O Caçador de Sonhos
Eu! O caçador de
sonhos que inebriam
E quem cata
sonhos... Colhe Pesadelos
Primeiro sonha
Após... A alma se
abruma
Pois no sonho
viu... O “ninho das Cobras”
E o caçador de
sonhos volta para casa
E quando revir a
família
Volta de mãos
vazias
(...)
Ele tinha nas
mãos somente sonhos
Ele tinha entre
os dedos... Um cigarro
E as girândolas
do “fumo” repetiam
Somos seus
“Sonhos”... E somente seus
Mas esta é a
predestinação
De todos os
“terráqueos”
Vida de Terrenos,
e de Terreiros.
Quem não conviver
neste caminho... Voa
Volta lá pros
ares, e se volta.
Na volta possa
ser... “Papisa”, ou Papa Tango.
PT! Torre de
Contrôle... Alfinête pronta
Era a preocupação
para seu... Voo Solo
(...)
Ele não tinha nas
mãos somente sonhos
Ele não tinha em
mente... Pesadelos
Ele tinha consigo
a verdade
Que brigava com
um mundo... “Invisível”
Nesta carona
Bimotor... Tudo é Teórico
Mesmo “Blefado”
assim... Pífano!
Ícaro! É “Estola”
Mas o instrutor
de voo pede-me calma
Talvez minh’alma
Não consiga ver a
Luz... No fim do Túnel
E tudo que foi
feito, foi inútil.
E seja eu... Um
instrumento explosível
(...)
E eu teria em
mãos... Somente sonhos
Ou teria nas
mãos... Meus Pesadelos
As verdades
seriam... Absurdos
Ilusórios
seriam... Meus apegos
Voa! Idiota
adorável
Neste rasante voo
em desespero
O reencontro será
inesperado, pois.
Quem rir por
último... Nem sempre será primeiro
E se a paixão é
“pico de Montanha”
Rasga em teu
solo! Caçador sutil... Procura-o
Pois o caminho da
exclusão assim começa
“Lindos”! Os
caminhos de volta... Nos caminhos de ida... Tanta pressa.
(...)
E eu que tinha
nas mãos somente ódio
E nas mãos o
gosto da vingança
E enxugava com as
mãos... As minhas lágrimas
E nutria com
lágrimas... Esperanças
Dr Ademar
Raimundo de Barros.
Comentários do
Autor: Dedico-o (por inspiração) ao Poeta Paraibano Manoel José de Lima, mais
conhecido pela “alcunha” de Caixa D’Água: que afirmou ao morrer que: “Imortal é
um homem que fica na lembrança”... Como ficou para sempre na lembrança, os seus
Versos em Caminhos Perdidos, quando ele recita-os: Se minha mãe se abruma/ Se o
Mar geme, se os mortos não voltam mais; eu tinha nas minhas mãos somente
sonhos/ Ou tinha nas minhas mãos somente sonhos!
Como respaldo fui
buscar em: O Caçador de Sonhos, Obra Escrita pelo Comandante Nunes Cardoso
(Romance da Literatura Brasileira), editada pela Editora Novo Século, São Paulo
2010, tão bem apresentada pelo DD Sr. Constantino de Oliveira Jr. – Presidente
da Gol Linhas Aéreas Inteligentes; e através do cruzamento destes dois
trabalhos, pude compor o que em Versos cognominei: O Caçador de Sonhos, como
poderia tê-lo cognominado de: Caminhos Perdidos.
São essas
analogias, ou essa sensibilidade de olhar vazio o infinito: é que faz o Poeta
preencher seu tempo em cata de letras, fonemas, e palavras na composição de
seus versos: o que bem definiu Erasmo De Horterdan em Elogio a Loucura; nós! Os
exímios plagiadores: que alguém poetizou depois... Tomara! Deveras sinta; mas
este era verdadeiramente um Poeta, não este eu; exímio gozador das horas vagas.
Mas o Moral maior
da questão está em Nunes Cardoso, para que as Nações, em particularidade o
Brasil, tome a consciência (antes que seja tarde) de que, o Vandalismo
irresponsável, financiado ou não, ou por próprio interesse, ou por interesse de
qualquer outra Nação: vai nos conduzir ao caus, se não nos resta mais a mínima
noção de Brasilidade, sem, contudo seja propósito do Autor: a apologia de uma
Nacionalidade doentia, em desrespeito as outras Nacionalidades, e Nunes Cardoso
melhor que eu exemplifica românticamente: até onde possa chegar a
inflexibilidade de determinados Regimes: que após a posse, a palavra de ordem é...
Olho por olho; Dente por dente.
Pensem muito bem
daqui pra diante
Pensem muito bem
nos esforços de Paz
Pensem muito bem
na Copa do Mundo
E nas outras
E nas Olimpíadas
Onde as
manifestações das Nações
São esportivas
E que a vida não
é feita somente de festivais
E que os
Festivais são manifestações à vida
E não explosões
de Ideologias em massa
E que nem sempre
o Campeão é quem levanta a taça
Lembrem 78 e 82
Como nunca se
esqueçam de 50
Pois tudo é
circunstancial... Depende do momento
E que ninguém no
mundo... É infalível
E pouco, ou
muito... Conhecemos a Lei
Suas imposições
E suas consequências
E o que for feito
por incoerência
Pagará o mal.
Esta é a medida
cautelar dos Desastrolados do Desconhecido: com relação a dois comentários
introduzidos ao Poema: Ideologia, como da mesma forma às alusões visuais,
constantes no Video que acompanha o Poema: Pacto Parodiado em, “Anônimos da
Poesia e da Arte”, pois estes não compactuam com atos de Vandalismo com pseudônimo
de Manifestação Pacífica, e sob a alcunha de “Liberdade de Manifestação”.
Um abraço para
vocês!
Dr.Ademar
Raimundo de Barros.



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