Holocausto
Monte de ossos, esqueletos, e destaque-se... Crânios/ Sensibilizam mais ver empilhados/ Pobres coitados de despojos humanos/ Quem os identificou... Qual raça humana/ Cujos DNA, sejam tão únicos/ Não seja de Alemães, nem sejam Russos/ Nem seja de outros povos... Do conflito.
Quem tenha ao peito escrito a palavra... Mártir/ Quem tenha no seu próprio sangue a marca... “Irmão de Cristo” / Quem queira conduzir na testa a “tatuagem”... Sou Judeu/ O mundo estava tatuado em todo canto/ E em cada Estado... “Donos tatuados”.
Ambíguas e duvidosas determinações de Nacionalidades/ E o amor à pátria adotiva... Insignificativo/ Ratos de porto... Farejam o perigo/ E fogem logo pra longe do fogo... Não apagam/ De longe lembram... As Pragas do Egito/ Se o fogo apaga voltam como loucos... Dimensionam “O Holocausto”! O lucro.
Que falta faz... Milhões de esqueletos/ Seus corpos fortes que ficaram mínguo-os/ Sua pele negra, e marcas de chicotes/ Alguns jogados ao mar... Salmoura e vivos/Por onde achem... Os seus ossos brancos/ Que nenhuma Nação teve a lembrança/ De levantar uma “Estátua negra” / O Holocausto verdadeiro... A África.
Comentários do Autor:
Há respaldo Bíblico, Histórico, Social, Econômico, Cultural e Político, além de outros respaldos na Literatura, na Antropologia, na Genética, na Legislação Mundial e Mídia, e Mitos.
Em minha opinião, como resgate a este Holocausto milenar, cada Nação do mundo, como reconhecimento: deveria intensificar a ajuda humanitária a África: e cada país, ter uma estátua representativa da raça Negra. No Brasil: “Zumbi dos Palmares”, na África do Sul e nos países “brancos” ou onde houvesse ocorrido Escravidão Negra: por que não Mandela. Nos Estados Unidos; Martim Luter King: no Havaí: Obama, no Quênia... Em Israel, o Etíope canonizado com o nome: “O Evangelista”... E fecho o trabalho com fragmentos desta maravilha de Poesia de Autoria do Poeta Brasileiro, Castro Alves.
Navios Negreiros.
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Que o pavilhão se lave no teu pranto!...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!
E para minha surpresa [inclusive na minha Matriz (Meu Computador) na qual acredito não me ser permitido efetuar visualizações], o Comentário inexiste; virou página em branco; e de forma alguma posso admitir que alguém possa supor por Plágio, pois esclareci em cima: e é do conhecimento Internacional este Poema, bem como a sua autoria.
Mas talvez não "caia" bem aos olhos dos intitulados: Mártires do Holocausto, quando os próprios eram os "pivôs" da briga: em função de suas múltiplas naturalidades, e Nacionalidade dispersiva, controversa até com seus próprios irmãos Palestinos,e a Segunda Guerra Mundial tomou outro destino; quando a equipe do Judeu/Alemão Wernher von Braun foi divida em dois, ou mais "pedaços": se sequestrados por Espionagem, se por livre e espontânea vontade, e com a colaboração de outros Cientistas de outras nacionalidades: deram origem aos primeiros protótipos de Bombas Nucleares por Fissão Atômica, aos Mísseis (substituindo o V-2), e a Era; Espacial... Dai, a ojeriza Nazista a tudo quanto fosse Judeu; tudo muito diferente do que ocorreu, e ainda ocorre: em grandes, ou pequenas dimensões com a Raça Negra.
Ganga Zumba Zumbi que ressuscite, e o diga
Que a escrava Anastácia apareça
E sob ajuda da Cigana Esmerada
Bem diga a luta... Dessa raça... Negra
E os Orixás deem vivas! Nos terreiros
Da Mãe de Marta de Obá... Mandela! Mandela! Mandela!
Ele... Que "não conheceu" nem "troncos", nem "senzalas"
"Nem viu" a morte... Em Navios Negreiros
Mas viu sua vida oscilar... Em celas.
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
.jpg)
.jpg)

.jpg)
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário