sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Desilusão



Desilusão


Aproveitou a dor para chorar
Pois estava enciumado mesmo
E chorou alto
Como há muito tempo não fazia
Chorou as ilusões perdidas...
Pois a desilusão... Não encarava
Chorou sem pudores
De boca aberta
Molecado
Chorou o passado... E o; reticente...
Chorou o presente; e chorou o futuro.
Soluçando
Arrependendo-se, e arrependido.
E impedermidas eram... Aquelas “bolas de choro”
Que lhe deixa a mostro
A sua face lavada pelas próprias lágrimas
Arestos incomuns
Engolidos
Guardados
Para depois tentar, livrar-se deles...
Um por um

Chorou a ida
Como se chora a volta
Chorou a perda
Como se chora a pena
Chorou tudo o que tinha pra chorar
Chorou a lida
Chorou pelo Pai
Chorou pela Mãe
Chorou até por quem não tinha que chorar
Filhos das Putas!
Chorou por indignação
Da própria virgindade há tanto já perdida
Chorou por aquela mulher
Que tinha a voz tão linda
E os olhos de cor... Verdes da “Esperança”
E a Face; o feice... Da ternura
E o corpo... Estátua! Escultura!

Chorou o que existe
O que existiu
O que está para existir...
E o que nunca existiu... E o que nem existe
Sabia que não era mais criança
Era; um homem.
Dono de suas emoções, e ciente de tudo.


Dr. Ademar Raimundo de Barros.

Comentários do Autor: Basta! Não Eramo! A Claudia Camarra, sem nenhum empurrão, e na “maciota”, já me conduziu por esses caminhos “floridos”, o que a Poetisa Omena, tenta há tanto tempo; e eu não lhe dou ouvidos... Falar em Flores faz me lembrar de Vandré; e do mesmo jeito, falar em Rosas; faz-me lembrar de; “Aos Médicos”, e dos espinhos que cercam as Rosas.
Não levo jeito de Beija-Flor, pois são coloridos demais; sem falar naquele; paira no Ar, ou Paranoiar parando; até parece falsa essa atração, pois eles parecem só bicar com aquele “bezin”! Bezinho! Meio “afrescalhado pro meu gosto”; sou mais um “Negrão” maluco que passou pelos Big Brother Brasil e confundiu as bolas; deixou de ser Ator, pra ser protagonista no sério... Kkkkkkkkkk! Será?
Também não levo jeito de Abelhas, pois elas picam demais; e podem até matar, e teem um ciúme danado da Colméia, e principalmente da Rainha (a minha mira); tão pouco sou tanto chegado ao Mel (todo mundo quer), e já me acostumei com essa vida amarga como fel; e a Rapadura é doce; mas não é mole pra se comer.
Meus agradecimentos Claudia... Valeu-mo a pena ler... Quinze Dias... Sete Anos... E Alguns Minutos, e recomendo que outros procurem Lê-lo; e que a Editora pense numa Reedição.
Um grande abraço para todos seguidores, e visualizadores dos, “Anônimos da Poesia e da Arte”, e; Desastrolados do Desconhecido.

                        Dr. Ademar Raimundo de Barros.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Joaquim José



Joaquim José


Tolos!
Ingênuos, e pretensiosos.
Os que acreditaram que te violentando...
E dividindo teu corpo
Em mil pedaços
Esquartejariam teu legado
E não te peço perdão
Pois não mereço
Eu! Que nada fiz a fim
De impedir... O cumpra-se teu destino

E sigo a meditar
A minha própria existência
Tão medíocre!
Nunca! Igual a tua
E invejo a tua explosão...
Fecunda, e abundante.
E a única coisa escusa que te imploro
É a de ter-me esquecido na Noite...
Da fonte da verdade; e do lugar.
Da luz que nos iluminou... Por tantas vezes

Perdoa-me!
Por este gesto; extrema covardia...
Mas é que não suportei ao ver
Tua cabeça exposta em Praça Pública
E temi... Como tantos temeram
Que o povo nosso; incauto.
Viesse a confundir
A deteriorização de tua carne
Como... A anulação de tuas ideias
Como cinzas ao vento... Invericidades...

Liberdade!
Pensei incessantemente nela
Era; a tua palavra.
Teu sonho pendurado numa corda
E as talhas te picotam; e retalham-te.
Como confetes de carne, e ossos...
E restos de mortalha
Mas através destes... Aprendi
Que não há...
Em algum lugar, ou idioma.
Palavra parecida
Nem mesmo subentendida
Que se signifique... Liberdade

Liberdade!
Tanto tempo investindo a toa
Buscando-a
Dentro de mim... E; ela! Fora
Em torno de mim... E; ela! A “sombra”
E não a encontrei
Que acabei por ser... Refém da mesma
Prisioneiro seu; em sua busca.
Que me transformei neste... “Pobre de Jó!”
Sem ter acesso a vê-la...
Avesso seu; sem ser.

E você amigo!
Apontou (sem saber)
Do meu engano
Pois a Liberdade não é coisa que se pense
Ou que se possa pensar
Liberdade! É sentir-se livre
Como os Anjos dos Céus
E não! Neste velário espesso
E não! No fundo escuro deste negro véu
Que só agora entendo
E percebo o flagelo
Que essa consciência nos condena

Bem que tentei
Percebê-la, e alimentá-la.
Bem que lutei... Para mantê-la viva
E o que sobrou pra mim... Só amarguras
Posto que por sua causa; sou!
Caricatura nula
Sem história
Sobram-me apenas as versões vazias
E para meus filhos; o ódio...
Dessa herança maldita
Pai escondido
Mãe em desespero
Na convivência triste das lembranças
Que não revelarei
E olhando a tua cabeça que roubei
E que guardei
Dentro de uma caixa
Esgar de Lágrimas veem
Mas não choro por ti... E sim por mim
Pelas feridas que guardei na alma
E a taça... Um Cálice
E a Liberdade... Uma incerteza
Assim parecida dúvidas
Era! Tenha! Haja sido... Silvério dos Reis

                                     Cláudio de Andrade Lopes, ou...
                                     Cláudio Manoel da Costa? Ou...
Paráfrases dos, Desastrolados do Desconhecido; sob o Estilo Guia de Claudia Camara em: “Quinze Dias, Sete Anos, e Alguns Minutos”.




