sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Quêquetuqué



Quêquetuqué



E se do teu amor, só eu precise/ E veja que ele demore, e demore/ Sentir que nunca chegue, e se chegue... É tarde/ Não valha nada mais,/ Nem ferva... Não mais arde/ Morreu! Pôs-se! E se foi... Como o Sol à tarde/ Deixou-me a noite que depois me disse... Não espere.


Quem possa me dizer... Por onde ande/ Quem possa convencer-me... Não existe/ Pois todo amor só vive enquanto dure/ Meu coração se ilude e diz... Espere/ E minha voz me pede que se cale/ E minha consciência pede... Que não grite.


Gritar pra quem quando não há quem escute/ Pedir a quem, que a procure e ache/ Chorar por que... Não há mais que se chore/ Pedir pra quem se nada mais me vale/ E meu próprio amor a mim me pede... Que se afaste/E morre meu amor dizendo... “Amar-me”.



Vem! Nem sei o que te prende/ Nem qual cilada te reteu em teu vôo  livre/ E tento abrir a porta e não encontro a chave/ Que mais que faça se o tempo passe/ E quanto mais que passe, mais ele disfarce/ Os beijos que ganhei, pois me iludi/ Perdido num vazio, tão visível.


                             Dr. Ademar Raimundo Barros.

Comentários do Autor: Tem sentido dúbio o Poema, e talvez alguém possa compreendê-lo: após ater a atenção para estas duas composições musicais (desculpem-me os autores), com algumas modificações pessoais; sem, contudo tentar interferir na originalidade.
Gustavo Acioli (ao) Meu Amigo Joe – in memorium:
Talvez fora melhor a surdez. Pra só sentir as vibrações dos sons e dançar solto. E fora preferível a embriagues, pois o entorpecimento é lícito, se não vou ficar torpe... E não falar de outros.
Quisera ostentar a alegria dos que dançam em minha volta, e balançando o Popozão. Quisera ostentar a alegria dos que dançam em minha volta, balançando o Popozão... E não falar de verdades.
Masacolé, maluco, sacolé! Botei a bunda na cabeça, e cultivei um puta fungo no pé. Sambei na merda, baguncei a Sé... Só por falar de “escrotos”.
Também não fora por desgosto: só por gosto, o Bob Dylan não falava nada... E eu falei de menos, mas tem mais.
E meu amigo Joe me ensinou: que não importam os Poemas, e que o importante é, é ser Poeta. Meu amigo Joe me ensinou: não importam os Poemas o importante é ser Poeta... E “falar o que falei e falo ainda, pois, não sou filho da ‘Santa”; e calar não me calou por que não sou filho Da...
E em Maracatu Atômico, a Réplica e a Retórica das denúncias efetuadas e respondidas poéticamente: nessa mistura Negra de Zumbi e música, onde se demonstra que os pobres vivem no Tempo, têm seus Deuses, têm seus Gládios, explícitos por Chico Sciance – Nação Zumbi, pra quem possa entender Nagô.


O Bico do Beija-flor beija a flor, beija a flor/ Toda Fauna-Flora agora grita de amor/ Quem segura o porta-estandarte/ Tem arte, tem arte/ E aqui passa com raça eletrônico Maracatu Atômico.
Anamauê, auê, aê        4X
Atrás do arranha-céu tem o céu tem o céu/ E depois do outro céu sem estrelas/ Em cima do guarda-chuva, tem a chuva tem a chuva/ Que tem gotas tão lindas que até da vontade de/ comê-las.
Anamauê, auê, aê      4X
No meio da couve-flor tem a flor tem a flor/ Que além de ter a flor tem sabor/ Dentro do porta-luiva tem a luva, tem a luva/ Que alguém de unhas tão negras e tão afinadas esqueceu/ De pôr.
Anamauê, Auê, aê     4X
No fundo do para-raio tem o raio, tem o raio/ Que caiu de nuvem do temporal/ Todo quadro negro é todo negro é todo negro/ Que eu escrevo seu nome só pra demonstrar o meu/ Apego.
Anamauê, aiê, aê      4X
Por conta:
O Bico do Beija-flor fere a flor, fere a flor/ Toda Fauna agora grita/ Dá seu jeito, dá seu jeito/ Olha o Gado, olha o Gado/ Quem segura o estandarte... Não tem arte falta arte/ Falta classe, falta classe/ Quer aqui passar na raça/ Mas tem graça, mas tem graça, não tem graça.
São sequelas do Poder...
Anamauê! Anamauê! Aiê! Aê! Anamauê

Um abraço dos, “Anônimos da Poesia e da Arte”.

