Joaquim José
Tolos!
Ingênuos, e pretensiosos.
Os que
acreditaram que te violentando...
E dividindo teu
corpo
Em mil pedaços
Esquartejariam
teu legado
E não te peço
perdão
Pois não mereço
Eu! Que nada fiz
a fim
De impedir... O
cumpra-se teu destino
E sigo a meditar
A minha própria
existência
Tão medíocre!
Nunca! Igual a
tua
E invejo a tua
explosão...
Fecunda, e abundante.
E a única coisa
escusa que te imploro
É a de ter-me
esquecido na Noite...
Da fonte da
verdade; e do lugar.
Da luz que nos
iluminou... Por tantas vezes
Perdoa-me!
Por este gesto;
extrema covardia...
Mas é que não
suportei ao ver
Tua cabeça
exposta em Praça Pública
E temi... Como
tantos temeram
Que o povo nosso;
incauto.
Viesse a
confundir
A deteriorização
de tua carne
Como... A
anulação de tuas ideias
Como cinzas ao
vento... Invericidades...
Liberdade!
Pensei
incessantemente nela
Era; a tua palavra.
Teu sonho
pendurado numa corda
E as talhas te
picotam; e retalham-te.
Como confetes de
carne, e ossos...
E restos de
mortalha
Mas através
destes... Aprendi
Que não há...
Em algum lugar,
ou idioma.
Palavra parecida
Nem mesmo
subentendida
Que se
signifique... Liberdade
Liberdade!
Tanto tempo
investindo a toa
Buscando-a
Dentro de mim...
E; ela! Fora
Em torno de
mim... E; ela! A “sombra”
E não a encontrei
Que acabei por
ser... Refém da mesma
Prisioneiro seu;
em sua busca.
Que me
transformei neste... “Pobre de Jó!”
Sem ter acesso a
vê-la...
Avesso seu; sem ser.
E você amigo!
Apontou (sem
saber)
Do meu engano
Pois a Liberdade
não é coisa que se pense
Ou que se possa
pensar
Liberdade! É
sentir-se livre
Como os Anjos dos
Céus
E não! Neste velário
espesso
E não! No fundo
escuro deste negro véu
Que só agora
entendo
E percebo o
flagelo
Que essa
consciência nos condena
Bem que tentei
Percebê-la, e
alimentá-la.
Bem que lutei...
Para mantê-la viva
E o que sobrou
pra mim... Só amarguras
Posto que por sua
causa; sou!
Caricatura nula
Sem história
Sobram-me apenas
as versões vazias
E para meus
filhos; o ódio...
Dessa herança
maldita
Pai escondido
Mãe em desespero
Na convivência triste
das lembranças
Que não revelarei
E olhando a tua
cabeça que roubei
E que guardei
Dentro de uma
caixa
Esgar de Lágrimas
veem
Mas não choro por
ti... E sim por mim
Pelas feridas que
guardei na alma
E a taça... Um Cálice
E a Liberdade...
Uma incerteza
Assim parecida dúvidas
Era! Tenha! Haja
sido... Silvério dos Reis
Cláudio de Andrade Lopes, ou...
Cláudio Manoel
da Costa? Ou...
Paráfrases dos,
Desastrolados do Desconhecido; sob o Estilo Guia de Claudia Camara em: “Quinze
Dias, Sete Anos, e Alguns Minutos”.
Comentários do
Autor: Estás vendo! Não é Erasmo! Continuo fiel a teus Elogios, da tua Loucura,
da Loucura dos outros, e da hipotética “Loucura dos Deuses”; ou de Deus: sem que
com isto considerem-me Ateu, ou venham me excomungar como fizeram a ti... E se
eu for a Gênesis (por liberdade), eu poderia perguntar: qual seria então a cor
da tez, ou cútis, de Adão, e a de Eva; bem como a cor da pele de seus filhos:
Caim, Abel, e Sete... Isto é Liberdade.
Sabe-se que Deus
expulsou Adão e Eva do Paraíso, por causa do complemento do amor: que foi
considerado como; pecado original, e a crítica disto: poderia ser como um
achado da essência primitiva do conceito de Liberdade... Eles tiveram a
liberdade de se amarem.
