quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O Caçador de Sonhos



                         O Caçador de Sonhos



Eu! O caçador de sonhos que inebriam
E quem cata sonhos... Colhe Pesadelos
Primeiro sonha
Após... A alma se abruma
Pois no sonho viu... O “ninho das Cobras”
E o caçador de sonhos volta para casa
E quando revir a família
Volta de mãos vazias
(...)


Ele tinha nas mãos somente sonhos
Ele tinha entre os dedos... Um cigarro
E as girândolas do “fumo” repetiam
Somos seus “Sonhos”... E somente seus

Mas esta é a predestinação
De todos os “terráqueos”
Vida de Terrenos, e de Terreiros.
Quem não conviver neste caminho... Voa
Volta lá pros ares, e se volta.
Na volta possa ser... “Papisa”, ou Papa Tango.
PT! Torre de Contrôle... Alfinête pronta
Era a preocupação para seu... Voo Solo
(...)


Ele não tinha nas mãos somente sonhos
Ele não tinha em mente... Pesadelos
Ele tinha consigo a verdade
Que brigava com um mundo... “Invisível”

Nesta carona Bimotor... Tudo é Teórico
Mesmo “Blefado” assim... Pífano!
Ícaro! É “Estola”
Mas o instrutor de voo pede-me calma
Talvez minh’alma
Não consiga ver a Luz... No fim do Túnel
E tudo que foi feito, foi inútil.
E seja eu... Um instrumento explosível
(...)

E eu teria em mãos... Somente sonhos
Ou teria nas mãos... Meus Pesadelos
As verdades seriam... Absurdos
Ilusórios seriam... Meus apegos

Voa! Idiota adorável
Neste rasante voo em desespero
O reencontro será inesperado, pois.
Quem rir por último... Nem sempre será primeiro
E se a paixão é “pico de Montanha”
Rasga em teu solo! Caçador sutil... Procura-o
Pois o caminho da exclusão assim começa
“Lindos”! Os caminhos de volta... Nos caminhos de ida... Tanta pressa.
(...)


E eu que tinha nas mãos somente ódio
E nas mãos o gosto da vingança
E enxugava com as mãos... As minhas lágrimas
E nutria com lágrimas... Esperanças

                                    Dr Ademar Raimundo de Barros.




Comentários do Autor: Dedico-o (por inspiração) ao Poeta Paraibano Manoel José de Lima, mais conhecido pela “alcunha” de Caixa D’Água: que afirmou ao morrer que: “Imortal é um homem que fica na lembrança”... Como ficou para sempre na lembrança, os seus Versos em Caminhos Perdidos, quando ele recita-os: Se minha mãe se abruma/ Se o Mar geme, se os mortos não voltam mais; eu tinha nas minhas mãos somente sonhos/ Ou tinha nas minhas mãos somente sonhos!
Como respaldo fui buscar em: O Caçador de Sonhos, Obra Escrita pelo Comandante Nunes Cardoso (Romance da Literatura Brasileira), editada pela Editora Novo Século, São Paulo 2010, tão bem apresentada pelo DD Sr. Constantino de Oliveira Jr. – Presidente da Gol Linhas Aéreas Inteligentes; e através do cruzamento destes dois trabalhos, pude compor o que em Versos cognominei: O Caçador de Sonhos, como poderia tê-lo cognominado de: Caminhos Perdidos.
São essas analogias, ou essa sensibilidade de olhar vazio o infinito: é que faz o Poeta preencher seu tempo em cata de letras, fonemas, e palavras na composição de seus versos: o que bem definiu Erasmo De Horterdan em Elogio a Loucura; nós! Os exímios plagiadores: que alguém poetizou depois... Tomara! Deveras sinta; mas este era verdadeiramente um Poeta, não este eu; exímio gozador das horas vagas.
Mas o Moral maior da questão está em Nunes Cardoso, para que as Nações, em particularidade o Brasil, tome a consciência (antes que seja tarde) de que, o Vandalismo irresponsável, financiado ou não, ou por próprio interesse, ou por interesse de qualquer outra Nação: vai nos conduzir ao caus, se não nos resta mais a mínima noção de Brasilidade, sem, contudo seja propósito do Autor: a apologia de uma Nacionalidade doentia, em desrespeito as outras Nacionalidades, e Nunes Cardoso melhor que eu exemplifica românticamente: até onde possa chegar a inflexibilidade de determinados Regimes: que após a posse, a palavra de ordem é... Olho por olho; Dente por dente.
Pensem muito bem daqui pra diante
Pensem muito bem nos esforços de Paz
Pensem muito bem na Copa do Mundo
E nas outras
E nas Olimpíadas
Onde as manifestações das Nações
São esportivas
E que a vida não é feita somente de festivais
E que os Festivais são manifestações à vida
E não explosões de Ideologias em massa
E que nem sempre o Campeão é quem levanta a taça
Lembrem 78 e 82
Como nunca se esqueçam de 50
Pois tudo é circunstancial... Depende do momento
E que ninguém no mundo... É infalível
E pouco, ou muito... Conhecemos a Lei
Suas imposições
E suas consequências
E o que for feito por incoerência
Pagará o mal.

Esta é a medida cautelar dos Desastrolados do Desconhecido: com relação a dois comentários introduzidos ao Poema: Ideologia, como da mesma forma às alusões visuais, constantes no Video que acompanha o Poema: Pacto Parodiado em, “Anônimos da Poesia e da Arte”, pois estes não compactuam com atos de Vandalismo com pseudônimo de Manifestação Pacífica, e sob a alcunha de “Liberdade de Manifestação”.

Um abraço para vocês!
Dr.Ademar Raimundo de Barros.

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