Anônimos assim...
Como nasceram... Dimas, e o Maia Barros
Por minhas mãos, e já faz tantos anos
Senão assim; talvez nem existissem
Talvez em longo, ou curto, lapso de tempo
Por sofrimento Fetal
“Crônico” ou agudo...
Houvessem sucumbido
E hoje... Se em algum recôncavo da minha mente estivessem
Talvez até detalhes... Eu lembrasse
Do choro ausente
E do aresto que ficou pra sempre
E do silêncio desses “fetos mortos”...
E se acaso...
Culpas; eu tivesse.
Mas Deus não quis assim...
E quis que assim fosse
Que eu visse suas faces...
A “coroar” no campo
Que por encanto ouvisse os seus gritos
Havia sangue sim!
Mas claro! Pois havia vida
E além da vida... “Moro “consistentes”
E eles vindos... “Eu não sei de onde”
Restava-me só...
Conter as minhas lágrimas
Qual mês! Qual data!
Em qual lugar ou hora...
E eles foram tantos que nem sei
Deus sabe
E sabe quantos foram... Mas não sei
Só sei que me trouxeram... A Felicidade
De ver a Vida nascer
Não! Vê... A Morte
Seus corpos em minhas mãos
E unidos as suas mães...
Por um cordão “brilhante”
Que a tesoura corta, e em frações de instantes
Separa corpos...
Não separam almas
Nem braços que se abraçam...
Mães, e “filhos”
E lembro-me muito mais, pois esquecê-los...
Nunca!
As mães de ventre aberto, a ver
Seus filhos vivos...
Nus!
Como Jesus chegou ao mundo
Felicidade e amor...
Deram os primeiros passos
Ris – de - véu! Agora é vista
E de Veou; Vitelo...
Virou Tímica a vida
E a Mórula cresceu e franca ri e ris dos Reis...
E das Rainhas
Que sempre estejam juntos...
Colados; um ao outro
Como Arrecifes de corais que quebram o mar...
Que arrebentam ondas
Que voam para o céu...
Como se fossem... Espumas
E vêm as Ondas lentas
Que o vento trás à praia...
Para lamber a areia
E agradecer a Deus
Iemanjá é mãe... Cantam; Sereias
Vibra o choro...
E o grito ecoa em sala
E mais alegre, o mundo vê quem chega
Quem tenta agarrar o ar...
E seus Pulmões aceitam
A vida é certa...
Mas este mundo engana
Chora quem entra...
Por que a luz espanta
O Âmnio é uma bolha que se rota...
Força a criança ver...
Pois vê
Que nesta vida é presa... Não! Liberta
Pois se libera... Volta
Para; a "outra"
... E continua a Vida
E quanto é belo a vida,
Esta; e a outra
E quanto o mundo é duro!
Este; e o outro
Impacta-se!
Pois quem não chorar... Ilude-se
E as mãos das mães... Acolhem
Seu coração... Só felicidade
E do outro lado da vida que não nos cabe ver...
As mãos de Deus... Aplaudem
Poucos!
Encontrei depois de tantos anos
E poucos lembram-se de mim...
Eu que estive tão perto
E tomei decisões
Em meio... De Mecônio, e sangue
Hoje!
São minhas ilusões
Às vezes... Sonhos
E levam a vida por aí
Seguem os seus próprios passos
Alguns iguais a mim...
E assim dispersos
A “céu aberto”...
Desconhecidos a quem a Deus entrego
Como no início
Como no começo,
Naquele espaço éramos; uns quantos
E hoje!
Somente dois; conheço...
Fazem versus
Guardaram inconscientes os meus traços
Mas a você, Maia Barros; meu sobrinho e “filho”...
Meu abraço!
E espero um dia vir...
Poder contar com o outro
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Comentário do Autor:
“Quando a emoção nos toca, quando o coração se adianta, quando a felicidade é Tamanha!" não há espaços para as palavras. A alma toma conta de nós... E o “silêncio” fala mais que a voz, e logo após... A calma. E Deus sorrir de lá! Também feliz!
Mas é preciso ser forte, quando a idade vem, quando a Doença vem; e nos afasta inopinadamente daquilo que fazíamos por Amor: não a penas ao próximo, mas a aqueles que atendemos na Iniciativa Pública, pois sou do tempo no qual algumas pessoas eram rotuladas de "Indigentes"; e minha Escola Médica alicerçou-se neste princípio fundamental adquirido na antiga Maternidade Cândida Vargas; mantida pela LBA (Legião Brasileira de Assistência), Hospital Municipal de João Pessoa-PB, e Hospital Nossa Senhora Da Luz, em Guarabira- PB; tendo continuidade na antiga FSESP, em Lapa na Bahia, e nos Sertões do Acre, e do Estado de Rondônia
Dr. Ademar Raimundo de Barros.







Boa Noite meu tio querido Ademar Barros!
ResponderExcluirPoesia belíssima...Gostei da citação do meu nome ao lado do DIMAS, teu afilhado aqui de João Pessoa...Obrigado por esta citação e homenagem...Apenas lembre que o meu nome é BARROS MAIA, e não MAIA BARROS...rsrsrsrsrsr. Apenas uma cordial retificação...
DEUS continue te abençoando e te inspirando para que possas continuar escrevendo poesias maravilhosas como esta!!!
Abraço Fraterno!!!!!
Como esquecer Michell! Das coisas boas que um dia Deus me fez fazer nesta vida; nas outras, não sei sequer meu nome, nem em quantos jazigos existi, nem quantos jázigos ainda habitarei por outras; e outras vidas; com nomes diferentes, com outras Nacionalidades, com outras formas de vivência; ou em qual existencialismo me situarei.
ResponderExcluirO que será que Deus me arrumará como ofício; quem? Por qual razão? Eu haja de retornar para resgate (talvez Milenar): por alguma coisa que de mal fiz; ou que deixei de fazer.
Quantos pecados tenha ainda que pagar pela própria determinação Divina de Deus... Voltarei como Sacerdote; presumo que um dia, em algum lugar, eu fui? Ou voltarei como Médico, mais uma vez! Muitas vezes penso que já fui, mas quem seria eu, qual meus nomes.
O que mais dói! Vê! O pouco valor que se dá, ao Médico que ainda é Médico, ou que já foi; quando é próprio de mim: a grata lembrança das minhas primeiras Professoras; Dona Glória, e Dona Diamantina; na Escola Municipal Silva Mariz; Bairro de pobres; periferia de Cidade; "colada" e bem juntinha ao Mercado Municipal de, Cruz das Armas (Bairro).
Obrigado pelo comentário, mas faça-me um favor: Localize o Dimas (meu afilhado por Batismo), pois ficaria muito feliz em ver constar neste Blog; apenas uma de suas Poesias.
Sem mais; um abraço para você, e Pquena; se seja assim o "nome" de sua futura esposa... E que sejam felizes.
Sem mais, e sem o Dr. Subscrevo-me...
Ademar Raimundo de Barros.