Sabe-se que Caim
matou Abel, e o subentendido porquê (Gênesis; 3 , 4 – e, 5 , 6)... E sabe-se que
em, Gênesis – 3 – 10,11,12,13, e 14... Aonde Caim afirmou ao Senhor Deus: “Eis
que hoje me lanças da face da Terra, e da tua face me esconderei; e serei
fugitivo e vagabundo na Terra, e será que todo aquele que me achar me matará”...
Assim a liberdade deu seus segundos passos.
E saiu Caim de
diante da face de Deus, e habitou na Terra de Node (ou seria na Terra do nada,
de ninguém; aonde não se possa conhecer a Liberdade), pras bandas do oriente
(qual oriente?)... Isto é Liberdade; saber se: Oriente Médio; Oriente mesmo; na
Terra do Sol nascente? Isto é Liberdade – e distante do Édem... Assim começava
nova liberdade; sob o aval: qualquer um que tente, ou te mate, sete vezes será
castigado. E pois um sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer que o
achasse... E assim, começou a crescer; a liberdade.
E conheceu Caim
sua mulher (qual seria a cor de sua tez, ou cútis); e ela concedeu-lhe Enoque (que
andou com Deus), e de Enoque veio Irade; Irade gerou Mauzael; que gerou
Matuzael, e que gerou Lameque... Lameque de Ada, e Zita; e Zita teve Tubalcaim,
e Ada; teve Jobal... Um dia Lameque disse (aos gritos) para Ada, e Zite... “Ouvi
vós mulheres de Lameque”! Por sete vezes Caim será vingado, mas Lameque;
setenta vezes sete... Assim; ampliou-se a Liberdade.
E essa liberdade
foi disseminada pelo Mundo, mesmo após o Dilúvio: quando não mais nos convém o
uso aberto da palavra liberdade desde as antigas Civilizações; antes, e depois
de Cristo: pelo risco de erros... Liberdade para matar, para invadir, para
roubar, para escravizar, para destruir, ou construir destruindo; liberdade até
para conter os pensamentos, e esconder as verdades; liberdade para minorias, ou
liberdade para maiorias, que no uso fruto da soberania, e independente da cor,
ou da condição social; como vândalos, ou fantoches do mal; aprisionam-nos sob a
falsa ilusão da Teoria Prática da Liberdade; quando interesses escusos são anteparos;
na defesa de seus próprios interesses... Isto é, que é; a Liberdade.
Como as Montanhas
de Ouro de Serra Pelada que sumiram... Num Lápso de Liberdade; como os
Diamantes de Espigão do Oeste; como o Ouro do Madeira; ou como a Madeira que
cai para dar lugar a Soja, e pastos aos Gados; que não sobra um palmo só pra se
plantar Mandioca, e dela fazer Farinha; pra se comer com Feijão que já não se
planta, e pouco convém; para plantar a Cana-de-açucar e dela só o álcool; e
tudo faz parte de um mesmo Ciclo... Liberdade! Sempre limitada pelos donos do
Poder; e nós, os interregnos ou hiatos, no meio de tantas Coronas, ou Coroas; e
hoje monitorizados por Satélites, GPS, e censuras, cujas iminências pardas
identificam os Testas! Como se estes fossem na realidade... Os donos da
Liberdade, pois amanhã deverá nascer; outras liberdades, tão singulares e
iguais; aos “Porta Estandartes” anteriores.
E essa Liberdade
(não a minha) chegou a um ponto de discutir aonde: a própria Presidente da República
deste País, deva ou não hospedasse; e a mesma “não ter a liberdade de réplica”,
pois em minha opinião um chefe de Estado: para dar satisfações a uma minoria ávida
pelo Poder, não deva colocar a ridículo a sua posição, e se hospedar num Hotel
de periferia, de uma corrutela qualquer: quando a sua posição requer, o tratamento
que deva ser coerente, e permitido a todo Chefe de Estado... E logo ela! Eleita pela vontade do povo
Brasileiro; provem-me se possível; o contraditório... Mas isto é! Liberdade!
