quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Meu último Poema



Meu último Poema
 


Que me importam... Gregos e Troianos
Ou que me possa importar... Sodoma e Gomorra
E que eu possa dizer de Hiroshima
E nem de Nagasaki... Outrora
Que me importa o véu que cobre... Gênesis
E que me importa os Céus desses Apocalipses
O que importa viver se não existe
Uma lágrima sequer de dor
De qualquer olho
Que possa vir cair por comisseração... Ou Piedade
Que importa arguir, se sou “caolho”.
E por ser caolho... “Vesgos”!
Meus pensamentos
Que me importa o passado, o futuro.
Quando eu busco, e não consigo ver... Nem o momento
E nem enxergo mais
Pois “cego”... Transformei-me num Espelho

E imaginem se... Meus pensamentos voam
Num passado remoto, e tão distante.
Quando uma aldeia despertou... Era manhã
Tão cedo, e seca.
E no horizonte... As Miragens desérticas
E várias tribos moravam ali
Eram caçadores... Coletores nômades
Mas tinham fonte de água doce... Fresca, e pura.
Não conheciam nada de agricultura
Mas esculpiam em pedras; pedras duras.
Dizerem legíveis
Olho por olho, e dentes, por dentes.
Numa comunicação pictográfica
E talhavam pedras
Pontilhavam ossos
Afinavam pontas de madeiras
Eram suas flechas... Suas armas

Mas como sou espelho, as imagens... Capto-as
E na função de espelho... As reflito
Os seus reflexos não me diz... Respeito
E às vezes lembro-me... Rostos esquisitos
Uns! Riem de mim
Outros! Meros Narcisos
Olham só a si
Beócios, ou Boçais.
Pelas suas supostas belezas
Aguerridas... Aos insofismáveis instintos de orgulhos
Alguns... Caricaturas de fisionomias opacas
Ridículas criaturas
Ensimesmadas de... Arrogância, e ódio.
Mas busca no espelho descobrir
Ou esconder... ‘Seus “Brilhos”
Nele pode pensar
Que seus brilhos... “ofuscam”
Que seus brilhos... Brilham
Podem fingir pra si... Eu sou
Pode mentir pra quem... Tu és
Pode até dizer quê... Que é aquele quem
Mas não podem dizer... Nós! Somos nós.
Alguém possa ouvir, e se opor.

E um Besouro zumbiu sobre as tendas
E uma nuvem! Aurora Boreal cobriu os Céus
E um vento forte varreu, soprou... Levando tudo
Crianças gritavam
E os animais se agitaram vendo aquilo
E homens, e mulheres... Esconderam-se nas Cavernas
Mas um velho saiu da sua tenda
E pediu aos demais... Não se assustem
Não sentia medo
Saiu de pés descalços
Sobre o chão quente, e arenoso.
Enfrentando aquela tempestade no deserto
Onde a ventania parecia rir...
Dos redemoinhos que fazia...
E daquela poeira que “cegava”
E andou sozinho
Várias Milhas
Por entre trilhas saltitando pedras
Por entre pedras... Saltitando Cobras
Para reverenciar a explosão
Talvez soubesse até... Quem lhe esperava

E são esses sinais
Esses espelhos
Cavalos Velhos... Haras sua raça
Enquanto ronda... O Carrapato Estrela
Na sua lida... Sangue! Suga! E mata
Não veste a roupa
Não empunha espada
Somente incita o nada; para “nada”.
Esperam Noites... Em Céus de sete Estrelas
Fogem do Sol... Espelho que acena

Não era moço
Nem tão pouco... Velho
Rosto maduro
E calvo nas entradas da testa
Barbudo
Os dedos grossos
Tanga de pele de Leão... Era sua roupa
Nas mãos não carregava arma
Nem lança
Nem porrete
E sua espada... Eram suas razões
Sua decepção... O seu Escudo
Sujo! Pela insensatez de seu próprio povo
Mas ele era o Líder
E toda liderança paga pelos outros

Olhou para a Montanha e viu
Quem vinha vindo
- Gabriel! Mestre do Fogo
- Há quantos anos que estamos juntos
- Mas que te trás aqui, nobre Arcanjo?
- Eu! Saúdo-te

