sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Era; a sua Missão.



Era; a sua Missão.


E Issa vivia em paz
Em outras cidades santas
Convíve de Vaixias
E Serafim de Sudras
Contra Bramanes, e Xórias.
E questionava sim
Pois não queria Issa
Nem a discriminação, nem a discórdia.
O que Brahama havia criado
Sob seu flanco
Sob seus próprios pés
Estígmas das próprias “crias”
Escravas da crença
Da qual somente a morte
As livrariam
Da submisão extrema, e da escravatura.
Escravos aqui na Terra
E cegos também nos Céus
Vaixias!
Só podiam ouvir... E calar
Jamais podiam falar
O que viam dos Vedas em festas
Aos Sudras!
Nem contemplá-los era permitido
Nascidos pra servir
Ralar
Descer
Na sua condição de Párias... O seu; Ser.
E a isto Issa negou
Pois Deus não faz
A menor diferença entre seus filhos
Posto que, todos deverão ser...
Igualmente iguais... Comuns
Nunca! Diferenciados uns; dos outros.
Nunca! Separados por ‘”Muralhas”
Ou por Igrejas que se ergam
Ou que rezem
Para outros “Deuses”
Ou pra Ele
Deus... E único
Pois seu Ego é meu... Disse-lhes; Issa.
Que falava por Deus

E Issa Pregou...
Não adorais ídolos
Eles não ouvem... Ocos ou Macissos
Eles não falam
Eles não veem
Nem dêem ouvidos a Vedas
Por que eles são falsos nas suas “verdades”
Nunca! Coloqueis-vos primeiro
Nunca! Humilheis teus vizinhos
Ajuda o pobre
E sustentais os fracos
Não faças mal a ninguém
E não cobiceis
Aquilo que não posssuis
E vedes aquilo
Que a outro pertence
E Sudras e Vaixias, o adimiraram.
E Vaixias e Sudras; o adoraram.
Salvo seja Deus!
E Aleluia! Jesus
Amém!

                         Dr. Ademar Raimundo de Barros.


Comentários do Autor: Não Erasmo! A reverência faça-se agora a Espirutualidade, ao Espírito, e aos Espíritos Guias de, Eustácio Trajano Borges. Poderei com certeza adentrar no Rol dos considerados Herejes por ter a coragem de opinar a verdade. Mas vejamos Sócrates e Platão, na definição dos “Mitos da Caverna”, mas eles tinham a consciência de que dentro do corpo físico, habitava o espírito do homem; e que deste corpo físico, um dia sairia para conhecer a Luz.
Poderíamos nos ater a história de nossos antepassados: Moisés, David, Salomão, Elias, Eliseu; e tantos. Poderíamos refletir a história de uma criança que; muitos séculos, e bem antes que ela viesse nascer; já se sabia seu destino. Poderíamos até certo ponto compará-la a “antítese” de Moisés, ele colocado (presume-se) em um cesto nas águas do Nilo; conseguiu chegar aos braços da verdadeira Mãe, e ser criado como filho legítimo de Faraó, mas não podemos esquecer que ele fugiu do Egito, e que depois retornou para buscar os seus; ele! Filho de um Judeu, e que se pronunciou assim: “Honrarás teu Pai, e tua Mãe” para se justificar perante Deus, que matara um General (e não, um soldado), e Genro de Faraó; seu Padrastro, e assassino de seu próprio Pai Judeu.
Jamais Jesus colocaria isto em seus Sermões, pois seria como uma tentativa de anular o conceito histórico e Milenar dos seus antepassados; e vindos para esta Terra: sob a Luz, a sapiência, e a vontade de Deus, nos quais o Pai Celestial depositara parte de sua grandeza infinita... Isto não se pode  negar, como não posso negar as próprias Bíblias; como não posso negar que delas foram abstraída determinadas orientações, e escrituras para a divisão das Igrejas; como não pode-se negar o Alcorão: basta-lhe (o que não é fácil) o “não” uso ao pé da letra do Islã ( a rendição, e a submissão absoluta aos Códigos, ou Leis); e admitir-se o Salam, como reforço do caráter pacífico da fé, que foi preconizada por Maomé, que deveria constar nas Bíblias como outros profetas; como Tomé, e entender-se duas missões divinas, circunscritas nas vidas de dois Messias (Jesus/Elias); filhos de Deus (divinos); dotados de poderes que Deus vos concedeu, como concedeu a Moisés; e a Paz reinaria nas religiões: quando meu Deus é único para todos; e as religiões; uma somente.
Deixarei para comentários; outras divagações a respeito destas sublimidades que vieram ao Mundo, enviados por Deus, Não! Para dividi-lo... Essas divisões foram construídas pelos próprios homens... Assim como Pedro o quis, pois a meu ver não era a intenção de Cristo fundar uma Igreja, e sim; reunir preceitos norteados de: branduras, benevolência, comisseração, piedade, solidariedade, e de reconhecimento: a existência de um Deus único, e o cumprimento dos Dez Mandamentos escritos por ele para Moisés: e como prova de sua grandeza posto não ser da sua vontade; ter como escravo de si; o próprio homem que criou... Deus concedeu-lhes o Livre Arbítrio para este seguir; se... Assim qualquer um quiser.

