sábado, 5 de outubro de 2013

As Outras Ondas

As Outras Ondas



Aonde anda você que era a “onda”  
Que se despiu pra mim... Tão decidida
Nem se importava com as outras “ondas”  
Que “caminhavam” em direção à Praia
Brandas... Esparramavam-se na areia branca.
A onda...


 
E onde anda agora você... Que “era” a onda
Que se “vestiu” num “roupão”... Feito “espumas”  
E ainda “em pé” espero... Não me abrumas!
Porque fosses embora entre... As ondas.

A onda anda...




Ainda espero aqui... “entre as outras”  
Ainda ando, e como já andei... Tanta procura!
E onde andará... Entre “essas ondas”  
Aquela onda que amei... Que me deixou “fissura”.

A onde anda a onda?




A onde anda? Será uma onda ainda?
Não sei se ainda é... Que seja ainda “onda”  
Será! Morreu na praia... Como as “outras”  
Será que volte a ser... A minha “onda ainda”

A onda ainda...



Linda! Como o próprio mar... Sem ter censura
E sensual voltava e me cercava ainda
Quê! Prenda “presa”... Na minha cintura
Quem “roubou” teu rosto e tuas “louras tranças”  
Posto que... Enciumado com tanta ternura.
Ainda onda



Onde anda você... Tão “presumida”  
Por onde anda? Em meio de “borrascas”...
Em mar bravio que nem a costa “acostas”
Qual “ressaca” te impeliu as pedras?
Qual Tsunami te leva, e junto a minha vida.
Ainda anda...



Ou como onda ou “ola”... Onde vagueias
Qual “Nau”! Que “Velas”... Arrodeias
Que mares que trafegas rumo às praias
Onde a “brisa do amor” possa pensar... Clareia
E o lado perspicaz pasmar... Mareia!
  
Aonde?

Só Deus possa saber... Por onde
E se ainda é “onda”, ou onde ainda é vista.
Talvez se esconda a ola... Em Lagoa
Talvez subisse o Rio... Rumo às Matas
Talvez contemple o ímpeto das cascatas
E nem mais conheça... Caminhos de volta.



Aonde?

Quer que a encontre... Que eu faça
Que possa fazer para trazê-la
Vê! Que a onda pesa... É “Pororoca”  
Não é mais onda... Não nutre o mesmo zelo
Nem zela a onda agora... Outros zelos
Curte e aceita a “ola”, ou “onda”, agora... Remansos e “baceiros”.



A onda a onda...
A onda, aquela onda qual... Curti amando
E cada passo seu... Curti “menino”  
Em cada “túnel” seu... Aventurando-me
Nem sobre sua “crista”... Nem submerso ao “vale”  
Valeu a onda
Valeu que eu na minha prancha equilibrado
Vi outras ondas... E outras ondas andam.



                                        Dr. Ademar Raimundo de Barros.

Comentários do Autor: Lamento ter que excluir este Poema dos “Anônimos da Poesia e da Arte”, mas um homem tem que ter: suas convicções, e sua autenticidade. Parto do princípio de um contingente de aproximadamente 5.000 homens, ativos, e na inatividade: e que um número considerável de filhos: são Alunos do Colégio Tiradentes da PM/RO: e que dericionei esta “composição” quase que exclusivamente para este público, contudo levo a impressão: que em Metodologia de Ensino Moderno, algum possa ter visto apenas esta Poesia, em; “Data Show”, e nem por isto culpo: o Seguidor, nem seu Corpo Docente: culpo a quem não tenha o interesse de Ler quando, mais é preciso: e se isto tivesse acontecido: o número de Postagens não poderia estar sendo “censurável”: minha preocupação maior: daí! Consequentemente parti para o caminho da exclusão: desaforando estes Poemas para o Blogger... Desastrolados do Desconhecido.



Por quantas vezes o Artista é impelido em destruir suas próprias Obras – Póstumas bem antes do seu próprio Jazigo: e quantas vezes eu procurei entender que foi em vão desvendar, e retirar da intricidade destes Versos de Manuel Bandeira: a sua verdadeira conotação: mesmo de corpo e alma, tido mergulhado no abstratismo concreto de sua Poesia; A Onda, quando a Onda, era a Tuberculose que continua ainda: que contraí no Exercício da Profissão Médica, e que foi negada por médicos e Conselhos de Medicina, no intuito de salvar seus Pares: por terem transgredido o Código de Ética Médica: passíveis, pois, até de Interdição Cautelar: devido o absurdo na apuração dos fatos, e na condução normal de um Processo Administrativo Disciplinar... Mas ainda não fui embora para Pasárgada, pois lá seria amigo do Rei, mas não teria, nem poderia ter lá; a minha mulher que amo.
Um grande abraço! Deste Desastrolado aqui, também conhecido por: “Anônimos da Poesia e da Arte”.

                                       Dr. Ademar Raimundo de Barros.

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