Levanta-te! Já basta a saudação
E meu Flagelo de Fogo por enquanto fica onde está
Mas vim para te avisar
Que tua missão neste plano está concluída
E já conclamamos o teu regresso... Aos Sete Céus
Convoque os sentinelas
Que só você saberia chamá-los
Pois todos que vivem no Éden
Deverão retornar a casa de Deus
- Os Arcanjos decidiram
Que os mortais não são dignos de Deus
Vamos esfriar o Planeta
Expandir os Polos
Congelar os Mares
Lagos, e Lagoas.
Rios, e Riachos.
E as Fontes terão tampão... De Gelo
E os Oceanos serão... Um só
E não sobrará um só Terreno para manchar a criação
Assim... Como mancharam teu escudo
Em nome de qualquer... Ideologia; Credo, ou Crença.
Pois fomos escolhidos por Deus, para esta tarefa.
- O sétimo dia não é dele; é nosso.
- Nosso tempo
- Nossa era
-Nosso Reino
- Não há coisa alguma acima de nós

E a Palavra... Retrucou o velho
- Esqueceram-se da Palavra?
E o Arcanjo replicou... Qual palavra?
- A dos Mortais?
Eles são fracos, falsos, inúteis, e de natureza malévola.
Assassinos!
Sicários dos bens comuns
Egoístas, e perversos.
São seres livres como nunca fomos
E como nunca seremos
Resignados na função de Castos
Castrados por própria índole santa nossa
Talvez por sua capacidade de gerar a vida
Simulem um tipo de amor segredo
Sublime, sem ser divino.
Mais animalesco; se sincero.
E bem mais perverso; se for falso.
E o que te ofereço é tão simples... Volta
E serás consagrado

E o aldeão como todo Líder... Ponderou
Baixou a cabeça...
Respirou e disse
- Mas não vou navegar
Sei que tudo que provém é bem cruel
Mas eles são seres Humanos... Espíritos indomáveis
Realmente... Muito diferentes de nós
Mas lembraste... Que aceitaram este destino
Como... Aceitamos os nossos
Por esse amor sagrado, e divino.
Que Deus nos deu
E que por amar demais a eles... Prezo-os
- Mas todos que insistirem morrerá em desonra
- Então morreremos
- Escolheremos morrer
- Será para nós... O Despertar

Vou te dar o último aviso... E ameaçou puxar a arma
Retorna! É Uma ordem
E o Aldeão enrijeceu os músculos... E cresceu
E não acreditou, mas viu;
Aparecer
Em sua mão direita... Uma Cruz
E viu a Cruz materializar-se... Espada
Pronta para defender... A sua causa
Pois lhe valia sim!
Pois lhe valia
E das costas surgiram... Duas Asas
Asas da cor da Areia... Que engana
E que crescia mais... Conforme o vento
E o tempo parou
Naquele instante
E das bocas... Os verbos se soltaram
- Só existe um que pode me dar ordens
- Mas ouviu em seguida... Digo o mesmo
- E ouviu-se em seguida... Diga ao mesmo
E o Arcanjo... Desmaterializou-se
Como se tragado pelas nuvens
E a Tempestade; dissipou-se.
Mais voltaria depois

Eu bem queria evitar... Que não voltasse
Mas não consigo... Posto não seja Anjo
Nem mesmo Elias
Nem mesmo que fosse Cristo... Ah! Se eles pudessem
E imagine eu! Pequeno e frágil
Contra Anjos... Dos Céus, e dos Infernos.
E sentindo a dor... Que vem de todos os lados
Espelhos de... Humanos, e desumanos.
Fácil de serem quebrados
E transformados em... Cacos de Vidro
Ou pendurados num prego... Para sempre
Sem ver um rosto
Ou sem registrar um sorriso
Mesmo o seu
Sem nem poder se vê
Ele! O próprio Espelho.
   
                        Dr. Ademar Raimundo de Barros.