Sem mais!
E desculpem-me; Cristãos, e Muçulmanos.
E desculpem-me; Católicos, e Evangélicos.
Um abraço!
Dos, “Desastrolados do Desconhecido”.

2 comentários:

  1. Parabéns meu querido Tio Ademar Barros!!!

    A sua poesia continua por demais enigmática e ao mesmo tempo regada de muito misticismo e esoterismo, típica dos poetas que possuem conhecimentos iniciáticos em alguma escola de mistérios...

    Estou gostando bastante deste seu novo Blog os desastrolados do desconhecido porque acho ele um ambiente mais livre, mas propicio ao culto à liberdade... Aqui neste Blog não sinto a mesma "pressão" que sentia com relação à direção do Colégio Tiradentes, daqueles diretores "caretas" e ultraconservadores...Aqui no desastrolados sentimos a atmosfera de liberdade pulsar de maneira forte...O que nos inspira e nos faz refletir que você meu Tio e Poeta também tem se sentido mais livre...

    Muita PAZ e muita LUZ para você...Que a LIBERDADE seja sempre o caminho que te conduz à SABEDORIA das coisas do universo e o CAMINHO que te leve à DIVINDADE...

    Abraço Fraterno,

    Teu sobrinho, Michell Barros Maia.

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  2. Michell! Eu te agradeço pelo comentário, mas compreendo a sua intempestividade no tocante suas observações ao Colégio Tiradentes da PM/RO. Na verdade, você ainda é muito jovem para compreender, e saber conter-se, pois muitas coisas (de fórum pessoal) não podemos expor. Aqui na PM/RO, tenho vários amigos: uns são Evangélicos, outros são Católicos, outros dedicam-se ao estudo de Ciências Esotéricas (quando não; Marções); e outros tem por Doutrina, o Espiritismo preconizado por Kardec; e neste estão escolhidos os meus "Ídolos" por admiração convicta, como: o Cel. Palu, o Cel. Roberto, o Cel. Feliciano; pessoas estas que tem a minha consideração, e apreço; as quais são bem relacionadas com as outras, e eu não posso deixar por uma questão de princípios, e da própria Hierarquia Militar, de lhes servir de escudo na hora que seja necessária, mais ou menos assim... Lealdade para aqueles que nos são; Leais.
    Certo que encontramos alguns seguidores de Igrejas, ou de Religiões: como se estas fossem Ideologias, e eles; idólatras de uma Idolatria pertinaz capaz até de ir para uma Guerra Santa; coisa que não está difícil de acontecer, mas que eu não concordo... Eu quero pertencer a todas as Igrejas (apesar de criticá-las quando é preciso), mas o que mais me importa: é que elas se unam, ou que pelo menos, que se respeitem; com Santos, ou sem Santos, mas na verdade... A minha própria Igreja mora dentro de mim; visito todas; respeito todas; critico todas... Mas não critico a mim; meu maior pecado.
    Um grande abraço!
    Você irá me entender... Dr. Ademar Raimundo de Barros

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