Desilusão
Aproveitou a dor
para chorar
Pois estava
enciumado mesmo
E chorou alto
Como há muito
tempo não fazia
Chorou as ilusões
perdidas...
Pois a desilusão...
Não encarava
Chorou sem
pudores
De boca aberta
Molecado
Chorou o
passado... E o; reticente...
Chorou o presente;
e chorou o futuro.
Soluçando
Arrependendo-se,
e arrependido.
E impedermidas
eram... Aquelas “bolas de choro”
Que lhe deixa a
mostro
A sua face lavada
pelas próprias lágrimas
Arestos incomuns
Engolidos
Guardados
Para depois
tentar, livrar-se deles...
Um por um
Chorou a ida
Como se chora a
volta
Chorou a perda
Como se chora a
pena
Chorou tudo o que
tinha pra chorar
Chorou a lida
Chorou pelo Pai
Chorou pela Mãe
Chorou até por
quem não tinha que chorar
Filhos das Putas!
Chorou por
indignação
Da própria
virgindade há tanto já perdida
Chorou por aquela
mulher
Que tinha a voz tão
linda
E os olhos de
cor... Verdes da “Esperança”
E a Face; o
feice... Da ternura
E o corpo... Estátua!
Escultura!
Chorou o que
existe
O que existiu
O que está para
existir...
E o que nunca
existiu... E o que nem existe
Sabia que não era
mais criança
Era; um homem.
Dono de suas emoções,
e ciente de tudo.
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Comentários do
Autor: Basta! Não Eramo! A Claudia Camarra, sem nenhum empurrão, e na “maciota”,
já me conduziu por esses caminhos “floridos”, o que a Poetisa Omena, tenta há
tanto tempo; e eu não lhe dou ouvidos... Falar em Flores faz me lembrar de
Vandré; e do mesmo jeito, falar em Rosas; faz-me lembrar de; “Aos Médicos”, e
dos espinhos que cercam as Rosas.
Não levo jeito de
Beija-Flor, pois são coloridos demais; sem falar naquele; paira no Ar, ou
Paranoiar parando; até parece falsa essa atração, pois eles parecem só bicar com
aquele “bezin”! Bezinho! Meio “afrescalhado pro meu gosto”; sou mais um “Negrão”
maluco que passou pelos Big Brother Brasil e confundiu as bolas; deixou de ser
Ator, pra ser protagonista no sério... Kkkkkkkkkk! Será?
Também não levo
jeito de Abelhas, pois elas picam demais; e podem até matar, e teem um ciúme
danado da Colméia, e principalmente da Rainha (a minha mira); tão pouco sou
tanto chegado ao Mel (todo mundo quer), e já me acostumei com essa vida amarga
como fel; e a Rapadura é doce; mas não é mole pra se comer.
Meus
agradecimentos Claudia... Valeu-mo a pena ler... Quinze Dias... Sete Anos... E
Alguns Minutos, e recomendo que outros procurem Lê-lo; e que a Editora pense
numa Reedição.
Um grande abraço
para todos seguidores, e visualizadores dos, “Anônimos da Poesia e da Arte”, e;
Desastrolados do Desconhecido.
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
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