Irreverências
Tão
Longe!
E muito
mais longe do que a distância que nos separa
Além
desses caminhos que provera levem-nos
A
Santhiago da Compostura que nós perdemos
A Santo
Antônio dela Cuesta ao qual nos associamos
Nessas
Ideologias sem sentido
Nestes
jogos afins, e não afins,
Nestas
Romarias sem fim, e desmotivadas;
Na
sucessividade de escândalos que surgem
Hora a
hora
Quando
não vindos das Cinzas
Vêm do
nada
Ou de
um todo
Que
ilumina a Mina escura, e funda,
Deste
inferno dos Céus
E o fim
de tantas vidas
Onde os
Deuses fizeram aqui
Inclusive
as suas
Nestas
litanias que imploram:
Esses “Filhos
de Gandhi”
Estes
“Filhos de Maria”
Esses
devotos Paulinos
E
respeitem
Os
Arquétipos, e Exóticos filhos;
Quer
sejam de... Sodoma, ou de Gamorra;
Quer
sejam “ungidos”
Pelos
Divinos vindos de Espíritos Santos
Quando
a Reza pede que se reze
Nos
mesmos termos dos desterros
Que
deflagam os Golpes
Os de
sempre
Oriundos
dos mesmos Calotes
Filhos
das mesmas Moratórias
E “Primos”
dos prostergos das últimas Concordatas
E da
anistia de todas aquelas dívidas se possível;
E sem
perdas e danos
Como
Parabólicas de Narcisos... Antenas só pra si
O que
inculca a tantos
Que
vivem numa ansiedade bem maior que a ânsia
Nessa
megalomania construída
Nesta
“hipocondria” que contesta
O medo
do horror
Mas
prega a Acrofobia por defesa
Sem ter
medo do Som
Aves
“dolorosas”
Que
perdidas seguem a própria trilha que traçaram
Neste
destino incrédulo, e neblinoso,
Na saga
que se entrétêm.
Abutres
que “detestam o desespero”
Deste
Budismo Moderno
Até que
um Urubu traga-lhe a sorte
Na
Hidroxi Uréia presente na secreção
De sua
própria Bile
Ou no
seu Sangue
No Talo
das suas Penas Pretas
Dispersas
nas Glândulas Urupigeanas
Não da
Saliva da Língua
Nem das
garras das Unhas que arrancam
Nem das
talhas ávidas dos Bicos
Nem na
mistura fétida de sua Cloaca
Mesmo
que haja de dever explicações
Sobre a
sua Loucura
Da qual
não só, a Psicologia é refém;
E que
mesmo sendo
Vencido,
ou vencedor,
Monstro
da escuridão,
Anjo!
Cuja rutilância embaraça a todos
Desde a
epigênese da sua farta infância
Sofra,
ou venha sofrer,
A
influência má
Desssas
oscilações dos signos do Zodíaco.
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Comentários
do Autor: Longe demais! Ao ponto que voltei aos Idos da Avenida Abel da Silva;
que fica nas cercanias de onde nasci nunca cazinha de “Taipa”, e coberta de
Sapê. Revi a Rua Silva Mariz, e a Fisionomia da minha primeira Professora;
bonita! Morena cor de Canela; o nome dela... Diamantina. Eita! Cruz das Armas!
Minha primeira Escola (tempo feliz), depois veio às novas Eras, e não se
recitava mais: “Eu me lembro, eu me lembro; eu era pequeno e brincava na Praia,
e o Mar bramia; e ergendo o dorso altivo sacudia; a branca espuma para o Céu
sereno”... E não se recitava mais: “Meus oito Anos”; nem se importavam mais com
o “Meu pé de Laranja-lima”; e meus Pelos já eram Púberes, e Axilares; e os
primeiros sinais de Barbas já sobresaiam-se pelo Mento, e a minha voz já não
era mais a mesma; e já podia compreender: Ave Dolorosa, Budismo Moderno,
Psicologia de um Vencido, e me apaixonar pela Obra Literária de Augusto dos
Anjos; mas de Cassimiro de Abreu guardei algumas Pétalas dos “Anos Dourados”.