Sob o ponto de vista da incoerência, dos mesmo que incitam a baderna, e a tática
de guerra... A mesma utilizada na derrubada do Regime de Segregação Racial na África
do Sul, e posta em voga agora em alguns Países deste Mundo.
Sem mais, ciente;
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Boa noite meu tio querido Ademar Barros!
ResponderExcluirRapaz, gostei bastante desta poesia...Enigmática e instigante como é bem o seu estilo...Parabéns mais uma vez... E a homenagem ao grande e inconfidente Joaquim José da Silva Xavier, faz lembrar àqueles que comungam com os ideais da Grande Fraternidade Universal que são a LIBERDADE a IGUALDADE e a FRATERNIDADE...
Que o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO esteja contigo em todos os dias da tua vida meu tio, meu amigo...Que o lema dos inconfidentes ainda pulse forte em teu coração;
LIBERTAS QUAE SERA TAMEN
"Que a liberdade venha a existência, mesmo que tardia".
Abraço Fraterno!!!
Foi ótima a tua presença, mesmo ciente que estás em pós-operatório de cirurgia oro-faringeana: mas serviu-me para acesso de correção a palavra: pretencioso; apesar de que me parece haver "duas correntes",; se escrita com C, ou com S, pois para mim é com C, e não com S; mas com tantas modificações ortográficas acho controvertido: quando nos escritos entre linhas desta Chilena histórica consta com C; e eu não sei agora o que fazer, quando não sou nenhum expert; nem em Fonética, nem em Ortografia... E o exemplo está aqui neste comentário onde por correção computadorizada se solicita S; o que para mim, não significa: "tanto faz; como tanto fez", mas vamos ouvir o que a crítica diz.
ResponderExcluirUm grande abraço para você do seu "velho Tio", Ademar Raimundo de Barros.
Meu grande e querido amigo...perdão a ausência, confesso que meu cansaço pelo trabalho exaustivo me deixa a pensar se alguma coisa que não condiz com a verdade da liberdade e da felicidade de ter as rosas como inspirações, vale a pena !!!! Me responde você amado...
ResponderExcluirEstou afastada pelo tempo que o meu trabalho tem me tomado ,mas, saiba vives com toda certeza em meus pensamentos mais bonitos.
Beijos eternos e parabéns pela poesia que enche os olhos pois se o amor não viver nos corações como vencerá o homem suas fronteiras..
Mena
Que bom te ver! Pensei até falar por telefone, mas desisti; não sei por que, nem me pergunte. Eu gostaria muito de saber falar das Rosas; mas e vida me mostrou que estas realidades também conduzem entre elas, seus espinhos; para não dizer que não falei dos Médicos; nem para te dizer;
ResponderExcluirGuerreiros! Você está preparado pra lutar (sem interrogação), e; Flachs! Flechas! Sombras! Zip! Zapt! E somem... São imagens. Com as quais me acostumei desde...
Que moscas varejeiras
Velaram-me diante do desespero de minha Mãe
Eu; Era... Recém nascido
E não me lembro
Era tido Anjo... E não sabia
Que a Morte me deu um beijo de piedade
E consegui assim subsistir
Sem Assistência Médica... Meus Pais não podiam
E um "Preto Véi" (isto em bom sentido)
Preparou-me um caldo da Caridade
Batata de "Purga"
Com Arnica
E gotas de Avelós... Venenos, e "Milagres"
E Alho Roxo mascado nos dentes
Para passar no "Bucho"
Álcool embebido em Lã de Algodão
Para cheirar, ou então
Passar nos peitos, e testa
E "meu Preto véi"... Pode fazer a festa
E de Íleo Paralítico não morri...
E a ele devo... A Vida
Como devo a Santa Rita... A sua Santa... Entendeu?
Aproveito para te informar que os Diagnósticos de CA, ou Paracocos; foram por enquanto afastados, pois a Biópsia mostra outra Doença... Psoríase.
E para dizer para os atores de Flachs,e Flechas, em; zipzaptsombras, e somem, que estou preparado sim! Pois quem não morre de cedo; de velho não escapa; e nem tenho a menor intenção de ser... Clonagem atípica, e extemporânea de, Matusalém.
Dr. Ademar Raimundo de Barros.