Acordes do meu Pinhus
Não desta forma:
Soluça! Violão em Serenata
Este silêncio Maltrata
E entristece o meu Coração
Lua! Companheira de desventura
Vem clarear a Noite escura... Afastando-me da Solidão...
Mas desta:
Aprendi demais, meu amigo!
Esperarei a Justiça
Jurisprudências pedem... Jureis prudência
Mas, valeu-me a pena sim;
Valeu-me a pena,
Pois tudo tem seu tempo, e vale a pena esperar:
Quando depois de tantas, e quantas decisões,
Em Versos conheci... Habeas Pinhus
Nesta ímpar Coluna... Espaço Vital
Quando não seria bom
Ficar entre perguntas sem respostas,
De Ferreira Gullar; como...
O Universo sempre existiu?
Quem o criou?
Quem foi quem o expandiu?
E se ninguém o criou?
Quem foi que explodiu a Bomba inicial?
De cuja explosão surgiu
Este Universo imenso, e gigantesco,
Que outras Bombas o farão minguar, e reduzir;
Em desproporção completamente desigual... Ao seu tamanho;
E achei melhor imaginar a inspiração,
De quem fez os Versos em Petição
Que teve respaldo Jurídico e Poético,
Para se liberar um Violão:
Coisas que o Eco fez o canto
E o canto de repente fez-se um Hino
E o Hino de repente fez-se canto
E vês! Que alguém não quer assistir
Ao enterro da tua última quimera
E nem a Ingratidão quer ser... A tua companheira inseparável;
Obrigado! Vital.
Dr.
Ademar Raimundo de Barros.
Comentários do Autor: Eu estive hoje
numa Auditoria Jurídica proposital; e o objeto “à revel”, era eu, por simples
casualidade do destino, e por aquiescência minha, e do próprio Auditor: mais
ou menos nesta base... Olhos nos Olhos... Quero ouvir o que você me diz...
Quero ouvir o que te faz tão infeliz; mas eu sabia que estava sendo
inspecionado pela sensatez... Continuarei amanhã... Dr. Ademar Raimundo de
Barros... E mostrarei ao Mundo o Ser; Eu! Legítimo Advogado: não tanto quanto a
mim; ele Era; Maior! Em tudo! Em Versos, Farras, e Status; e bem melhor ainda
em “Arremessos” de Copos, e das girândolas das fumaças dos cigarros que fumava,
e na Oratória dos Comícios. Político de finos traços; Ídolo do Povo Paraibano;
para o qual reservo este comentário em Habeas Pinhus... Petição do Advogado
Ronaldo Cunha Lima, para liberar um violão.
“ Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal de Campina Grande,
PB.
O instrumento do crime que se arrola
neste processo de contravenção
não é faca, revólver nem pistola,
é simplesmente, doutor, um violão.
Um violão, doutor, que, na verdade,
Não matou nem feriu um cidadão.
Feriu, sim, a sensibilidade
de quem o ouviu vibrar na solidão.
O violão é sempre uma ternura,
Instrumento de amor e de saudade.
O crime, com ele, nunca se mistura.
Inexiste, entre ambos, afinidade.
O violão é próprio dos cantores,
Dos menestréis de alma enternecida
Dos que sufocam as próprias dores.
O violão é música e é canção,
É sentimento, é vida, é alegria,
É pureza, é néctar que extasia,
É adorno espiritual do coração.
Seu viver, como o nosso, é transitório.
e o seu destino não se perpetua.
Ele nasceu para cantar na rua
E não para ser arquivo de cartório.
Mande soltá-lo pelo amor da noite
Que se sente vazia em suas horas,
Para que ela volte a sentir o terno açoite
De suas cordas leves e sonoras.
Libere o violão, Dr. Juiz,
Em nome da Justiça e do Direito.
É crime, porventura, o infeliz,
Cantar as mágoas que lhe enchem o peito?
Será crime e, afinal, será pecado,
Será delito de tão vis horrores,
perambular, pelas ruas um desgraçado
derramando, nas ruas as suas dores?
É o apelo que aqui lhe dirigimos,
Na certeza do seu acolhimento.
Juntada desta aos autos, nós pedimos
E pedimos também DEFERIMENTO. “
Ronaldo Cunha Lima, advogado.
E o Juiz pronunciou-se em sua sentença no mesmo tom: e seguindo um
fragmento de um Soneto:
“Para que eu não carregue
remorso no coração,
determino que se entregue
ao seu dono o violão.”
Observem que as “incorreções” propositais constantes nas pontuações ortográficas dos Versos: compõem
por parte de Ronaldo Cunha Lima, e o Juiz Artur Moura; outra montagem Jurídica
em ressonância... Neste! Não é a
sensibilidade de quem ouviu, E! Será crime afinal: perambular pelas ruas,
derramando suas próprias dores? Pedimos... DEFERIMENTO... E o juiz respondeu em Fragmentos de Soneto
Jurídico... Para que eu não carregue remorso, determino ao, ou a quem; entregue
o violão.
Gente! De tudo que tenho escrito e postado; eu procuro respaldo na essência
da Constituição desta República Federativa do Brasil; o Art. 5º. E para vocês que estão obstruindo a comunicação com manobras sutis justificadas
por Vírus de quem não têm a fazer a não ser verificar seus próprios interesses:
cito-vos apenas um Inciso deste Artigo – II... Ninguém será obrigado a fazer ou
deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da Lei; e quais Leis estariam seguindo
vós! Oh! Google Chrome? As que regem a Constituição deste País? E quais Elos
Inconstitucionais que tem a tua permissão para botar seus Dedos? Não sou babaca
não! E até eu posso “estourar”; não por aplicação da Lei; porém por falta do
seu cumprimento legal.
Sem mais
E um Feliz Ano Novo
Para aqueles que sempre me vêem
De forma “enviesada”
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
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