quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Base de Concreto

Base de Concreto





Tudo ao mesmo tempo
Como uma ilusão de óptica
E no meio do meio, não havia nada
E no meio do nada, nenhuma coisa havia
A não ser “um só”.. Eu mesmo
No meio do nada, e ao mesmo tempo... “Tudo”

Todo! Tudo ao mesmo tempo
Óptica de ilusão no meio do meio
No meio de tudo, ou no meio de nada
Nenhuma coisa e somente “uma”
No meio do tempo, e no “meio de tudo”
Um! Perdido no tempo no meio de tantos

E era eu
Eu! Eu! Eu! Eu!
Eu! Somente eu... Só um
E o Eco me diz... Sim! Sim! Sim! Sim
E o Eco me trás... Não, não, não, não
Ao mesmo tempo tudo e nada... Ao mesmo tempo

E no meio do tempo
Nós! Nós! Nós! Eu!... Vou encontrar o que?
Nova desilusão... Não! Não! Não! Não
Dá outra forma, reforma, disforma
E ao mesmo tempo; transforma, conforma... Tens compaixão
E nunca não... Tudo ao mesmo tempo

Por que tudo ao mesmo tempo se houve um princípio
Por que tudo no meio, e ao mesmo tempo, se haverá um fim
E se tudo surgiu do nada
E sem nenhuma causa pra justificar
Faz-me encontrar no infinito dos seus olhos... Eu! Eu! Eu
E te direi após; nós! Nós! Nós... Nós e vocês, você e eu.


“Anônimos da Poesia e da Arte”



Comentários  do Autor: A autoria desta Poesia não dedico-a, a mim. Dedico a todos os Poetas da Poesia Concreta (inclusive aos ausentes do Poema postado neste Blogger e intitulado: “Do Epitálamo ao Concretismo”), pois foram a fonte de inspiração e sem eles, jamais teria condições de “compô-la”. Quero compartilhá-la também, com o Vocalista desta Banda Internacional: “Scorpions” e solicito orientação de Mestres, para que me definam em que figura de Sintaxe possa classificá-lo quanto ao “assobio” (para mim; “uma Poesia concreta à parte”)... É Metonímia? É Prosopopeia? A expressão: “O homem virou uma flauta assobiando” ou: “ A poesia dele era assobiada”.






Muito obrigado, Dr. Ademar Raimundo de Barros.

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