Poetizando o Absurdo
Tão fácil é compor
E transformar um simples comentário num Poema,
Pois Poetar é proeza
E se errar... É comum
Difícil é Poetizar o absurdo
Sob a censura “fina” dos Sistemas
Que não nos permite nem imaginar
Que a Rapa é doce,
Mas dura de roer
Nestes refinos feitos de censuras
Que pressuponho aonde a “doçura” foi cair;
Como uma Luva
E em tantas Mãos sedentas
Aonde “refinados” se deleitam
E dos Edentados poder rir
Estais anotando Word? Estais anotando Chrome? Mas mantenham as conexões com o Firefox; e se possível for: com todos os outros que existem e que pertencem a este mesmo Universo Informatizado... É que não quero privilégios para um só... E continuarei depois a roer a mesma “Rapadura”, pois mesmo sendo Edentado, conto com a ajuda de uma Colher...
Mas foram eles que através de Votos
Não de... Vetos
Que abriram as primeiras “Picadas”, e “Corruptelas”;
Que acenderam as primeiras Velas
E enterraram os primeiros Mortos
E protagonizaram a multiplicação dos “Gatos” e dos “Gatilhos”;
Nestas Gambiarras de Favelas,
Tão comuns
Que desfilam nas Vilas
E que as grandes Cidades já empestam
Sobre a Rampa dos Morros
E Batentes... Calçadas por calçadas;
Ruas e “Ruelas” em Chão batido,
Ou algumas delas Asfaltadas;
Mas esta foi uma destas; que tive a oportunidade de ver nascer;
Como vi surgir... Outras Cidades de Rondônia
Primeiro! Uma Corruptela aqui
Segundo! Uma Madeireira lá
Que era;
A sua Força Motriz para crescer
Senão meu Deus! A sua única “Fé”
E agora que posso me ver
Cercado de Condomínios que os mais “Ricos” habitam
Em Construções “bem feitas”
Onde tudo em volta era... Sapé
E a pobreza que prezo
Que mora na singela de um Barraco
Que vive no interior destas Taperas
Que quando chove
A Chuva alaga as Ruas
Falta-lhe até a condição de pagar créditos
Da Telefonia Celular
Da comida que comem
Ou da Escola que estudem
E fazem da minha Calçada um ponto de concentração
Aonde a molecada faz a festa,
E a festa completa-se em solidariedade;
Mas minha mulher quer dar uma de “Pão duro”
Coisa que não é
E constantemente vem me perguntando...
Quem foi que deu a Senha
E eu lhe respondendo...
Qual Senha? Se não lembro nenhuma
E compartilhar com quem
Se nem lembro a minha... Esqueci
Ou se outrem mantém a mesma manha
Que até aqui
Eu não fui motivado a descobrir... Gente! Tudo bem! Mas compreendam que eu não dou nenhum valor as Picuinhas (Frutos da insatisfação das Estatísticas), pois não quero ser maior do que qualquer um de vós outros; e não sou... Eu sou apenas um “velhinho” Sul-americano, sem dinheiro no Banco, e no Bolso; E vindo lá do “Interior”... Mas é notório que ainda possa observar o jogo de exclusões determinadas pelo Sistema: na retirada das pontuações + 1 constantes em todas as Postagens nos Anônimos da Poesia e da Arte, e em outras tantas postadas no Firefox por imposição de Sistemas aferidos no somatório das verdades: como é notório o Veto determinado nas minhas visualizações do Tudo, ou das DEZ MAIS: quando já se evidencia essa impossibilidade de Visualizações de Postagens Dia: no que se concretiza a impropriedade da Ação, além de outras manobras sorrateiras que posteriormente possam servir de justificativas para uma exclusão total: para que ninguém tome o conhecimento do Direito, e da sua própria Liberdade.
E como o próprio Tempo exige que se cante; então vamos cantar... Mesmo na Analogia dos Poemas.
Mas enquanto eles se deliciavam na contemplação destes aplicativos em, WhatsApp.
Quantas vezes
Eu havia que vir
Pedir Piedade a Deus
Quantas vezes havia que eu houvesse,
Que mergulhar no Silêncio da Solidão
E em Oração rezar
No War
Por não compartilhar com as Brenhas,
Ou para esquecer... A Escuridão que teima
Em nos conduzir
Por esses caminhos incertos
E desumanos nos tornar
Na tentativa fútil de sobreviver
Por mais cruel que possa ser,
Ou se sentir
Sobreviventes destas realidades;
Matar para não morrer
Morrer para não matar
E sorrir da Felicidade,
E com a Infelicidade conviver
E esquecer-se de tudo que passar, ou que passou,
E chorar só
E não ter... Só ódio de si
Tentar se justificar... E não conseguir.
Mas enquanto outros se destinavam na manutenção destes conflitos, na exaltação Patética de Vândalos, e na incitação a desarmonia; e ao “Terrorismo” Urbano e comedido...
Quantas vezes tentei reconciliar
Quando o intento pedia... Desunir
E por não concordar
Com dissidentes da própria discordância,
Ou por quem “Governará” melhor... Que por assim dizer
A arrogância de quem ainda tenta vir?
Ou a militância que quer continuar?
Mesmo que contra os mesmos
“Apóstolos” de Nietzche
Ou discípulos de Hans Kelsen
Ou hipócritas de Kant
E antagônicos de... Schineider, e Freud;
Sem contar com que
Jamais compartilhariam com Platão
Ou seriam seguidores de Sócrates
Estes!
“Os donos” da nova razão e da justiça
Do... Ser; ou do “não será”...
Que se justificam
Na Teoria do tudo e de todos
Na Apostasia do “nada”... Menos destes Nem-nens da Vida
Estes protótipos de Crias
Filhos de Narcisos
(Se) Que por Vênia de quem... Alguma coisa tenha
Ou que venham do Pó
Aquele que areia os “Tampas”
Que talvez venham às Tapas
Por tudo que fizeram, ou deixaram de fazer... Ontem
Por tudo que nos prometeram que irão fazer... No Amanhã
E mesmo que a perseguição
Seja para mim
Uma constância
Nego!
Veto! A supremacia absoluta do Poder, e dos Poderes,
Além daquilo que determina à lógica
Sem uso de meios termos
Sem manuseio de farsas
Além daquilo que determina à lógica
Sem uso de meios termos
Sem manuseio de farsas
E repudio;
Tudo aquilo que a meu ver... Seja... Ignomínia
Mesmo que continue assim
Nesta vidinha que tento conduzir, que mal conduzo,
Nesta minha prisão Domiciliar não decretada
Sem nenhum rastreador que me impeça
De que nada eu faça
Nem mesmo que eu possa passar Mal
Desde que eu não venha pensar
Em pedir alguma coisa... Ou peça
Nestes: mais que Dez Anos de Desilusão
Claro! E isto ainda é muito pouco para mim
Pois inda me resta
O enterro da minha Morte... Mingal
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
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