As Outras Ondas
Aonde anda você que era a “onda”
Que se despiu pra mim... Tão
decidida
Nem se importava com as outras
“ondas”
Que “caminhavam” em direção à Praia
Brandas... Esparramavam-se na
areia branca.
A
onda...
E onde anda agora você... Que
“era” a onda
Que se “vestiu” num “roupão”...
Feito “espumas”
E ainda “em pé” espero... Não me
abrumas!
Porque fosses embora entre... As
ondas.
A
onda anda...
Ainda espero aqui... “entre as
outras”
Ainda ando, e como já andei...
Tanta procura!
E onde andará... Entre “essas
ondas”
Aquela onda que amei... Que me
deixou “fissura”.
A
onde anda a onda?
A onde anda? Será uma onda ainda?
Não sei se ainda é... Que seja
ainda “onda”
Será! Morreu na praia... Como as
“outras”
Será que volte a ser... A minha
“onda ainda”
A
onda ainda...
Linda! Como o próprio mar... Sem
ter censura
E sensual voltava e me cercava
ainda
Quê! Prenda “presa”... Na minha
cintura
Quem “roubou” teu rosto e tuas
“louras tranças”
Posto que... Enciumado com tanta
ternura.
Ainda
onda
Onde anda você... Tão “presumida”
Por onde anda? Em meio de
“borrascas”...
Em mar bravio que nem a costa “acostas”
Qual “ressaca” te impeliu as
pedras?
Qual Tsunami te leva, e junto a
minha vida.
Ainda
anda...
Ou como onda ou “ola”... Onde
vagueias
Qual “Nau”! Que “Velas”...
Arrodeias
Que mares que trafegas rumo às
praias
Onde a “brisa do amor” possa
pensar... Clareia
E o lado perspicaz pasmar...
Mareia!
Aonde?
Só Deus possa saber... Por onde
E se ainda é “onda”, ou onde
ainda é vista.
Talvez se esconda a ola... Em
Lagoa
Talvez subisse o Rio... Rumo às Matas
Talvez contemple o ímpeto das
cascatas
E nem mais conheça... Caminhos de
volta.
Aonde?
Quer que a encontre... Que eu
faça
Que possa fazer para trazê-la
Vê! Que a onda pesa... É
“Pororoca”
Não é mais onda... Não nutre o
mesmo zelo
Nem zela a onda agora... Outros
zelos
Curte e aceita a “ola”, ou “onda”,
agora... Remansos e “baceiros”.
A
onda a onda...
A onda, aquela onda qual... Curti
amando
E cada passo seu... Curti
“menino”
Em cada “túnel” seu...
Aventurando-me
Nem sobre sua “crista”... Nem
submerso ao “vale”
Valeu a onda
Valeu que eu na minha prancha
equilibrado
Vi outras ondas... E outras ondas
andam.
Dr.
Ademar Raimundo de Barros.
Comentários do Autor: Lamento ter
que excluir este Poema dos “Anônimos da Poesia e da Arte”, mas um homem tem que
ter: suas convicções, e sua autenticidade. Parto do princípio de um contingente
de aproximadamente 5.000 homens, ativos, e na inatividade: e que um número
considerável de filhos: são Alunos do Colégio Tiradentes da PM/RO: e que
dericionei esta “composição” quase que exclusivamente para este público,
contudo levo a impressão: que em Metodologia de Ensino Moderno, algum possa ter
visto apenas esta Poesia, em; “Data Show”, e nem por isto culpo: o Seguidor,
nem seu Corpo Docente: culpo a quem não tenha o interesse de Ler quando, mais é
preciso: e se isto tivesse acontecido: o número de Postagens não poderia estar
sendo “censurável”: minha preocupação maior: daí! Consequentemente parti para o
caminho da exclusão: desaforando estes Poemas para o Blogger... Desastrolados
do Desconhecido.
Por quantas vezes o Artista é
impelido em destruir suas próprias Obras – Póstumas bem antes do seu próprio
Jazigo: e quantas vezes eu procurei entender que foi em vão desvendar, e
retirar da intricidade destes Versos de Manuel Bandeira: a sua verdadeira
conotação: mesmo de corpo e alma, tido mergulhado no abstratismo concreto de
sua Poesia; A Onda, quando a Onda, era a Tuberculose que continua ainda: que
contraí no Exercício da Profissão Médica, e que foi negada por médicos e
Conselhos de Medicina, no intuito de salvar seus Pares: por terem transgredido
o Código de Ética Médica: passíveis, pois, até de Interdição Cautelar: devido o
absurdo na apuração dos fatos, e na condução normal de um Processo
Administrativo Disciplinar... Mas ainda não fui embora para Pasárgada, pois lá
seria amigo do Rei, mas não teria, nem poderia ter lá; a minha mulher que amo.
Um grande abraço! Deste
Desastrolado aqui, também conhecido por: “Anônimos da Poesia e da Arte”.
Dr.
Ademar Raimundo de Barros.








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