecão o leve... Por descuido.





E aí, nolafu! Vamos chegar para marfu lhoguba?

Sô “Sanguebão!” e “Sanguerrim” não presta.

Tábom! Qué mais!

 E aí Vapor! O pray quer quantas? Vais!

 Cliente 20 é V, do preto e branco... E “brilha” e V

 Que a parada servidona, é boa.

 Mas tem que ser esperto, pois tá maior sujeira.

 Tá cheiro de samango, só de escolta.

 Esperando algum... Mané Boubeira.



Não pode dar moleza cara!/ A crocodilagem tá na tua cola/ E tanta piranha quer te dar um bote/ E a pirataria mais, e mais avança/ Tem muitos q naum lembro, é muito cheiro perto/ Tem que ser esperto e só quem se comiga meu V/ Meu velho! Meu brotther! Mui amigo... Com muita malandragem e cum “gíria”.





O meu xerife! Claro! Ficou calmo, “Cara”.

Meu “pray” nem vai, ficar sem “branco”.

Nem vou tornar a branca em malhada

Vou sufocar! Vou “acalcar”! Vou extorquir... Um pouco

Depois sair do morro, pra viver.

Vou explodir ou vou voar...

Na cauda de um cometa

E desfilar nos carros... Nos asfaltos

E escarrar de lado... Por poder.







                                       Dr. Ademar Raimundo de Barros.





Comentários do Autor: No Blogger; “Anônimos da Poesia e da Arte”, eu quis impor respaldo Bíblico ao Poema, baseado numa Passagem Bíblica em Atos de Apóstolos: que se refere às Linguas Estranhas previstas para o Final dos Tempos, mas adimito ter sido em vão esta “tentativa”. Jamais iriam compreender, por que jamais teriam a permissão de ler algo atentável ao pudor, e inserido, pois como Heresia seria tida.

Mas a verdade está aí, e diante da perplexidade da Sociedade; que por hipocrisia faz não ver: e que por hipocrisia faz cotidianamente nutrir, o avanço inexorável do uso, e abuso das drogas. Não há mais a necessidade de se fazer conter: aquilo que subentendido tenha aval de notáveis da Política Brasileira: que sorrateiramente com a cara disfarçada em “Diplomacia”, vai à cata de votos que a própria Sociedade diz que repudia, mas de certa forma: por sobrevivência, ou subserviência, ou por pura consciência, dá uma de “Mané” sabendo muito bem, e cônscia dos próprios riscos, o que se tornou uma verdadeira brincadeira: onde à meu ver: há cumplicidade de ambas as partes: quando não mais poderemos separar, o Joio do Trigo.

Não me venham depois com subterfúgios e melindres, pois a própria Mídia se encarrega da divulgação de envolvimento de pessoas e grupos, atadas ao Tráfico, ou Narco-Tráfico em Campanhas Eleitorais, e a continuidade desses laços no transcurso e depois de cada Mandato.

Não posso mais afirmar a semelhança de Bóris Casói que dizia (Isto é! Uma falta de vergonha), mas pude demonstrar com palavras usadas na “Gíria”: que é possível compor Versos (atípicos, para aqueles que gostam de Atipias), antipáticos; para aqueles que gostam de simpatias: e que essas simpatias estejam presentes, pois são molas de uma engrenagem que movimenta dinheiro: que estão na Guerra e na Paz, e que não posso julgá-las por que tenho os meus vícios e assumo-os, e não me resta dizê-los; quais: como não me interessa... Os vícios de outrem.




O mais difícil está na abstinência, mas que tem dinheiro sai, contorna-a, como tem por garantia: assistência Médica condigna numa Impregnação Neuroléptica, ou Insuficiência Respiratória Aguda por Ouver-Dose-Droga-Induzida; quem não tem: mata, assalta prostitu-se, alicía-se, sequestra, ou morre: sob a ação do Crak-Droga-Popular... E o mais inteligente está em... Vai! Vai! Vai! Mas lembras! Que amanhã é Quarta- Feira de “Cinzas”; “Finados” vem depois: e quanto aos Ricos neste empreendimento: impostos como estes deduzidos à Souza Cruz, e destinados a Previdência Social, Saúde, e Educação (refrão há muito tempo utilizado), tudo bem! Nada mal! Nada mais! E não é Apologia o que faço, desfaço a Hipocrisia de quem faz; de quem fez; de quem continuará fazendo; de quem fará após.





Um abraço dos: “Anônimos da Poesia e da Arte”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário