quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Joaquim José



Joaquim José


Tolos!
Ingênuos, e pretensiosos.
Os que acreditaram que te violentando...
E dividindo teu corpo
Em mil pedaços
Esquartejariam teu legado
E não te peço perdão
Pois não mereço
Eu! Que nada fiz a fim
De impedir... O cumpra-se teu destino

E sigo a meditar
A minha própria existência
Tão medíocre!
Nunca! Igual a tua
E invejo a tua explosão...
Fecunda, e abundante.
E a única coisa escusa que te imploro
É a de ter-me esquecido na Noite...
Da fonte da verdade; e do lugar.
Da luz que nos iluminou... Por tantas vezes

Perdoa-me!
Por este gesto; extrema covardia...
Mas é que não suportei ao ver
Tua cabeça exposta em Praça Pública
E temi... Como tantos temeram
Que o povo nosso; incauto.
Viesse a confundir
A deteriorização de tua carne
Como... A anulação de tuas ideias
Como cinzas ao vento... Invericidades...

Liberdade!
Pensei incessantemente nela
Era; a tua palavra.
Teu sonho pendurado numa corda
E as talhas te picotam; e retalham-te.
Como confetes de carne, e ossos...
E restos de mortalha
Mas através destes... Aprendi
Que não há...
Em algum lugar, ou idioma.
Palavra parecida
Nem mesmo subentendida
Que se signifique... Liberdade

Liberdade!
Tanto tempo investindo a toa
Buscando-a
Dentro de mim... E; ela! Fora
Em torno de mim... E; ela! A “sombra”
E não a encontrei
Que acabei por ser... Refém da mesma
Prisioneiro seu; em sua busca.
Que me transformei neste... “Pobre de Jó!”
Sem ter acesso a vê-la...
Avesso seu; sem ser.

E você amigo!
Apontou (sem saber)
Do meu engano
Pois a Liberdade não é coisa que se pense
Ou que se possa pensar
Liberdade! É sentir-se livre
Como os Anjos dos Céus
E não! Neste velário espesso
E não! No fundo escuro deste negro véu
Que só agora entendo
E percebo o flagelo
Que essa consciência nos condena

Bem que tentei
Percebê-la, e alimentá-la.
Bem que lutei... Para mantê-la viva
E o que sobrou pra mim... Só amarguras
Posto que por sua causa; sou!
Caricatura nula
Sem história
Sobram-me apenas as versões vazias
E para meus filhos; o ódio...
Dessa herança maldita
Pai escondido
Mãe em desespero
Na convivência triste das lembranças
Que não revelarei
E olhando a tua cabeça que roubei
E que guardei
Dentro de uma caixa
Esgar de Lágrimas veem
Mas não choro por ti... E sim por mim
Pelas feridas que guardei na alma
E a taça... Um Cálice
E a Liberdade... Uma incerteza
Assim parecida dúvidas
Era! Tenha! Haja sido... Silvério dos Reis

                                     Cláudio de Andrade Lopes, ou...
                                     Cláudio Manoel da Costa? Ou...
Paráfrases dos, Desastrolados do Desconhecido; sob o Estilo Guia de Claudia Camara em: “Quinze Dias, Sete Anos, e Alguns Minutos”.




Comentários do Autor: Estás vendo! Não é Erasmo! Continuo fiel a teus Elogios, da tua Loucura, da Loucura dos outros, e da hipotética “Loucura dos Deuses”; ou de Deus: sem que com isto considerem-me Ateu, ou venham me excomungar como fizeram a ti... E se eu for a Gênesis (por liberdade), eu poderia perguntar: qual seria então a cor da tez, ou cútis, de Adão, e a de Eva; bem como a cor da pele de seus filhos: Caim, Abel, e Sete... Isto é Liberdade.
Sabe-se que Deus expulsou Adão e Eva do Paraíso, por causa do complemento do amor: que foi considerado como; pecado original, e a crítica disto: poderia ser como um achado da essência primitiva do conceito de Liberdade... Eles tiveram a liberdade de se amarem.
Sabe-se que Caim matou Abel, e o subentendido porquê (Gênesis; 3 , 4 – e, 5 , 6)... E sabe-se que em, Gênesis – 3 – 10,11,12,13, e 14... Aonde Caim afirmou ao Senhor Deus: “Eis que hoje me lanças da face da Terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na Terra, e será que todo aquele que me achar me matará”... Assim a liberdade deu seus segundos passos.
E saiu Caim de diante da face de Deus, e habitou na Terra de Node (ou seria na Terra do nada, de ninguém; aonde não se possa conhecer a Liberdade), pras bandas do oriente (qual oriente?)... Isto é Liberdade; saber se: Oriente Médio; Oriente mesmo; na Terra do Sol nascente? Isto é Liberdade – e distante do Édem... Assim começava nova liberdade; sob o aval: qualquer um que tente, ou te mate, sete vezes será castigado. E pois um sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer que o achasse... E assim, começou a crescer; a liberdade.
E conheceu Caim sua mulher (qual seria a cor de sua tez, ou cútis); e ela concedeu-lhe Enoque (que andou com Deus), e de Enoque veio Irade; Irade gerou Mauzael; que gerou Matuzael, e que gerou Lameque... Lameque de Ada, e Zita; e Zita teve Tubalcaim, e Ada; teve Jobal... Um dia Lameque disse (aos gritos) para Ada, e Zite... “Ouvi vós mulheres de Lameque”! Por sete vezes Caim será vingado, mas Lameque; setenta vezes sete... Assim; ampliou-se a Liberdade.
E essa liberdade foi disseminada pelo Mundo, mesmo após o Dilúvio: quando não mais nos convém o uso aberto da palavra liberdade desde as antigas Civilizações; antes, e depois de Cristo: pelo risco de erros... Liberdade para matar, para invadir, para roubar, para escravizar, para destruir, ou construir destruindo; liberdade até para conter os pensamentos, e esconder as verdades; liberdade para minorias, ou liberdade para maiorias, que no uso fruto da soberania, e independente da cor, ou da condição social; como vândalos, ou fantoches do mal; aprisionam-nos sob a falsa ilusão da Teoria Prática da Liberdade; quando interesses escusos são anteparos; na defesa de seus próprios interesses... Isto é, que é; a Liberdade.
Como as Montanhas de Ouro de Serra Pelada que sumiram... Num Lápso de Liberdade; como os Diamantes de Espigão do Oeste; como o Ouro do Madeira; ou como a Madeira que cai para dar lugar a Soja, e pastos aos Gados; que não sobra um palmo só pra se plantar Mandioca, e dela fazer Farinha; pra se comer com Feijão que já não se planta, e pouco convém; para plantar a Cana-de-açucar e dela só o álcool; e tudo faz parte de um mesmo Ciclo... Liberdade! Sempre limitada pelos donos do Poder; e nós, os interregnos ou hiatos, no meio de tantas Coronas, ou Coroas; e hoje monitorizados por Satélites, GPS, e censuras, cujas iminências pardas identificam os Testas! Como se estes fossem na realidade... Os donos da Liberdade, pois amanhã deverá nascer; outras liberdades, tão singulares e iguais; aos “Porta Estandartes” anteriores.
E essa Liberdade (não a minha) chegou a um ponto de discutir aonde: a própria Presidente da República deste País, deva ou não hospedasse; e a mesma “não ter a liberdade de réplica”, pois em minha opinião um chefe de Estado: para dar satisfações a uma minoria ávida pelo Poder, não deva colocar a ridículo a sua posição, e se hospedar num Hotel de periferia, de uma corrutela qualquer: quando a sua posição requer, o tratamento que deva ser coerente, e permitido a todo Chefe de Estado...  E logo ela! Eleita pela vontade do povo Brasileiro; provem-me se possível; o contraditório... Mas isto é! Liberdade! Sob o ponto de vista da incoerência, dos mesmo que incitam a baderna, e a tática de guerra... A mesma utilizada na derrubada do Regime de Segregação Racial na África do Sul, e posta em voga agora em alguns Países deste Mundo.

Sem mais, ciente; Dr. Ademar Raimundo de Barros.

4 comentários:

  1. Boa noite meu tio querido Ademar Barros!

    Rapaz, gostei bastante desta poesia...Enigmática e instigante como é bem o seu estilo...Parabéns mais uma vez... E a homenagem ao grande e inconfidente Joaquim José da Silva Xavier, faz lembrar àqueles que comungam com os ideais da Grande Fraternidade Universal que são a LIBERDADE a IGUALDADE e a FRATERNIDADE...

    Que o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO esteja contigo em todos os dias da tua vida meu tio, meu amigo...Que o lema dos inconfidentes ainda pulse forte em teu coração;

    LIBERTAS QUAE SERA TAMEN

    "Que a liberdade venha a existência, mesmo que tardia".

    Abraço Fraterno!!!

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  2. Foi ótima a tua presença, mesmo ciente que estás em pós-operatório de cirurgia oro-faringeana: mas serviu-me para acesso de correção a palavra: pretencioso; apesar de que me parece haver "duas correntes",; se escrita com C, ou com S, pois para mim é com C, e não com S; mas com tantas modificações ortográficas acho controvertido: quando nos escritos entre linhas desta Chilena histórica consta com C; e eu não sei agora o que fazer, quando não sou nenhum expert; nem em Fonética, nem em Ortografia... E o exemplo está aqui neste comentário onde por correção computadorizada se solicita S; o que para mim, não significa: "tanto faz; como tanto fez", mas vamos ouvir o que a crítica diz.

    Um grande abraço para você do seu "velho Tio", Ademar Raimundo de Barros.

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  3. Meu grande e querido amigo...perdão a ausência, confesso que meu cansaço pelo trabalho exaustivo me deixa a pensar se alguma coisa que não condiz com a verdade da liberdade e da felicidade de ter as rosas como inspirações, vale a pena !!!! Me responde você amado...

    Estou afastada pelo tempo que o meu trabalho tem me tomado ,mas, saiba vives com toda certeza em meus pensamentos mais bonitos.

    Beijos eternos e parabéns pela poesia que enche os olhos pois se o amor não viver nos corações como vencerá o homem suas fronteiras..

    Mena

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  4. Que bom te ver! Pensei até falar por telefone, mas desisti; não sei por que, nem me pergunte. Eu gostaria muito de saber falar das Rosas; mas e vida me mostrou que estas realidades também conduzem entre elas, seus espinhos; para não dizer que não falei dos Médicos; nem para te dizer;
    Guerreiros! Você está preparado pra lutar (sem interrogação), e; Flachs! Flechas! Sombras! Zip! Zapt! E somem... São imagens. Com as quais me acostumei desde...
    Que moscas varejeiras
    Velaram-me diante do desespero de minha Mãe
    Eu; Era... Recém nascido
    E não me lembro
    Era tido Anjo... E não sabia
    Que a Morte me deu um beijo de piedade
    E consegui assim subsistir
    Sem Assistência Médica... Meus Pais não podiam
    E um "Preto Véi" (isto em bom sentido)
    Preparou-me um caldo da Caridade
    Batata de "Purga"
    Com Arnica
    E gotas de Avelós... Venenos, e "Milagres"
    E Alho Roxo mascado nos dentes
    Para passar no "Bucho"
    Álcool embebido em Lã de Algodão
    Para cheirar, ou então
    Passar nos peitos, e testa
    E "meu Preto véi"... Pode fazer a festa
    E de Íleo Paralítico não morri...
    E a ele devo... A Vida
    Como devo a Santa Rita... A sua Santa... Entendeu?
    Aproveito para te informar que os Diagnósticos de CA, ou Paracocos; foram por enquanto afastados, pois a Biópsia mostra outra Doença... Psoríase.
    E para dizer para os atores de Flachs,e Flechas, em; zipzaptsombras, e somem, que estou preparado sim! Pois quem não morre de cedo; de velho não escapa; e nem tenho a menor intenção de ser... Clonagem atípica, e extemporânea de, Matusalém.

    Dr. Ademar Raimundo de Barros.

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