Versos em
“Formol”
Versos velados
Como se fossem
feitos em Parafinas
De velário
espesso
Escritos em
formol
Ou formalina...
Aldeido orgânico
Onde a
Oxi-Metil-Hemoglobina fez por conta
Um “colorido”
esbranquiçado e fosco
Onde anaftalinas
por bom senso
Dispersam-se no
ar
Como se incensos
Seus Núcleos
aromáticos, ou Benzênicos.
Versos metálicos
Que do Mercúrio
vêm
Em Ouro! Em
Prata! Em Bronze
De onde a Lira
fez... Finos retoques
Neles! Exalta o
Amor
Como possa exaltar...
A dor, e os sentimentos.
Bem como
registrar qualquer momento
Feliz, ou infeliz.
Não tem a Lira o
dom... De escolher "instintos"
Nem lhe cabe
escolher se... Acre, ocre, ou doce.
Seja o “som”
Que lhe determine
o “toque”
Que lhe instigue
o “rito”
Que não perturbe “o
grito”
Nem mesmo... O do
Silêncio.
Versos orgânicos
De forma original
igual... Ao Gás de Pântanos
Molécula
estrutural de Hidrocarbonetos
E fórmula
espacial do Gás Butano
Mas possa ser...
Metano, Metanol, Meteno.
Fenólicos! Ou Benzílicos
Ou marginalizar-se,
e ser... Ácool Etílico
Então “Elitizar-se”
e ser... Ácido Lisérgico
Ou radicalizar-se
igual... Ácido Sulfúrico
ISO-Propil! Meu
Deus!
O que será dos meus...
Trans Parieto Cólicos
O que será dos meus...
Trans Parieto Cólicos
Nem seja eu... Etil-Metil-Sufil-Propano
Nem... Diamino-Dimetil-Sulfona,
ou Sulfeto.
Prefiro ver “o pó”...
Eu já maduro
Porém sem
Carbureto
Que sê...
Cianureto, ou Ozônio.
Que sê... Lítio,
ou Bório.
Cádimo, ou Césio.
Bário, ou Urânio...
Nem Mercúrio
Nem Isótropos
Nem Isóbaros
Nem Isômeros
Dr. Ademar
Raimundo de Barros.
Comentários do
Autor: Este comentário já consta em resposta a meu grande Poeta, e Escritor:
Francis Perot (Blogger; Poesias e Contos Sensuais), que mais uma vez inspirou-me
noutra Poesia (a meu estilo; Barroco, do Barroco); por que não dizer; o Inopinado, do Inopinado, ou; o Repente do Repentista; ou por que não dizer... In
Memoria... “Meu amigo Joe me ensinou: não importam os Poemas o importante é ser
Poeta”.
No “fundo”;
escrever é uma novidade para mim: já tão habituado com o ambiente “virtual” do
Médico: onde o cenário Visioaudiovocalescritovivido, não é tão bucólico assim,
e sim; nefasto, ou funesto: talvez por que a alegria seja paradoxal ao
sofrimento, onde as nossas canetas parecem serem feitas com Formol, mas bem que
poderiam ser, em Azul de Metileno, ou em Mercúrio Cromo: já que não poderiam
jamais ser à base de Merthiolate, Polvidine, ou Clhorexidine, pois são
compostos Alcoólicos, ou Saponáceos utilizados para outros fins, e “borrariam”
tudo.
E o que escrevemos
com nossas letras “tortas” (marca registrada da Alquimia latente), muitas das
vezes: anfigúricas, e incompreensíveis: não inter legíveis, pois utilizamos uma
linguagem técnica, metálica; até as imagens com as quais convivemos: não nos
servem para Poetizar: e as Borboletas, como os Morcegos, Cobras e Aranhas,
Mosquitos e Vetores, são “imagens” de doenças: até o Ar, até a Lua, até as Estrelas,
até os Sonhos: são alucinações ou presságios.
Como Poetizar a fisionomia apática dos cadáveres, perante a tristeza que não nos compraz, e
sim a lúdica Esperança; e tão difícil dizer... Ele voou, se a lógica nos diz...
Ele morreu; e a Perplexidade é “muda”, ou não aceita.
E não podemos
chorar, nem às vezes sonhar: diante do inexorável; tão pouco poetizar tão
pouco: o desespero dos enfermos, nem a melancolia deles adstrita, nem o
semblante imprevisto dos aflitos, nem o último afeto, nem o último grito, ou
gemido.
E nossos Versos
morrem ali: entre soluços, e desesperados: como seguindo um ritual, ou Rito; e
sem nenhuma menção ou moção: e quantas emoções terão que ser contidas.
Tem que ser
Autista sem transparecer: Sado-Masoquista sem pensar em ser: e silenciar diante
da fatalidade, ou do Dantesco, pois perante a Morte, o Médico tem que ser de “Pedra”,
e se chorar; chore lágrimas de “Ferro” sem ninguém te ver.
Como! Depois de
longa convivência com a realidade nua, e crua, e com a Fatalidade fria, e
cruel: em situação até supor-se ser um “desumano”: como possas inopinadamente
conviver com este teu lírico, que te encuca, e deixa-te ensimesmado... É notório;
o romântico que esperas, o bucólico que procuras; ele não existe em ti, como a Primavera,
e Verões de outras Liras.
Existe a
compreensão de causa... Tu! O estranho no ninho, sem ter asas, sem plumagem,
sem “Pedigree”, sem nada, e sem poder voar por que não tem “brevê”: e Ícaro,
depois de conversar muito com Orfeu: só te permitiu ficar bicando a Praia, sem
que Águias te vejam, pois são “Águias de Haia”; e possas causar inveja a
qualquer delas; e que pra te derrubar... Basta-lhe uma vírgula, uma ênclise, uma
próclise, uma crase; e imagine... Até uma Mesóclise, ou um Verbo não Pronominal,
anômalo, ou abundante... No uso do To Do, ou Don’t... Na busca de... Ser, ou “Não
Ser”.
Um grande abraço
dos, Desastrolados do Desconhecido.
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