Sob a Visão... O absurdo
E eu aqui sisudo
Urubuservando tudo a meu redor
Suspenso... Nesse Sino Pêndulo
Que um “coroinha” vem
De vez em quando
Pendurar-se a “corda”
E vê-lo... Badalar
Seu badalar faz medo
E muito mais... Seu Eco
Parece-me estar vendo... Não ouvindo
Este agourento grito... E há silêncio
Que possa vir do Sino; sim!
Como se claro fosse... Sendo escuro
Consigo ver o grito “fosco”... Destes
labirintos
São esses “Urubus”... Meus pensamentos
Que do absurdo vêm
Voam dispersos
Pousam em postes... Postes inexistem
E imagino se... Vem “curto-circuito”
Ah! Transformador
Quem te atou a fios do passado...
Os fios finos
Em meio a fios grossos
Que não se sabe ser se... Fios de Cobre
Ou se... De Alumínio
Que poderia ser, ou seja... De Aminhanto
Ou ser de vidro como... Fibras ópticas
O choque é certo... Polos são testados
Transformador!
Pra seu espanto disse-lhe o pensamento
Vê! Perdi as penas, e quebrei as Asas.
Eu! Que era Negro
Despenei-me escuro
Meu Bico “em Brasa” encolheu... Tostado
Nem mais posso voar... Bicar; não posso.
Eu! Urubu! Que me vi virar fumaças
E de Rapina, e Agoureira... Esqueço
Lembro-te! Transformador
Não sois... Nem Ave, e nem Pássaro,
Para voar
Deixas a Energia passar...
Pois o Quadro Geral; aguenta.
Existem Disjuntores
E não sois... Nem Térreos, nem Atêrros.
E para onde o Raio caia
Dele! Tens medo
Não deixes que tuas mãos ponham
Nele... Um Dedo
Transformador!
Eu já biquei demais... Comendo Azêdo.
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Comentários do Autor: O fiz para quem
compreenda: e ficarei mais feliz ainda tendo esta certeza, pois: escrever,
escrever; opinar, opinar; questionar, debater, aludir, supor: caminhamos para
que isto doravante nos seja; impossível.
As restrições; as mesmas conhecidas de sempre:
e imposta ao homem bem antes da Inquisição, bem antes de Cristo: e pergunto-vos
se não seja a verdade.
O quê Cristo deixou por escrito como Autoria
dele: por ele, falam os Apóstolos; os Profetas: previam-no.
O quê Sócrates deixou por escrito: se não
fosse Platão... Seu Discípulo.
E por
que: tenta de Elias se fazerem esquecidos, como esqueceram Elizeu; como foram
esquecidos outros Apócrifos a semelhamça de Tomé, Zoroastro, Maomé, Buda... Lendas?
Não! Conveniências que caem como uma chuva de censuras; de Heresias digamos:
como se preconiza.
E escrevi o Poema a meu jeito: tentando por
analogia que as alegorias fotográficas, possam conduzir ao objetivo central... É
proibido escrever o que não for de interesse a alguém, ou a algum Poder, pois
você pode estar denunciando verdades: contrariando outros interesses ímpares por
se dizer: quando na realidade existem os interesses pares... Depende do modo de
se ver.
Sem mais: um abraço aos... “Anônimos da
Poesia e da Arte”, destes... Desastrolados do Desconhecido.







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