terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Anônimos assim...

Anônimos assim...



Como nasceram... Dimas, e o Maia Barros
Por minhas mãos, e já faz tantos anos 
Senão assim; talvez nem existissem 
Talvez em longo, ou curto, lapso de tempo  
Por sofrimento Fetal 
“Crônico” ou agudo...
Houvessem sucumbido 
E hoje... Se em algum recôncavo da minha mente estivessem 
Talvez até detalhes... Eu lembrasse 
Do choro ausente 
E do aresto que ficou pra sempre 
E do silêncio desses “fetos mortos”... 
E se acaso... 
Culpas; eu tivesse.










Mas Deus não quis assim... 
E quis que assim fosse 
Que eu visse suas faces... 
A “coroar” no campo 
Que por encanto ouvisse os seus gritos 
Havia sangue sim! 
Mas claro! Pois havia vida 
E além da vida... “Moro “consistentes” 
E eles vindos... “Eu não sei de onde” 
Restava-me só... 
Conter as minhas lágrimas 
Qual mês! Qual data! 
Em qual lugar ou hora... 
E eles foram tantos que nem sei 
Deus sabe 
E sabe quantos foram... Mas não sei
Só sei que me trouxeram... A Felicidade
De ver a Vida nascer
Não! Vê... A Morte












Seus corpos em minhas mãos 
E unidos as suas mães...
Por um cordão “brilhante”  
Que a tesoura corta, e em frações de instantes 
Separa corpos... 
Não separam almas 
Nem braços que se abraçam... 
Mães, e “filhos”  
E lembro-me muito mais, pois esquecê-los... 
Nunca! 
As mães de ventre aberto, a ver 
Seus filhos vivos... 
Nus! 
Como Jesus chegou ao mundo 
Felicidade e amor... 
Deram os primeiros passos












Ris – de - véu! Agora é vista 
E de Veou; Vitelo... 
Virou Tímica a vida 
E a Mórula cresceu e franca ri e ris dos Reis... 
E das Rainhas 
Que sempre estejam juntos... 
Colados; um ao outro 
Como Arrecifes de corais que quebram o mar... 
Que arrebentam ondas 
Que voam para o céu... 
Como se fossem... Espumas 
E vêm as Ondas lentas 
Que o vento trás à praia... 
Para lamber a areia
E agradecer a Deus
Iemanjá é mãe... Cantam; Sereias













Vibra o choro... 
E o grito ecoa em sala 
E mais alegre, o mundo vê quem chega 
Quem tenta agarrar o ar... 
E seus Pulmões aceitam 
A vida é certa... 
Mas este mundo engana 
Chora quem entra... 
Por que a luz espanta  
O Âmnio é uma bolha que se rota... 
Força a criança  ver... 
Pois vê
Que nesta vida é presa... Não! Liberta
Pois se libera... Volta
Para; a "outra"
... E continua a Vida
















E quanto é belo a vida, 
Esta; e a outra 
E quanto o mundo é duro! 
Este; e o outro 
Impacta-se! 
Pois quem não chorar... Ilude-se 
E as mãos das mães... Acolhem 
Seu coração... Só felicidade
E do outro lado da vida que não nos cabe ver...
As mãos de Deus... Aplaudem












Poucos! 
Encontrei depois de tantos anos 
E poucos lembram-se de mim... 
Eu que estive tão perto 
E tomei decisões 
Em meio...  De Mecônio, e sangue
Hoje!
São minhas ilusões
Às vezes... Sonhos 
E levam a vida por aí  
Seguem os seus próprios passos 
Alguns iguais a mim... 
E assim dispersos 
A “céu aberto”...
Desconhecidos a quem a Deus entrego











Como no início 
Como no começo, 
Naquele espaço éramos; uns quantos 
E hoje! 
Somente dois; conheço... 
Fazem versus 
Guardaram inconscientes os meus traços 
Mas a você, Maia Barros; meu sobrinho e “filho”... 
Meu abraço! 
E espero um dia vir... 
Poder contar com o outro

                                                 Dr. Ademar Raimundo de Barros.




Comentário do Autor:



 “Quando a emoção nos toca, quando o coração se adianta, quando a felicidade é Tamanha!" não há espaços para as palavras. A alma toma conta de nós... E o “silêncio” fala mais que a voz, e logo após... A calma. E Deus sorrir de lá! Também feliz!
  Mas é preciso ser forte, quando a idade vem, quando a Doença vem; e nos afasta inopinadamente daquilo que fazíamos por Amor: não a penas ao próximo, mas a aqueles que atendemos na Iniciativa Pública, pois sou do tempo no qual algumas pessoas eram rotuladas de "Indigentes"; e minha Escola Médica alicerçou-se neste princípio fundamental adquirido na antiga Maternidade Cândida Vargas; mantida pela LBA (Legião Brasileira de Assistência), Hospital Municipal de João Pessoa-PB, e Hospital Nossa Senhora Da Luz, em Guarabira- PB; tendo continuidade na antiga FSESP, em Lapa na Bahia, e nos Sertões do Acre, e do Estado de Rondônia 






                                                         Dr. Ademar Raimundo de Barros.




2 comentários:

  1. Boa Noite meu tio querido Ademar Barros!

    Poesia belíssima...Gostei da citação do meu nome ao lado do DIMAS, teu afilhado aqui de João Pessoa...Obrigado por esta citação e homenagem...Apenas lembre que o meu nome é BARROS MAIA, e não MAIA BARROS...rsrsrsrsrsr. Apenas uma cordial retificação...

    DEUS continue te abençoando e te inspirando para que possas continuar escrevendo poesias maravilhosas como esta!!!

    Abraço Fraterno!!!!!

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  2. Como esquecer Michell! Das coisas boas que um dia Deus me fez fazer nesta vida; nas outras, não sei sequer meu nome, nem em quantos jazigos existi, nem quantos jázigos ainda habitarei por outras; e outras vidas; com nomes diferentes, com outras Nacionalidades, com outras formas de vivência; ou em qual existencialismo me situarei.
    O que será que Deus me arrumará como ofício; quem? Por qual razão? Eu haja de retornar para resgate (talvez Milenar): por alguma coisa que de mal fiz; ou que deixei de fazer.
    Quantos pecados tenha ainda que pagar pela própria determinação Divina de Deus... Voltarei como Sacerdote; presumo que um dia, em algum lugar, eu fui? Ou voltarei como Médico, mais uma vez! Muitas vezes penso que já fui, mas quem seria eu, qual meus nomes.
    O que mais dói! Vê! O pouco valor que se dá, ao Médico que ainda é Médico, ou que já foi; quando é próprio de mim: a grata lembrança das minhas primeiras Professoras; Dona Glória, e Dona Diamantina; na Escola Municipal Silva Mariz; Bairro de pobres; periferia de Cidade; "colada" e bem juntinha ao Mercado Municipal de, Cruz das Armas (Bairro).
    Obrigado pelo comentário, mas faça-me um favor: Localize o Dimas (meu afilhado por Batismo), pois ficaria muito feliz em ver constar neste Blog; apenas uma de suas Poesias.
    Sem mais; um abraço para você, e Pquena; se seja assim o "nome" de sua futura esposa... E que sejam felizes.
    Sem mais, e sem o Dr. Subscrevo-me...
    Ademar Raimundo de Barros.

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