E se
houvera alguma delação, poucas ficaram conhecidas; ou fora Calabar, ou Silvério
teria sido; e se houvera alguma Lenitência sim, a ser cumprida, fora já paga
pela escravidão: e a Princesa Izabel surgiu como heroína; mas já havia sim,
tanta propina, nos dividendos da abolição: e a nossa Águia Maior; era de Haia,
mas no consenso geral: Caxias era “o Cabeça”; e Deodoro passou por uma “Fria”,
pois o dono da “Teia” chamava-se Floriano. E quantos Judas sofreram sem ser
Semanas Santas, e sem ter insurreição como a qual: somente o Tiradentes foi
destinado a Forca; e depois de morto foi esquartejado em Praça Pública, e sua Cabeça
um símbolo pendurado do Poder: por Libertas Quae Será Tamém, como Frei Caneca
na Confederação do Equador... Eram essas as coisas sombrias contadas nos Livros
de História da minha época: e pouco se falava em Zumbi que fora Rei; mas pouca
coisa fora lá pras bandas Palmares, e de Antônio Conselheiro, poucos! Sabiam da
sua vida: mas Lampião meu Deus! Todos sabiam: idolatrado, e respeitado nos
Sertões, e só morreu por que por matar por aqui virou Zona, mas pobre do meu
Padrim Cícero Romão: que despertou inveja na Igreja; homem de bem, mas para o
Latifúndio; um perigo, pois sabia demais, e ainda o reverenciam sim! Serenos...
Nem pragas no Sertão, nem Velas, nem Caixão, e nem Mortalhas: para se ter a
Ilusão de Paz, para matar a alusão de Secas, para minimizar a própria realidade
existente; e não recite-se mais... Morte e Vida Severina. E o império das
Lenitências possa imperar, perante Assírios, e Caldeus; e os que ainda buscam
as Nascentes Férteis destes Chãos: sem a presença de um agente delator:
Que
nada!
(Se) O
Dinheiro manda
(Se) O
Saldo que fica é compensador
(Se)
Posso recomeçar tudo de novo
(Se) A
Lenitência pune na equivalência: se só tem você; é você, e sempre será você: os
Grandes mandam;
E o
Tempo encara
Oba!
Eba! Olimpíadas
Tiba
Truque neles Esquindim!
Tom e
Vinícius vencem num samba de uma nota só
Não
como o Tatu Canastra que perdeu de 7X1,
Pois
esconderam a Bola;
E por
que não Tainá
A
indiazinha viva
E o
Sacy Pê-rê-rê... Que represente a Para
Mesmo
que vestido em Vermelho
Mesmo
Focomélico, ou amputado,
Ou
então mesmo, pelo seu Cachimbo;
E tão
discriminado pela sua cor
Negra!
O protótipo legítimo Africano
O
“Esquisotipo” do Escravo... Do qual
Originaram-se:
Cafusos,
Mulatos, e Mestiços,
Cruzados,
Benzidos,
e Franciscanos.
Bendito
sejas tu! São Benedito
Que não
apareceu, nem foi aparecido,
A algum
devoto
Dos
Deuses, ou dos Santos;
Mas o
único
Que nos
atende nos assombros, e assaltos,
Quando
gritamos assim:
Valei-me
meu Negro Santo!
E
depois sem nenhum espanto...
Dez Anos
de esquecimento.
Mas
salve Exu!
E diz
ser incorreta esta ilusão
De
Fauna, e Flora;
Mistura
de Soja, Gado, e Madeira:
De Ouro
não!
Disto
não se fala,
Posto
que... “Não tenha nenhum valor”
Nas Terras
“Haras” de Aluvião
Mas
salvem os Orixás maiores
Que
pensaram criar:
Viveiros
de preservação
Aonde
os Pirarucus aclamam
Não
serem mais... Era Amenon
Como
eram... As Tartarugas, e os Tracajás;
E
tantos outros animais
Plim!
Plim!
Nascidos
no Zodíaco
E no
mesmo Sígno das Baleias
Mas
escolheram um Gato para atrapalhar
E para
satisfazer a mal-me-quer
E a
quem quer de novo ver
O Circo
pegar fogo
Escolheram
um Camuflado para confundir
E
iludir a quem
Já
esqueceu a Copa
Conselho
é bom
Mandem
estas Olimpíadas para o Canadá
E se
este quizer
Senão...
Que nos Emirados Árabes fiquem
Ou dera
Deus!
Que o
Catar queira-nas para si.
Sem
mais
Dr.
Ademar Raimundo de Barros.
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