sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A Sociedade dos Poetas “Mortos”.

A Sociedade dos Poetas “Mortos”.





Brilhantes! Sublimes!... E às vezes inconstantes/ Tal qual a teimosia dos navegantes/ As palavras procuram adiantarem-se... Aos pensamentos/ E no “mar da poesia”... Lançam seus próprios ventos.



Profanas, sacras, rutilantes... São insolúveis/ Anacronismos supremos... Dos volúveis/ As palavras dançam nas Neuroses/ Nas micros anastomoses do pensar/ E perdem-se... Na dissolução cármica da vida ao falar.



Divertidas! Perenes! Roucas! Com ou sem noção/ Como pensamentos ditosos... Feitos na emoção/ As palavras brincam ao sair da mente/ Outras sã tiranas; tal "Tiranasboias"/ Serpentes que voam/ Cegas! Cegam! Matam... Mentem



Mas que sabedoria tens? E que desvendas/ E que riqueza tens! Que tira vendas/ Em que ares possam tu voar/ Onde é que encontras teus primores/ Onde é que algas teus rigores/ Que sustenta sonhos e enfrenta dramas/ Onde tu habitas... Onde possa estar.



Sei que teu império é infinito/ Descontraídas fluis... Versos, Poemas/ Em que matriz esconde... Teus fonemas/ Que tu desejas... Expressos e em efusão/ Ó! Palavra querida/ Quantas vezes na vida... Não te esperei em vão.



É certo Barros Maia , as palavras voam/ E quando não soam... Vão por transmissão de pensamentos/ Mais rápido que o raio que o vento/ Mas lembre-se... Que as palavras que não foram ditas/ Ficaram no tempo/ Nem ficaram nas “Pedras” / Nem são contratempos... Escaparam/ Como “ondas eletromagnéticas”... Deixando “Restos”!/ Resíduos! Que ainda ficaram/ Mas serão abolidos com mais tempo



Não pagaram dízimos/ Nem silenciaram/ Pois na verdade têm o seu valor/ Não é surrealismo não/ É a pura realidade/ que essa “Humanidade” de meu Deus... Esquece/ E foge inconsciente/ Em resumo, aqui na intimidade/ Eu consegui mostrar aos médicos... O meu rosto/ Meu... Outro retrato/Que não sou “filho de Selft” / E com muito bom gosto... Mostro ao mundo/ Um “anônimo assim” como você/ Que em “Dueto” assino/ Mesmo discordando de um "ponto"... Lula nunca merecia isto.



                              
São tantas as palavras
Supostas
Impostas
Opostas
Afáveis
Estúpidas
Amáveis
Sem contar com impróprias, e "deslises"
Mas nenhuma será suficiente, ou capaz
Que possam transmitir
O que devemos a este ser
Mandela! Símbolo Universal da Paz, e da Fraternidade
O Diamante Negro! Espelho da Cor, e da coragem
O dono da obstinação de da verdade
Silêncio! Só um minuto
Pois ele inda está Vivo e pede
Que se faça ouvir neste Mundo 
O "estrondo uníssono dos "Tambores"
Nelson Rolihlahla Mandela... Deus te pague



                     Ademar Raimundo de Barros, e...
Michell Maia Barros.


Comentário do Autor: Caso os visualizadores observarem detalhes, eu “modifiquei” por aquiescência do próprio Barros Maia , uma de suas Poesias denominada: “As palavras”. Pretendia que a mesma “deslizasse” de conformidade com meu próprio estilo (era um teste). Da mesma forma, os visualizadores podem observar que complemento as duas últimas estrofes, a minha maneira: “Barroca” e mistura de “lirismo” e crítica. E faço constar para aqueles mais astuciosos (quase em “cordel”) a lembrança de alguns Poemas postados no Blogger, que estatisticamente estive observando, que talvez estejam os mesmos disputando entre si... Qual o mais (feio); que eu faça após, a minha própria crítica.
Mas hoje: 06/12/2013, emocionalmente sou forçado a novas modificações, pois o momento Mundial exige: na saudação a um homem Negro: que com sua persistência, carisma, e palavras; depois de submetido a todo tipo de humilhações de Sistemas: deu a volta por cima em nome da solidariedade, e do respeito mútuo das Raças e dos Povos: o que deve a Humanidade seguir... Como um "todo".




Mas parabéns Barros Maia ! É assim... Jogas para fora de ti, “estas palavras” e vou ficar esperando (para introduzir no meu Blogger) a tua Poesia original o teu estilo, e fiz questão de assinar a co-autoria desta por apreço a mim: por ter justificado na íntegra: a intenção do: “Anônimos da Poesia e da Arte”, ou seja: não só me divulgar, como divulgar outros... Incluso: todos os amantes da poesia e das Artes (mesmo os renomados reconhecidos) para o conhecimento daqueles: que não tiveram a oportunidade de conhecê-los.





Quantos! Já não morreram calados, mudos para o mundo, sem que ninguém tenha percebido que foi: a sua “própria poesia estrangulada” que os levaram. Morreram: “sisudos e “amarrados”. Ora enfartados, ora deprimidos, ora “entorpecidos”, ora esquecidos... Só depois lembrados/ E o potencial Poético, agregado e morto.




