Línguas Estranhas.
“Doce”! A narcossíntese
Ou “doce” o sal da Coca?
Ou “doce” a Claviceps purpúrea
Ou doce a Cannabis sativa
Que entre Ectasis e Raves de trance... Leve
Sob esta névoa de luz negra e fosforescente
Contorcionistas e psicodélicos
Que transem e dancem... A dança do ventre
De forma impertinente e coletiva.
DJs... “Ninguém olha ninguém”
/Talvez... Dois olhos cegos procuram por dois/ E repetitivos sintetizadores de
sons... Impõe/ Be going! Ful Du! Eletro
Psi Transe... E dance/ Private indoor/ Ou Trip Hop! Big Beat Dub! Gahha... Ilusão/ E Durk! E Punk! E
Heep e Rock!/ Macabros gritos! Gargalhadas! Risos! Sons animalescos... E
Interjeições.
Mas há 500 a. C, entre O Danúbio e O Volga.
Já queimava os Cânhamos
Em pedras aquecidas
E inalavam fumaça e vapores
Esquecidos! Ou esquecidas?
Sob quais tendas? Sob quais intentos!
Que psicodelismo procuravam
Ou seja, instintivo... O narcotizável! O narcoticismo!
De onde possa vir! Provenha da qual raça!/ Que o narcosnim em
“Rave” se deleita/ Que o hibridismo cultural confessa/ Alguém busca ocultar/
Outros rejeitam/ Resumo... É lado cultural e festa/ É sofrimento... Mas pode
ser uma seita.
Daí! O berro, a draga, o ferro e a ferramenta.
Daí! Fulano anda por aí; ‘trepado’
Não é Mané, nem vacilão, nem é otário.
Não quer dançar, tá na escola... E não tá pego
Precisa dar uma volta, e fugir.
Tem roupa de mais no varal da Comarca...
Pintou sujeira, e tem que sair.
Vai dar um jeito e se fazer... “Sumir”!
Precisa ser vapor... Não há Tereza.
E o dono da boca é avião/ Não é enrolador... É “sangue bom” / E
cria do asfalto/ Eu! Que sou “soldado” / E vou chegar com tudo... E detonar,
arregaçar; X ‘noves’/ Piratas! Picaretas!
E piranhas/ Pra crocodilos só se for... PI “poucos” / Passar cerol e mandar pra
vala... Passar o rodo/ Deixar que a samango ou a meganha venha/ Não atrás do
preto... Esse bagulho/ E o Rabecão o leve... Por descuido.
E aí, nolafu! Vamos chegar para marfu lhoguba?
Sô “Sanguebão!” e “Sanguerrim” não presta.
Tábom! Qué mais!
E aí Vapor! O pray quer
quantas? Vais!
Cliente 20 é V, do preto
e branco... E “brilha” e V
Que a parada servidona, é
boa.
Mas tem que ser esperto,
pois tá maior sujeira.
Tá cheiro de samango, só
de escolta.
Esperando algum... Mané
Boubeira.
Não pode dar moleza cara!/ A
crocodilagem tá na tua cola/ E tanta piranha quer te dar um bote/ E a pirataria
mais, e mais avança/ Tem muitos q naum lembro, é muito cheiro perto/ Tem que
ser esperto e só quem se comiga meu V/ Meu velho! Meu brotther! Mui amigo...
Com muita malandragem e cum “gíria”.
O meu xerife! Claro! Ficou calmo, “Cara”.
Meu “pray” nem vai, ficar sem “branco”.
Nem vou tornar a branca em malhada
Vou sufocar! Vou “acalcar”! Vou extorquir... Um pouco
Depois sair do morro, pra viver.
Vou explodir ou vou voar...
Na cauda de um cometa
E desfilar nos carros... Nos asfaltos
E escarrar de lado... Por poder.
Dr. Ademar
Raimundo de Barros.
Comentários do Autor: No Blogger; “Anônimos da Poesia e da Arte”,
eu quis impor respaldo Bíblico ao Poema, baseado numa Passagem Bíblica em Atos de
Apóstolos: que se refere às Linguas Estranhas previstas para o Final dos
Tempos, mas adimito ter sido em vão esta “tentativa”. Jamais iriam compreender,
por que jamais teriam a permissão de ler algo atentável ao pudor, e inserido,
pois como Heresia seria tida.
Mas a verdade está aí, e diante da perplexidade da Sociedade;
que por hipocrisia faz não ver: e que por hipocrisia faz cotidianamente nutrir,
o avanço inexorável do uso, e abuso das drogas. Não há mais a necessidade de se
fazer conter: aquilo que subentendido tenha aval de notáveis da Política
Brasileira: que sorrateiramente com a cara disfarçada em “Diplomacia”, vai à
cata de votos que a própria Sociedade diz que repudia, mas de certa forma: por
sobrevivência, ou subserviência, ou por pura consciência, dá uma de “Mané”
sabendo muito bem, e cônscia dos próprios riscos, o que se tornou uma
verdadeira brincadeira: onde à meu ver: há cumplicidade de ambas as partes:
quando não mais poderemos separar, o Joio do Trigo.
Não me venham depois com subterfúgios e melindres, pois a própria
Mídia se encarrega da divulgação de envolvimento de pessoas e grupos, atadas ao
Tráfico, ou Narco-Tráfico em Campanhas Eleitorais, e a continuidade desses
laços no transcurso e depois de cada Mandato.
Não posso mais afirmar a semelhança de Bóris Casói que dizia
(Isto é! Uma falta de vergonha), mas pude demonstrar com palavras usadas na “Gíria”:
que é possível compor Versos (atípicos, para aqueles que gostam de Atipias),
antipáticos; para aqueles que gostam de simpatias: e que essas simpatias
estejam presentes, pois são molas de uma engrenagem que movimenta dinheiro: que
estão na Guerra e na Paz, e que não posso julgá-las por que tenho os meus vícios
e assumo-os, e não me resta dizê-los; quais: como não me interessa... Os vícios
de outrem.
O mais difícil está na abstinência, mas que tem dinheiro sai,
contorna-a, como tem por garantia: assistência Médica condigna numa Impregnação
Neuroléptica, ou Insuficiência Respiratória Aguda por
Ouver-Dose-Droga-Induzida; quem não tem: mata, assalta prostitu-se, alicía-se,
sequestra, ou morre: sob a ação do Crak-Droga-Popular... E o mais inteligente
está em... Vai! Vai! Vai! Mas lembras! Que amanhã é Quarta- Feira de “Cinzas”; “Finados”
vem depois: e quanto aos Ricos neste empreendimento: impostos como estes
deduzidos à Souza Cruz, e destinados a Previdência Social, Saúde, e Educação
(refrão há muito tempo utilizado), tudo bem! Nada mal! Nada mais! E não é
Apologia o que faço, desfaço a Hipocrisia de quem faz; de quem fez; de quem
continuará fazendo; de quem fará após.
Um abraço dos: “Anônimos da Poesia e
da Arte”.




Nenhum comentário:
Postar um comentário