4 comentários:

  1. Tudo tem sim seu sentido.

    O amor tem que ser amado
    sem ser amado é angustiante
    Vivo ele sem amanhã,de tarde ,sem noite
    mas é noite já!
    Nas madrugadas estou só
    e a cama é muito larga
    Choro um pouco sem querer
    mas fazer o que
    se é tarde,muito tarde!

    Meu calor,meu abraço sincero.

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  2. Quêquetuqué ! Como eu,chorar um pouco e calar as lágrimas...do impossível nada se tem nem pode.
    Seguir pra quê!
    A vida é assim
    sufoca os amores impossíveis.
    Viver do possível é melhor até o fim...que fim ?

    Mena

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  3. O amor que imponho aos versos, não é este que denominamos Amor; que se possa sentir um ao outro, mas que seja impossível por razões compreensíveis até.
    Falo do Amor que é fictício, pois a perfídia o saturou por motivos vis, e banais.
    Por "seres" que não sabem amar: e se acaso amam: ao invés de incomodar-se com "seu" amor, incomodam-se com a vida de outrem e esquecem-se que têm mulher e filhos, e a mulher vai a balada a procura de aventuras; enquanto alguém procura noutra mulher de nome Medicina; que nem se parece com a imagem de Nossa Senhora dos Remédios (que mora além Mar); e vem atrás de azucrinar a vida de um Dr, chamado Ademar, pois esse nunca deu importância a sua vida, nem dará, tão pouco dará importância a quem cedeu a si, o direito (que não tinha) de me julgar; de forma incoerente e criminosa: ciente de ser-lhe facultado um Direito: aquém da Constituição, e de seus parcos conhecimentos inclusive; sua completa ausência de responsabilidade profissional, e seus completo alheamento ao Código de Ética Médica... Pensavam que lidavam com um Jegue, ou Burro Jumento... Lidavam sim; com um MÉDICO; inscrito em "Dó Maior", que nada deve a Tenor, que não sabe levar sem dá; nem tem medo de brabo, nem treme nesta Terra pra ninguém; e não se ajoelha diante de um monte de Bestas! Isto Não! E enquanto viver, eu vou lutar.
    Um abraço, Dr. Ademar Raimundo de Barros.

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  4. Olhem bem para este exemplo aqui. No mapeamento de Postagens, constam três comentários; é que a colega Poetisa dividiu os "seus" em "dois"; e nesta revisão pensei faltar resposta: quando na realidade, evasivamente eu já havia; dado-lhe.
    Procurei fugir da temática Amor; não que não lhe ame! Mas a singularidade do Amor reserva-se em mensurações que a própria razão delimita; aquilo que é possível, e aquilo que conste no campo realístico das impossibilidades, mas nem por isto! Justifique-se a imbecilidade do desaforamento dos sentimentos com estupidez, ou com a descortesia da censura: ou com a ingenuidade do "Gabola"; Homem Pavão! Gavião Rei! Varão virei; pois sou Leão de "Estola"; da Juba! Me esqueci... Não! Não é assim.
    Não será possível detalhar... mas eu amo Omena sim! Como amo as Estrelas do Céu, como amo o Mar, como amo Sonhar, como sonho Sentir, e Perceber, que hoje, é hoje; e que amanhã... Não sei! Seja o que for; mas o que for; será!
    Quem seja eu para julgar; aquilo que não está no campo imaginário da realidade; e se. no campo das probabilidades possa existir, dista até! Do mínimo estabelecido estatisticamente como... 'Limites de Significâncias, ou de; garantias.
    Um Beijo Mena!
    Conto com tua compreensão
    Conto com tua inteligência
    Invejo! Tua sinceridade
    Invejo! E compreendo que possas me compreender.

    Dr. Ademar Raimundo de Barros.

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