Astronave.
E quando vi a flor surgir do nada
Não pude resistir a seu encanto
Tão bela flor!
Tão linda e tão cálida
Eu “beija flor”,
Parei no ar; paranoiei...
Cansei minhas asas
E flutuei! Paranoá! Sonhando...
Astronave!
E quando se abriu ao Sol... E eu “sedento” / E quando se despiu no galho... Meu assombro/ E quando vi as “gotas de orvalho”... Eu calado
Não vi um “Arco Íris”só...
Pois, eram tantos
E ria a minha flor,
Despetalando-se...
Astroneve!
E quando o vento em sopro, e lento...
Seu orgasmo
Em cada cor ou canto...
Vi “seus traços”
E o que fazer? Beijar! Sumir!
Ficar!Fiquei... Paralisado
Eu “que sou pássaro” fiquei imaginando...
Astronive!
Mas nunca mais a vi, na vida, neste mundo/ Eu “beija flor”... Incerto namorado/ Flor a flor! Apeguei-me aos beijos/ Beijo O “mal me quer”,
E o “bem me quer” me beija
Qual esta flor que veja,
E quem me prenda
Que resta a flor... Se o “beija flor”
Não entenda-a
Só cabe à flor lembrar-se de um
... Astronovo!
E vai o tempo e a Primavera leva
E trás no tempo... E o Outono chega
E vem à chuva e rega... As Plantas todas
E a Noite é lenta
E quase o tempo para
E o Verão pensa
E a Primavera impera
As nuvens brancas, névoas passageiras
E o “beija flor” não vê mais aquela
Que virou...
Astronável!
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Comentários do Autor: “Nunca aprendi com o Tempo e nunca aprenderei com o mesmo que diz: “Evite dizer verdades” e que o “Silêncio” e que “As Mentiras” são mais verdadeiras”. Fujo das hipocrisias, pois não sei lidar contra meus próprios princípios, e por essas razões já fui julgado: várias e várias vezes.
Parto de um princípio lógico (não lúdico), e comparo a Poesia Concreta, Como um Protótipo das construções modernas: primeiro a edificação do seu “esqueleto” Arquitetônico: a colocação das bases em “sapatas” e logo após: o entrançado de Lages e lajotas... Depois o acabamento.
No acabamento a afirmação do belo, e o “pensamento” em exposto, ao gosto dos Arquitetos. Uns preferem cor, outros detalhes, outros designers, outros se dão de contas que nada mais falte, e o Arquétipo da estrutura feliz e satisfeito. Mas ficará mais satisfeito ao ver: que da sua criação surgiram modelos parecidos: seguindo a linha, e mais satisfeito ainda... Quando haja um complemento que faltou e que deixou de vez, a sua criação mais linda e sem mudar a arquitetura original. Este é o vácuo deixado como legado por: Manoel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, e tantos outros, que talvez no princípio, foram motivo de críticas: por incompreensão: a mesma incompreensão que existe hoje, talvez inclusive no Ápice da Pirâmide... “Eu não esqueci: ‘a “verdade” por vezes não é explícita, e por vezes, surge e é utilizada como hipocrisia”.
Mas eu devia uma explicação para Murilo Mendes; e não só retirei do contexto uma postagem, como reverencio sua memória neste, mas essa exclamações; Astronuvem! Astroneve! Astronave; são "Janelas" abertas para qualquer pensamento, e semântica, embora a crítica possa confundir... Aonde anda a onda; o pó... Aonde? Sem nenhuma ligação, ou conotação de desrespeito ao Autor em Concretismo, de... A Onda
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
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Também o silêncio incomoda a muitos não é? Saber ou poder falar a verdade as vezes nos deixa sem saída porque sufocam as palavras que na verdade são necessarias ser ditas e o silêncio já não pode existir.
ResponderExcluirRecordo de tantas coisas que calei e não gritei e não fiz ...hoje são sufocadas e nada posso fazer a não ser chorar o que não fiz ou o que deixei que fisessem comigo...tiste não é amado!!!!
Beijo eterno...estou sempre por aqui..
Mena
Iria te responder amanhã, mas quando queremos responder um comentário (até por consideração, e respeito, a quem o fez, ou faz), já nos colocam em condições de Visualizações indevidas: quando na verdade, não é nada disto: daí! Este impasse desnecessário; eu! E a Google Chrome, pois na realidade Mena! Eu sou incapaz de forjar, de adulterar qualquer Estatística, ou Documentos; e não vejo nenhuma necessidade para isto.
ResponderExcluirMas te respondendo: A Onda; Astronave; são Poemas coincidentes: e tanto Manuel Bandeira, como; Murilo Mendes, no meu entender se expressaram de forma "interior": no subentendido Poético Concreto, como: Meu Deus! Não acredito! Você de novo! Não! Astronave! Você navega! Você caminha! Você ainda! Astronuvem! De novo! Outra vez! Novamente!
Eles falavam de uma doença de outrora: que lamentavelmente retorna em Síndromes de HIV, com outros acometimentos; e o Público Alvo; quase o mesmo, as discriminações; as mesmas: e coloco para você, que não fui compreendido ao introduzir a estupefação, e a perplexidade: em uma composição onde sorrateiramente, eu satirizava as Olimpíadas Gays, sem discriminação: já que é tão comum, e discutível, e aceitável; mas o mundo quis cair sobre mim: eu brincando, ou procurando brincar com os Versos, e acrescentava-nos... Astroqualquercoisa, que não quero mais entrar em detalhes, mas continuo com o mesmo parecer; à Poesia Concreta é uma "janela aberta" para a construção de qualquer poema; análogo, ou não; veja-se em Velocidade, neste mesmo Blogger.
Muito obrigado Mena! Você quebrou mais este silêncio.
Um beijo! Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Sim,e o que se escreve um poeta ou um escritor nem sempre chega nas graças de muitos por seu escrito pertencer a si próprio ..Mas, tem todo um dilema que a poucos extrai...
ResponderExcluirUm bom dia meu querido
Mena
Sim Mena! Mas esse; "chegar nas graças de alguém", tem um preço muito caro para nós: e chegamos a um ponto que ficamos a imaginar: se isto nos valha a pena; se não agradamos por Estilo, desagradamos (e a muitos) pelo que pensamos; pela Filosofia que defendemos; pela Ideologia que abraçamos; pela "Ordem do Dia", ou pela Fé que confessamos "perante" as Significâncias de Sistemas, ou pela Sistemática da qual discordamos... Quando tudo muda, ou pode mudar: na dependência até de interesses escusos, ou pelas conveniências de afins; afins.
ResponderExcluirPaciência Mena! "Bem-aventurados" os mansos, e os pobres de espírito; bem-aventurada Santa Ignorância... Pois deles serão os Céus! Astronável! Astronuvens! Astroneves! Astronave! Astro! Qualquer Astro! Deles serão os Reinos desta Terra; aonde que tem um olho só, foge de David, se ele vem; com Funda, ou sem "Funda ...
Um abraço para você!
Dr. Ademar Raimundo de Barros.