Comentários do Autor: Estás vendo! Não é Erasmo! Continuo fiel a teus Elogios, da tua Loucura, da Loucura dos outros, e da hipotética “Loucura dos Deuses”; ou de Deus: sem que com isto considerem-me Ateu, ou venham me excomungar como fizeram a ti... E se eu for a Gênesis (por liberdade), eu poderia perguntar: qual seria então a cor da tez, ou cútis, de Adão, e a de Eva; bem como a cor da pele de seus filhos: Caim, Abel, e Sete... Isto é Liberdade.
Sabe-se que Deus expulsou Adão e Eva do Paraíso, por causa do complemento do amor: que foi considerado como; pecado original, e a crítica disto: poderia ser como um achado da essência primitiva do conceito de Liberdade... Eles tiveram a liberdade de se amarem.
Sabe-se que Caim matou Abel, e o subentendido porquê (Gênesis; 3 , 4 – e, 5 , 6)... E sabe-se que em, Gênesis – 3 – 10,11,12,13, e 14... Aonde Caim afirmou ao Senhor Deus: “Eis que hoje me lanças da face da Terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na Terra, e será que todo aquele que me achar me matará”... Assim a liberdade deu seus segundos passos.
E saiu Caim de diante da face de Deus, e habitou na Terra de Node (ou seria na Terra do nada, de ninguém; aonde não se possa conhecer a Liberdade), pras bandas do oriente (qual oriente?)... Isto é Liberdade; saber se: Oriente Médio; Oriente mesmo; na Terra do Sol nascente? Isto é Liberdade – e distante do Édem... Assim começava nova liberdade; sob o aval: qualquer um que tente, ou te mate, sete vezes será castigado. E pois um sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer que o achasse... E assim, começou a crescer; a liberdade.
E conheceu Caim sua mulher (qual seria a cor de sua tez, ou cútis); e ela concedeu-lhe Enoque (que andou com Deus), e de Enoque veio Irade; Irade gerou Mauzael; que gerou Matuzael, e que gerou Lameque... Lameque de Ada, e Zita; e Zita teve Tubalcaim, e Ada; teve Jobal... Um dia Lameque disse (aos gritos) para Ada, e Zite... “Ouvi vós mulheres de Lameque”! Por sete vezes Caim será vingado, mas Lameque; setenta vezes sete... Assim; ampliou-se a Liberdade.
E essa liberdade foi disseminada pelo Mundo, mesmo após o Dilúvio: quando não mais nos convém o uso aberto da palavra liberdade desde as antigas Civilizações; antes, e depois de Cristo: pelo risco de erros... Liberdade para matar, para invadir, para roubar, para escravizar, para destruir, ou construir destruindo; liberdade até para conter os pensamentos, e esconder as verdades; liberdade para minorias, ou liberdade para maiorias, que no uso fruto da soberania, e independente da cor, ou da condição social; como vândalos, ou fantoches do mal; aprisionam-nos sob a falsa ilusão da Teoria Prática da Liberdade; quando interesses escusos são anteparos; na defesa de seus próprios interesses... Isto é, que é; a Liberdade.
Como as Montanhas de Ouro de Serra Pelada que sumiram... Num Lápso de Liberdade; como os Diamantes de Espigão do Oeste; como o Ouro do Madeira; ou como a Madeira que cai para dar lugar a Soja, e pastos aos Gados; que não sobra um palmo só pra se plantar Mandioca, e dela fazer Farinha; pra se comer com Feijão que já não se planta, e pouco convém; para plantar a Cana-de-açucar e dela só o álcool; e tudo faz parte de um mesmo Ciclo... Liberdade! Sempre limitada pelos donos do Poder; e nós, os interregnos ou hiatos, no meio de tantas Coronas, ou Coroas; e hoje monitorizados por Satélites, GPS, e censuras, cujas iminências pardas identificam os Testas! Como se estes fossem na realidade... Os donos da Liberdade, pois amanhã deverá nascer; outras liberdades, tão singulares e iguais; aos “Porta Estandartes” anteriores.
E essa Liberdade (não a minha) chegou a um ponto de discutir aonde: a própria Presidente da República deste País, deva ou não hospedasse; e a mesma “não ter a liberdade de réplica”, pois em minha opinião um chefe de Estado: para dar satisfações a uma minoria ávida pelo Poder, não deva colocar a ridículo a sua posição, e se hospedar num Hotel de periferia, de uma corrutela qualquer: quando a sua posição requer, o tratamento que deva ser coerente, e permitido a todo Chefe de Estado...  E logo ela! Eleita pela vontade do povo Brasileiro; provem-me se possível; o contraditório... Mas isto é! Liberdade! Sob o ponto de vista da incoerência, dos mesmo que incitam a baderna, e a tática de guerra... A mesma utilizada na derrubada do Regime de Segregação Racial na África do Sul, e posta em voga agora em alguns Países deste Mundo.

Sem mais, ciente; Dr. Ademar Raimundo de Barros.