terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Astronave

Astronave.



E quando vi a flor surgir do nada 
Não pude resistir a seu encanto 
Tão bela flor! 
Tão linda e tão cálida 
Eu “beija flor”, 
Parei no ar; paranoiei... 
Cansei minhas asas 
E flutuei! Paranoá! Sonhando... 
Astronave!



E quando se abriu ao Sol... E eu “sedento” / E quando se despiu no galho... Meu assombro/ E quando vi as “gotas de orvalho”... Eu calado 
Não vi um “Arco Íris”só... 
Pois, eram tantos 
E ria a minha flor, 
Despetalando-se... 
Astroneve!



E quando o vento em sopro, e lento... 
Seu orgasmo 
Em cada cor ou canto... 
Vi “seus traços” 
E o que fazer? Beijar! Sumir! 
Ficar!Fiquei... Paralisado  
Eu “que sou pássaro” fiquei imaginando... 
Astronive!



Mas nunca mais a vi, na vida, neste mundo/ Eu “beija flor”... Incerto namorado/ Flor a flor! Apeguei-me aos beijos/ Beijo O “mal me quer”, 
E o “bem me quer” me beija 
Qual esta flor que veja, 
E quem me prenda 
Que resta a flor... Se o “beija flor” 
Não entenda-a 
Só cabe à flor lembrar-se de um
... Astronovo!



E vai o tempo e a Primavera leva 
E trás no tempo... E o Outono chega 
E vem à chuva e rega... As Plantas todas 
E a Noite é lenta 
E quase o tempo para 
E o Verão pensa 
E a Primavera impera 
As nuvens brancas, névoas passageiras 
E o “beija flor” não vê mais aquela 
Que virou... 
Astronável!




     Dr. Ademar Raimundo de Barros.






Comentários do Autor: “Nunca aprendi com o Tempo e nunca aprenderei com o mesmo que diz: “Evite dizer verdades” e que o “Silêncio” e que “As Mentiras” são mais verdadeiras”. Fujo das hipocrisias, pois não sei lidar contra meus próprios princípios, e por essas razões já fui julgado: várias e várias vezes.

Parto de um princípio lógico (não lúdico), e comparo a Poesia Concreta, Como um Protótipo das construções modernas: primeiro a edificação do seu “esqueleto” Arquitetônico: a colocação das bases em “sapatas” e logo após: o entrançado de Lages e lajotas... Depois o acabamento.

No acabamento a afirmação do belo, e o “pensamento” em exposto, ao gosto dos Arquitetos. Uns preferem cor, outros detalhes, outros designers, outros se dão de contas que nada mais falte, e o Arquétipo da estrutura feliz e satisfeito. Mas ficará mais satisfeito ao ver: que da sua criação surgiram modelos parecidos: seguindo a linha, e mais satisfeito ainda... Quando haja um complemento que faltou e que deixou de vez, a sua criação mais linda e sem mudar a arquitetura original. Este é o vácuo deixado como legado por: Manoel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, e tantos outros, que talvez no princípio, foram motivo de críticas: por incompreensão: a mesma incompreensão que existe hoje, talvez inclusive no Ápice da Pirâmide... “Eu não esqueci: ‘a “verdade” por vezes não é explícita, e por vezes, surge e é utilizada como hipocrisia”.
Mas eu devia uma explicação para Murilo Mendes; e não só retirei do contexto uma postagem, como reverencio sua memória neste, mas essa exclamações; Astronuvem! Astroneve! Astronave; são "Janelas" abertas para qualquer pensamento, e semântica, embora a crítica possa confundir... Aonde anda a onda; o pó... Aonde? Sem nenhuma ligação, ou conotação de desrespeito ao Autor em Concretismo, de... A Onda



                           
    Dr. Ademar Raimundo de Barros.


4 comentários:

  1. Também o silêncio incomoda a muitos não é? Saber ou poder falar a verdade as vezes nos deixa sem saída porque sufocam as palavras que na verdade são necessarias ser ditas e o silêncio já não pode existir.
    Recordo de tantas coisas que calei e não gritei e não fiz ...hoje são sufocadas e nada posso fazer a não ser chorar o que não fiz ou o que deixei que fisessem comigo...tiste não é amado!!!!

    Beijo eterno...estou sempre por aqui..

    Mena

    ResponderExcluir
  2. Iria te responder amanhã, mas quando queremos responder um comentário (até por consideração, e respeito, a quem o fez, ou faz), já nos colocam em condições de Visualizações indevidas: quando na verdade, não é nada disto: daí! Este impasse desnecessário; eu! E a Google Chrome, pois na realidade Mena! Eu sou incapaz de forjar, de adulterar qualquer Estatística, ou Documentos; e não vejo nenhuma necessidade para isto.
    Mas te respondendo: A Onda; Astronave; são Poemas coincidentes: e tanto Manuel Bandeira, como; Murilo Mendes, no meu entender se expressaram de forma "interior": no subentendido Poético Concreto, como: Meu Deus! Não acredito! Você de novo! Não! Astronave! Você navega! Você caminha! Você ainda! Astronuvem! De novo! Outra vez! Novamente!
    Eles falavam de uma doença de outrora: que lamentavelmente retorna em Síndromes de HIV, com outros acometimentos; e o Público Alvo; quase o mesmo, as discriminações; as mesmas: e coloco para você, que não fui compreendido ao introduzir a estupefação, e a perplexidade: em uma composição onde sorrateiramente, eu satirizava as Olimpíadas Gays, sem discriminação: já que é tão comum, e discutível, e aceitável; mas o mundo quis cair sobre mim: eu brincando, ou procurando brincar com os Versos, e acrescentava-nos... Astroqualquercoisa, que não quero mais entrar em detalhes, mas continuo com o mesmo parecer; à Poesia Concreta é uma "janela aberta" para a construção de qualquer poema; análogo, ou não; veja-se em Velocidade, neste mesmo Blogger.
    Muito obrigado Mena! Você quebrou mais este silêncio.
    Um beijo! Dr. Ademar Raimundo de Barros.

    ResponderExcluir
  3. Sim,e o que se escreve um poeta ou um escritor nem sempre chega nas graças de muitos por seu escrito pertencer a si próprio ..Mas, tem todo um dilema que a poucos extrai...

    Um bom dia meu querido

    Mena

    ResponderExcluir
  4. Sim Mena! Mas esse; "chegar nas graças de alguém", tem um preço muito caro para nós: e chegamos a um ponto que ficamos a imaginar: se isto nos valha a pena; se não agradamos por Estilo, desagradamos (e a muitos) pelo que pensamos; pela Filosofia que defendemos; pela Ideologia que abraçamos; pela "Ordem do Dia", ou pela Fé que confessamos "perante" as Significâncias de Sistemas, ou pela Sistemática da qual discordamos... Quando tudo muda, ou pode mudar: na dependência até de interesses escusos, ou pelas conveniências de afins; afins.
    Paciência Mena! "Bem-aventurados" os mansos, e os pobres de espírito; bem-aventurada Santa Ignorância... Pois deles serão os Céus! Astronável! Astronuvens! Astroneves! Astronave! Astro! Qualquer Astro! Deles serão os Reinos desta Terra; aonde que tem um olho só, foge de David, se ele vem; com Funda, ou sem "Funda ...

    Um abraço para você!
    Dr. Ademar Raimundo de Barros.

    ResponderExcluir