Quantos! Ao contrário: foram perseguidos, censurados, excluídos, discriminados: pelo simples fato de sua poesia ser restrita na forma intempestiva (poesia crítica) de fluir... Se “fala demais” é morto: se não fala: “explode”... Morre o poeta em silêncio e considerado louco... Lamentavelmente! Era só Delírio! “Tremis” era a crítica.



E é neste “silêncio” que nos sufocamos: e vamos ruminado as mágoas, acumulando ressentimentos, reprimindo afetos, acorrentando sentimentos... E quando menos se espera, lá está o poeta sentado na mesa de um bar; marginalizado e sem saber por que está ali... Ele! Um poeta! E não sabia.

Por vários anos fui um poeta “morto”, mesmo vivo. Aquele que poderiam denominar: não! “O Poeta do Absurdo”, mas: “O Poeta do Silêncio, do copo, da cerveja... Seu sonho: “curtir a vida”, sua música predileta: “Deixa a Vida me Levar”... E seu destino? Incerto e duvidoso.

A minha poesia passava pelos olhos: desaguava no “Oceano da memória, e perdia-se... Nos recôncavos da inconsciência e, entrelaçada, nas micros anastomoses cerebrais do corpo e da alma.

Havemos que compreender que a poesia é um “mistério”. Se solta: vem a “liberdade”, vem à crítica, vem à força... Se pressa: vem a depressão, a ociosidade, ou a nostalgia, e juntos... O Descrédito, ou o desequilíbrio: quando não, a fama.


É de valia ser médico? Sim, é de valia. Valia a vida e valia a morte: a morte, a contemplação do inevitável... A vida! Exaltação e poesia. É de valia ser: “qualquer que seja sê”? Sim, é de valia: conquanto que nos direcionemos ao bem: conquanto sejamos felizes naquilo que nos propomos ser ou pensar... Penso na Paz, não só a minha, mas a Paz de um todo... Mas a minha poesia crítica leva-me a um ponto... Colho simpatias... Planto antipatias. Talvez por uns, seja elogiado; talvez por outros, odiado. Talvez pra uns “sou santo”; talvez pra outros; “o diabo”. E com tantos “talvez” um dia possa eu ser ridículo... Um “drogadito” a mais... Eu!Imperfeito.


O mundo é um palco e uma orquestra... Tudo ao mesmo tempo, imensos!... O palco e a orquestra. Cheios de partituras, músicos, maestros, atores, coadjuvantes, figurinos, coreógrafos, bailarinos, cinegrafistas, cenógrafos (obscenos e não obscenos), mentes sãs; insanas, mentes pervertidas, tarados e prostitutas, pedófilos, sicários e homofóbicos, justos e injustos, dignos e  indignos, sádicos e masoquistas, comunistas e capitalistas, “cristãos” e “muçulmanos”, servos e senhores, Rei e as Rainhas... E na platéia! Os enrustidos... “poetas”! Os que mais sofrem... Bêbados, vândalos, nômades, vagabundos, gente que não para de sonhar e sem compor uma poesia sequer... São os bem-aventurados sonhadores desta vida... Se sonhadores: “Poetas”.

Mesmo não possuindo a capacidade de compreender uma sílaba, nem tão pouco entender... E agora José... E agora você.

Vá por mim que fiz, no exercício da Medicina, poesias “mudas”, numa mesa, numa maca, numa cama, num centro cirúrgico... Mas nunca vi as letras... E nunca as declamei... Nem nunca ouvi de alguém dizer ouvir... O “tom” desta outra lira.

E somente agora “velho”, tomei a decisão extemporânea, mas decisiva... De “vomitar”: o que tanto engoli que vi que constatei que contemplei... Calado.





Desculpem-me os visualizadores, mas a história é quem cria modificações e "Mutantes". Urge por parte dos "Anônimos da Poesia e da Arte", dos Desastrolados do Desconhecido, e por que não também do Poeta Michell Maia Barros: as suas manifestações pessoais em relação a este acontecimento histórico, bem como introduzir no conceito da Sociedade dos Poetas "Mortos" (entre aspas, pois jamais morrerão), e fazemos questão de homenagear a Indústria Cinematográfica (neste Vídeo), bem como lembrar: "Ao Mestre com Carinho", tão bem representado por Sidney Poitier, sem deixar de lembrar: que vocês são capazes de compor uma Mega Produção Cinematográfica alusiva a Nelson Mandela: cujos Direitos Autorais lucrativos sejam compartilhados com a África, e com as Nações Negras (principalmente as mais pobres).
Tome a Humanidade como exemplo a seguir à Africa do Sul: com a participação comum de negros, e Brancos; como se possa seguir o mesmo destino; Ricos, e Pobres... Não custa sonhar com um Mundo justo e "igual" para todos.



E para os verdadeiros Líderes vivos, ou "mortos", e especificamente para você, Mandela! Um grande e afetuoso abraço dos: "Anônimos da Poesia e da Arte", dos Desastrolados do Desconhecido, e de; Poesia e Liberdade, do Poeta; Michell Maia Barros.
                       

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