sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Papo de Esquina.

Papo de Esquina.






O meu amor é “dose pra leão”... Ô! Cara!/ Quando encara! Eu ”encaro” mesmo!/ Pô! Cara! É de lascar... Depois “pulá o muro” / Pois a mulata qué vizinha... “Deda”.
No bar busco o “disfarce”... Papo furado/ O mundo vê a “mela”... Eu também vejo/Mas só por “maruagem”... Puxo um pouco/ Bom azarão não pira! De lei! Só pensa nela.



Não é carô! Ô! Cara!/ Pintou! Pinto “bacana” / Pegou! Sacou! Ligou! Não deu trumbica/ Não tenho três, não sou Saci/ Não quero seis, manjou! Não quero três... “Te manca!”.
Será o Benedito!/ Que a parada é dura... E eu seja o “careta” / Não é de Lei ô Meu! E acho... Ficou “frouxo!” / Pois já bolado tô... Não sou Bambi! Boiola!




Creed in Dios Padre!/ Não tem choro e nem vela/ Eu tenho que pegar... Então ela me pega/ Sou animal ô cara! Conheço a manha/Não sou barrela, tão pouco... “Zé “Ruela”.
Por que não ser paquera/ Sacou! Supimpa! Acorda!/ E duvi-de-o-dó! Não de “rolê” na calma/ Deixa rolar pra vê... Tu podes crer/ Que vou ficar com a uva.




Pode ser bacana, pode ser... “Metida” /Mas deu um “zelelê! Um “zololô! “Piada” / Barbaridade Deus! / Se dé “toró”... Eu “chispo” / O “maloqueiro aqui”... Conhece “vasa tripa”.
E o “lero-lero” é bom... Sou “Pangaré tranqueira” /Só pego pra capar... E “mando brasa” / Sou panga mano! Só pego na manha/Sou feito como o cão... “Chupando manga”.




É “ripa na chulipa”... Nem que “a vaca tussa” / Sou “afuzel-tri-massa”... Pedra 90!/ E podes crê ô “bicho”! Eu sou “Dedéu”! Maculelê!/ Dos cafundéus de Judas.
Sou lá dos cafundus... De lá “o vento volta” / E não perdi as botas, como Judas/ “Tendo” dindim! tutu! Que mandam/ Pra que “chá de cadeira e soprá vela?/ Eu quero a gata!




Dá pra “Deprê”! Ô meu!/ Conversa de “Bu” que quer... Dá de “Gerente” / Não tô afim de “Selva”... É... MP/E nem aquele SUS... Que só “a olho salva”.
Como o “Neruda” diz... Sou animal que ama; patavinas!/ E se a bonita escapa/ De “Serelepe” vou virar Leão/ Cortar “Abacaxi”, crê!/ Vai ter forrobodó... Na esquina.




Não sei matar... “Cachorro a grito” /Dos “quintos” eu já vim... Não minto/ Eu falo a brisa “Bicho”!/ A gata é “filé”, é “Best Friand Forever” / Não é “baranga” cara! Não fico balado.
É saco cara! Sacou! Mancou! Ficou “grilado”?/Do fundo do baú... Saí “nos trinques” / Nem quero bafafá ou fuzuê, não sou FDP ou... “Para” / E quero a belezoca, a Uva!... Mesmo “cara”.





                                      Dr. Ademar Raimundo de Barros.



Comentários do Autor: Não busco a versatilidade, busco a coerência. Busco fazer uma conexão mais realística entre a proposta da Poesia (mesmo utilizando gírias) e as fotos e vídeos. Não busquei inspiração em: King Kong (poderia), como poderia ser mal compreendido mesmo que se trate de uma ficção. Não procurei no: Corcunda de Notre Dame, posto não ver; conexão “alegórica” ou “semântica” com o, em pauta. Da mesma forma não encontrei, nada que consubstanciasse como elo os: Fantasma da Ópera (destaque-se à música) e, “A bela e a fera”. Na visão e proposta do Blogger: “Anônimos da Poesia e da Arte”, somente em: “Maculelê”, tento harmonizar e humanizar o lado “grotesco” se assim possa ser compreendido o poema: como fonte discriminatória das “gírias” quase sempre compreendidas como “resíduos lingüísticos” descartáveis.
 Deixo para os visualizadores o espaço em aberto: a qualquer tipo de crítica.





                               Dr. Ademar Raimundo de Barros.

4 comentários:

  1. Madrugada agora,bom dia então!

    Pôxa vida muito difícil esta linguagem. Fico a pensar do que se trata ou de que se forma esta versátil forma de falar..
    Como não entendo muito eu não tenho muito a falar. Só acho bem gostosa e mansa...me parece uma viajem...formas isoladas de gente que vive nos morros e na vida difícil..

    Muito bem servida a tua capacidade de ver...formas e semelhanças de vida..nada comum...gostei mesmo.

    Mena, beijo
    ..

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  2. Pô! Mena... Você "mancou"
    Marcou bobeira em... Papo de Esquina
    Quando "filé"! "Pitéu"!
    ... Deixa pra lá! Sacou?
    Qualé mulher! Quéquêtuqé minchô
    Marcou! Línguas estranhas (é bom)
    Meu Vip V gostou
    E meu Pastor se viu
    "Fechou"... A última porta minha para o Céu
    Qual Céu?
    Se esse não se vê

    Somanotória
    Traíras!
    De um Médico só
    Só Boi não vê; se ele "bebum"
    Pior que o Poema apagou
    Curto circuito né!
    Nada se lê
    Nada se vê
    Quem pagouporqueparaapagar
    O Brother aqui dedou
    E colocou o verbo numa "Pipa"
    Sem tala, e rabiola... Mas voou
    Paralalalioupapou
    E foi Adevo sem ser
    Desmascarou Mané
    Pisou no dedão do pé... De cada um
    Sacô!
    Mas faltaram... Dois zóiosprásijulgá

    De improviso, Dr Ademar Raimundo de Barros.

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  3. Sim eu sei meu amado..Sei que tudo que escreve tem um porque e para que e para onde vai e onde tem que “ IR”,!!!
    Não é aqui nada diferente,pelo contrário aqui a coisa é do invisível ao total visível...sei tudo que se passa e como passou..se cala aquele cujo o jugo golpeou porque ninguém o quer "ver" ou "falar"...tudo fica mudo ,ficou mudo de medo.(Covardes) A sociedade é covarde a elite come a melhor sobremesa....Covardes que não dormem , os lobos loucos, maquinando o mal para aquele ou aqueles que amanhecendo são sua " MIRA"...
    Sem linguas estanhas nem pastor..tudo é máquina ou vem dela....Tudo se saca,,,,,,calados!

    Virando a coisa para o outro ângulo o que falei do por traz desta lingua tem"viagem" tem "Bala voando"..sacou .! Né!!! Acho que agoro nos entendemos e se não fala de novo que me equivoquei.....

    Beijo

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  4. Primeiro as minhas desculpas a Firefox: pelas visualizações em sequência, e nesta mesma data, e neste mesmo instante; é que presumo quando vejo em números ímpares, comentários. fico a pensar; a quem deva respostas? Pois em números pares, dá-me a impressão de que já respondi, pois acho deselegante não respondê-los; adoro comentários! Esses diálogos que sempre consolidam o conhecimento, e que servem-se de "pilares" para a Liberdade; e nunca chegaremos a um denominador comum, com a exclusão completa do pensamento oposto.
    Sem mais; obrigado Mena! Pelas observações, e obrigado a Firefox pela compreensão possível.

    Dr. Ademar Raimundo de Barros.

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