Comentários do Autor: Vai! E como: “A Prece”; reza, e leva nela o meu último sorriso. Mas diz pra o Mundo quê, o que eu mais desejo é a Paz. Diz que não mais consigo conviver com a intolerância, nem com a arrogância de certas Nações. Diz que não consigo dividir com “anencefalias” da insensatez, a Ideologia dos meus pensamentos; nem consigo somar-se aos “Microcéfalos” adeptos da Guerra; nem por Hipocrisia, ser herói.
E diz que sugeri aos Estados Unidos, a candidatura de Hilary Clinton a Presidência da República daquele País; e complemento mais: tendo por Vice Candidato; um Negro, se por qualquer acaso impeça Obama ser: pois só assim então seremos “símiles”; e a continuidade não signifique o fim; pois eu não quero ver: “Sangue e Areia”, nem “Adeus as Ilusões”, e nem: “O Vento Levou”; nem ser figurinista do absurdo, de um mundo dividido em” Guerra e “Paz” (em ciclos extemporâneos); e disto me comprazer.
Diz que fui buscar em Eduardo Spohr em Herdeiros de Atlântida, A Batalha do Apocalipse (VERUS Editora Ltda), os fundamentos logísticos de um mundo dividido em dois; e que por nossas imperfeições será mais divido ainda, já que a própria vida não nos interessa mais aqui na Terra, daí sonharmos demais com Paraísos; e Paraísos não existem mais.
Diz que conseguimos até! Separarmos os Anjos de Deus, e que por todos os Santos morreremos: e que eles; no Silêncio de todos os Santos: poderão apenas ter Piedade de nós; e novamente, assim como fez Jesus: proferirem de forma parecida... Pai! Perdoai-vos, pois eles são tão ignorantes, e inconsequentes, que durante séculos, e séculos, e séculos, nunca deram valor as tuas palavras, nem mesmo a aquelas que criptografastes, e entregastes a Moisés; nunca deram valor aos Messias Elias/Cristo; Maomé/Tomé, nem a nenhum enviado por ti; antes, ou depois. E tuas palavras viraram negócios, lucros! Por se falar, cantar, ou escrever; e se encaminham para uma última Batalha, pois nas suas “santas ignorâncias” herdarão um Terreno aí nos Céus, e viverão aí do teu lado Direito aonde pensam ter tudo de bom, e de graça, e nada mais farão por toda a eternidade: num Sabbath constante, sem se preocupar com o dia de amanhã, pois lutaram por tua glória aqui embaixo na Terra, e os que não lutaram; trabalharam demais, até! Como Escravos, e merecidamente: nunca! Jamais! Queiram ser herdeiro de Atlântida, nem degredados de volta pra Capela, e ser... Cabra, ou Cocheira naquela outra “Terra”, outra vez... Eu! Heim! Bem que gostaria de estar a tua esquerda, ou mesmo bem atrás de te; pois diante de te eu sei muito bem o que poderias fazer de minha alma, já tão desgastada de pecados: que neste inferno de Terra; cometi.
Mas diz também que aqui discordei demais da insensatez da Classe Médica; como discordei de Políticos, Ideologias Políticas, Religiões, e de Igrejas.
Aos meus visualizadores os meus agradecimentos, e as minhas desculpas. Pelos erros cometidos, pelos particípios passados, pelos pensamentos ditos, pelos futuros incertos, por não ser mais que perfeito, por sempre insistir no gerúndio, por sempre estar ausente... Sonhando só; não participando do “presente”; sempre duvidando do futuro, e quase sempre... Cutucando; cavucando; futucando tudo; menos tucanando; pois o "meu bico" é fino, não é grosso; e só retornarei quando os corajosos tocarem fogo em tudo; claro! Eu aprendi demais com os “queimados”, com os feridos de Guerra em tempo de Paz; por qual razão? Eu não quisesse atender os verdadeiros feridos; mesmo numa Guerra sem precedentes, nem razão.
Sem mais,
Dr. Ademar Raimundo de Barros.


2 comentários:

