Metonímia.
E os Santos? Quais Santos!
E se são tantos... E eu que sou pagã, vulgar, profano.
Como posso vê-los e acreditar
Pois sou “humano”... E com dois olhos não posso enxergar
Cristo! Cristal Divino!
Filho de Deus! Feri com ferro o teu “espírito”
Por não ter fé
Quem sempre esteve ausente, mesmo o céu tão claro.
Quem nem da dor tem dó, não se olhe ao espelho... Para não cegar
Mas reza... Eu quis enquanto
Tinha em meu peito, “um coração ardente”
Nem sei por que a transnominação
Eu era um homem... E não tinha a “cabeça”
Nem era a “Besta fera” não... Ou era “besta”, ou somente “Fera”
Se rezar quis
Não tinha cinco bocas pra rezar
Mas tinha bem dez credos pra não crer
E tinha bem dez braços pra bater
E não tinha mais a boca pra sorrir... Só tinha o meu sorriso pra matar
Por isto me esqueci
Não ter mais cinco bocas pra beber
Não ter meus dentes para mastigar
Nem ter comida e mesmo assim... Comer
E ter a vida em mãos... E não viver.
Por isso não rezei... Só por rezar
Pois da minha alma sei... Nunca a vi
Será que a engoli, quando nasci.
Será que venha vomitá-la... Ao morrer
Será! Somente morto irei ver... Somente o corpo se velado for.
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Comentários do Autor: Poucas são as pessoas que se comuniquem assim. Falam por Metonímias, proseiam através de Metáforas, podem interagir-se através das Figuras de Sintaxes, e são capazes de morderem-se no confronto da interpretação de “papéis” em pura Dialética. Poucas as que utilizam a palavra em informação e contrainformação. Poucas têm a capacidade do entendimento codificado, inclusive a mímica dos olhos e olhares, a articulação dos gestos, e a identificação de certos sentidos e pensamentos à distância.
Para mim: não me procurem na “escuridão”, nem no “claro” de ambientes suntuosos que lembrem Palácios, e reserve-se o que deve ser reservado, pois conheço o “mofo” e a “malícia”, da mesma forma que “um ladrão” reconhece que está cercado pela presença inopinada da Polícia.
Distingo índoles Narcisistas das personalidades solidárias: como distingo o sorriso Sardônico dos que não portam Tétano: distingo o agressivo (mais amigo) daquele “quieto” miserável... O “lânguido oposto ao cálido”.
Conheço traços de Psicopatia ou de Personalidade Psicopática, como conheço o avarento, o nojento, o sicário; como conheço o conto e o vigário. Eles são manhosos, silenciosos, às vezes “delicados”. Mantém-se enrustidos e alheios: a qualquer sentimento ou qualquer dor... Mas são abertos ao ócio e a vícios: são filósofos do corpo, Apóstolos do “Espírito de Corpo”, e aliados dos atritos, e de grupos: que há muito custo consegue ser unidos.
Bipolaridade “a flor da pele”, mas por conveniência contida... São adeptos da vingança: em curto, médio, ou “longo prazo”: gostam das sombras e de “Atos Secretos”: mesmo que cheire a traição. Édipo exagerado e uma capacidade extraordinária de fazer-se induzir alguém, a um complexo tido mórbido, denominado... Síndrome de Estocolmo.
Este é “o retrato falado” de alguns que se dizem amigos, muitos deles corruptos ou corrompidos, e no meio de todos eles... Uma verdadeira minoria de inocentes... Uma verdadeira multidão (milhares) de calados.
Mas essa é a realidade que ninguém quer ver, mas aproveito o Vídeo deste Português que sabe muito mais que eu: do que ocorre em Portugal... Mas; simplesmente, displicentemente, consequentemente: vamos ver aqui igual, e mais cedo ou mais tarde (se não tardar), vamos ter a oportunidades de ver: mãos iconoclastas a destruir: sonhos e pensamentos; e Lágrimas de Ferro cair dos olhos de Corpos sem Cabeça; e o Império dos Sentidos ruir perante a força de outros Impérios.
É uma Metonímia diferenciada, onde as Metáforas podem sonhar... Não ao som do Fado... Mas ao som do Tango Portugo-Argentino Exportado.
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
