segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

As Palavras das Sombras

 As Palavras das Sombras



E sem palavras! Pois quantas vezes eu
Também brigei com as sombras
E não era alucinação... Eram verdades
Tão pouco eram ilusões... Pois existiam
E confundiam-se até... Com as minhas próprias

E sem palavras! Pois quantas vezes eu
Mantive-as “em controle”
E com sombras bailei “sincronizado”
Mas quantas vezes derrubei... “Os muros”
Em busca da felicidade... E a infelicidade vinha como sombras

E sem palavras! Quantas vezes as vi
Saindo de mim mesmo
Eu no espelho... E o “espelho quebrava”
E minha imagem... Tão desfigurada!
Brigava com as sombras a “esmo”... E na luta elas, me cercavam.

E lutava só... “Era loucura”
Mas por percepção... Eu via as sombras
Tudo era “claro”... Eu golpeava todas
Elas “riam” de mim... E transformavam-se
Em revoadas de Corvos, ou de Gralhas.


Quase morto me expus... “Quase caveira”
Insisti, decidi... Era a virada
E se do nada surgi... Era Magia
Cada golpe pensava... Que acertava
Lerdo engano! As sombras me seguiam me seguiam

Sombras que o Psiquê sem vê... Açoita
Sombras que qualquer inteligência cança
Corvos! Que da “escuridão” se aproveitam
E que por meditação, contemplo ainda.
Não vejo a hora que eles possam ir... Senão me alcançam

Eu, que concentrado mirei... Sombras por sombras
Eu, que encimesmado vivi.
Cuspi a ingratidão
Vivo entre sombras...

Nas sombras dos meus anseios reprimidos
Nas sombras dos meus afetos esquecidos
Nas sombras dos desafetos esculpidos
Só não cuspi na tua sombra... Pois te amo
E se é que esperas que cuspa em ti... Inútil é tua espera

Aprendi... A coreografia da compreensão
Como aprendi... A interlocução dos movimentos
Da dor que vem, e a do amor que dói.
E vi... Na introspecção dos pensamentos
Venci a escuridão da tua sombra... E minha alma te perdoa; vai!


 Dr. Ademar Raimundo de Barros.





Comentários do Autor: É muito difícil  se fazer: qualquer avaliação, ou opinar a respeito do que esteja ocorrendo a distância. Isto sem contar com o conhecimento prévio do diagnóstico, ou do que dele, possa se prognosticar: a longo, médio, ou curto prazo. Mas pela manifestação de colegas mais próximos: chego a admitir tratar-se de doença grave e em caminho de “fase terminal”: e que, por conseguinte: estamos perto de “perder” (termo inadequado)... Um colega para o mundo espiritual.
Lamento profundamente, pois os poucos contatos que tivemos, foi o suficiente para os alicérceres de uma amizade sensata, prazeirosa, proveitosa, tão bela quanto a sua marca registrada... Por Amor.
Mas vai! Nos dá a mão, nos dá teus medos. Vai! Buscar a Luz, buscar o brilho. Que por amor te pedimos, que por amor, oramos. Faz de contas que seguimos contigo; vai! Nos dá as mãos! Dá-nos teus medos.
E por AMOR; pedimos ao Senhor, que amenize. Que por Amor, rogamos que seja suave a tua passagem. Que por amor a todos que amastes, Deus te permita abrir tuas asas, e que teu vôo para a eternidade seja acima de qualquer “pingente” que te prenda aqui: e, sobretudo por ti: seja compreendido.
Vais! E diz a Deus, que diga a ela... Por Amor eu vim... Por Amor eu vou... Por Amor, um dia voltarei.


E e para voce (meu amigo) lhe ofereço este vídeo como presente (só para você)... E seja assim como sempre foi: "Samurai"... Antes, durante e depois. 



Um grande abraço deste amigo aqui, Dr. Ademar Raimundo de Barros.



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