  1. - Mas ontem; coincidente um Domingo, 02/03/2014: além do conhecimento prévio da redução das Penas Criminais, imputadas anteriormente pelo próprio STJ: que só faltou alguém em Tese arguir Conflito de Jurisprudência para anistia geral dos culpados; outro fato chama-me a atenção... A exaltação maior da Liberdade: talvez seguindo o predito por alguém, justamente no local aonde se concentram as maiores suspeitas, e as “maiores manifestações pacíficas da atual Política Brasileira”; e onde foi Proclamada a Primeira República: “Juventude do Brasil”! E de todas as Nações do Mundo; sejam os revolucionários do amanhã!
    E para compartilhar com este pensamento: Lá estava! Uma Ala “de Baianas” vestidas a rigor como: Nossa Senhora do Amparo, quando amanhã não custa tentar... Nossa Senhora de Fátima; Nossa Senhora Aparecida; e quem sabe até algum Ator a simular Jesus Cristo (Semi Nu); como malabarista de uma Comissão de Frente, e grudado numa Globeleza, que simule pelada; Santa Madalena! Morou! Santas inteligências, de ideias férteis, e “revolucionárias”; virou Maracatu de Santo, Dança de Congos, ou Boi Bumbá... “Lapinhas”, e Naus Catarinetas... Mas respeite-se! Estes são os lampejos de Liberdade deste povo; é Carnaval! É festa! É Brilho! E ressalte-se... Até aqui; nenhuma manifestação de Vândalos.
    Moral – Valeu a “Liberdade”! E que agora se entendam; Evangélicos, e Católicos Apostólicos Romanos... Eu fico com o silêncio; o mesmo que querem impor a Justiça: e espero que com esse mesmo espírito de indiferença possam compreender que o evento: Copa do mundo de Futebol; seja outra festa: e que não censurem e prendam o torcedor, que for fantasiado de São Benedito; São Tomé, ou Santo Bento, torcer fazendo suas orações pedindo; ajuda Deus! A Seleção Brasileira de Futebol; ou qualquer outra que reze a mesma crença.
    Mas se for verdade; o Veto de cobertura jornalística na apuração de Atos de Vandalismo Público; podemos iniciar o Velório da Liberdade, e os festejos dos Debutes retumbantes de uma Democracia de Fantoches.
    Dr. Ademar Raimundo de Barros.

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  2. Eu não queria mais falar, mas sou impelido a. Pois ainda hoje, e acompanhando o que vem acontecendo há dias: a Divulgação da Campanha da Fraternidade Universal (Tema deste ano), aonde debate-se o Veto ao Tráfico de pessoas, e de órgãos; fico a imaginar.
    Por que estes tráficos, ou sequestros, não foram evitados antes? Já fomos escravos de Guerra; escravos espontâneos de si em busca de Haréns, em busca de comida, em busca da sobrevivência, em busca, de uma "vez apenas". Já fomos escravos Castro; sem sermos Barítonos, nem Tenor; escravos pela Cor ( pela eternidade se pudessem); escravos do Capital, do Comunismo; e de algumas Religiões para séculos sem fim... Escravos da mesma fé que confessamos.
    - Agora é chegada a vez dos escravos das promessas, e da "Beleza"; do sorriso sensual. ou da sensualidade física sem dimensão neste universo de gestos, e de palavras eróticas aos "pés de ouvidos", e que de priscas Eras; vem. Bustos esculpidos! Belas coxas; grande Peitoral! És Belo! Cinturas! Teus Glúteos são lindos! Teu Ventre é "chama", eu! Chamariz te espero, mesmo que tudo isto seja Siliconado, mesmo que seja tudo anabolismo, mas são teus (por enquanto), por que mais cedo, ou mais tarde; serão "meus". Meu Deus! São Tantos! Que nem sei qual escolha. E o escravo, ou escrava; seguem em direção Cartorial: e pelo Poder do homem, sobre outro homem, ou mulher; assinam um contrato: falso, ou duvidoso; e selam seu próprio destino neste mercado de ilusões onde na grande maioria das vezes, essa "mercadoria" é fruto, e foge da pobreza.
    - Tem muita coisa, e muito tráfico a se discutir ainda em nome da Fraternidade: cujo exemplo maior estar por vir... Os escravos 'heróis" de Guerra, mas de outras "Nacionalidades"(a "Naturalidade" faz a diferença), mas não culpo a ninguém, pois eles fazem questão de serem assim, e sentem-se orgulhosos... Não sentem-se escravos; e combatendo contra sua própria Nação; não são traidores... São pedaços de "coalisão". E os outros? Tropas do "Eixo"! Polos opostos que devem ser descartados, e excluídos do contexto.
    Ah! Fraternidade! Portal da Paz! O que será de nós? Teus defensores; quando teu próprio passado, e presente; te condenam: e não podemos mais dizer... Esqueçam! Ou; ah! Se pudéssemos voltar...
    Um abraço, Dr. Ademar Raimundo de Barros.

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