Como se fosse... “Pêgado”!
Como você
consegue ser
Em hipnose... A
“Liga”
O elo, o ímã a me
catar... “Grampeia”
Parece ser um
sonho
Sê... O teu
pegêdo
“Meu”! Pega;
Minha prenda que
não laço
Que é solta
Nem se solta...
Nem é prêsa
Mas se enrrosca,
pois se enlaça,
Nessas tranças
Nestas cordas
feitas em cada abraço
E em cada beijo
Estas amarras
soltas
Que se te deixam
louca
Faz-te zombar de
mim
Como a querer
Com um dedo
frente à boca dizer
Cala! Pois
Não és nem
caçador
Tão pouco...
Minha caça
Mas quem me dera
ser
O teu brinquedo
Ser sempre o teu
pegêdo
E ser
O teu pegado
E ter o teu apego
e ser
O teu pecado
Quisera ser...
Pingente pendurado
A teu pescoço
A bulinar teus
seios
Quisera ser no
espelho... O preferido
Quisera ser
relógio... Incômodo de teu pulso
Teu pinçer sim!
Aonde?
Nem escolho
Ou ser a tua
tatuagem... Nem sei onde
Não! Ser como as noites
Que passei no
escuro
E esquecido ser
Ou desprezado... Quando
nem sei se vens
Pegêdo!
O pego, solta, e
sai... Ninguém prediz
E nessas voltas,
e idas.
E nesse vai, e
vem.
Cansei de ser...
Tangente, ou ser secante.
Meu “Pegêdo”!
Chegou minha vez
Tu és
Circunferência
Eu sou...
Mediatriz
Dr. Ademar
Raimundo de Barros.
Comentários do
Autor: Não é difícil compreender esta ilusão: mistura de ficção, e de
realidade; as Coreografias de Mestres Salas, Portas Bandeiras, e Rainhas das
Baterias de Escolas de Sambas, com a realidade da própria vida: a Côrte
reverenciada do homem a mulher, e da mulher ao homem; independente que seja, ou
não; Carnaval. Não pretendo filosofar o caricaturesco na efervescência de um
espetáculo Cultural de um povo: mas verdade seja feita; o homem o Pavão (o
pegete, ou pegête); a mulher; a beleza, e a sensualidade... Mas ambos
representando o mesmo papel, e nas passarelas da vida: peguetes, ou peguêtes,
somos todos nós, e no exato momento que a vida pede muito mais a vida: quer
seja ilusória, peremptória, ou não.
De uma coisa
fiquem certos: nada foi fácil buscar esta ilusão, e bem pior: assossiá-la com o
dia-dia de cada um: com o Fetiche, com o Narciso, com o obsconso escondido na
personalidade de cada um, mas somos humanos o suficiente para compreender estes
detalhes íntimos, instintivos do ser... “Tempêros” dos amôres, e paixões.
Mas fica um pouco
de Orfeu, que até os pássaros parava para escutá-lo: que as árvores se curvavam
para ouví-lo, e que fez o Diabo chorar lágrimas de ferro. Fica um pouco do
Orfeu do Morro da Conceição Univerzalizado por Vinícius: um pouco de Salomé, da
Rainha de Sabá: pedaços de Chico Buarque se ouvir a canção: João e Maria; e por
que não dizer; os olhos de Nelson Rodrigues pensando-se em que... Tudo na vida
é possível, ou está dentro do campo das probabilidades, pois ninguém tem a
certeza do tudo, ou do nada: do quando, ou aonde: do certo, ou errado: e nem se
sabe se... Se amanhã-eu-vou; se sou; se deixo de ser.
Mas no meio de
tudo há
Um pouquinho do
profano
O riso largo do
riso
Um pouco de tudo,
um pouco.
O vandalismo do
“louco”
E de Pagã...
Quase tudo
Mas o meu Brasil
é isto: Carnaval! Futebol! Samba! Mulatas! Sem esquecer as Loiras, e as
Brancas, e as Negras (princípio ativo da missigenação das raças), e sem
esquecer; Cervejas e Cachaças; apesar de que a Criminalidade avança: mas não
era de ser motivo de espionagem Americana; mas o pior ainda está por vir:
quando mais uma vez não compreenderam as palavras de Cristo: “Dai a César o que
é de César, e a Deus; o que é de Deus”, na medida em que a Mídia divulga a
intensão Papal: diga não ao Capitalismo: quando repetidamente afirmo que sempre
existirão: ricos e pobres; independente de qualquer Idealogia ou Regime Político,
e lamento muito por minha loucura... Ser o Mutante Ser que possa admitir a
existência de Comunistas, e Capitalistas: e indo mais longe... Admitindo a
coexistência de outros Sistemas (Políticos e Religiosos): conquanto se respeite
a vida humana, e a Soberania das Nações: conquanto que haja uma amplitude no
combate a fome, e a miséria (em qualquer lugar do mundo): e que a Corrupção e a
Criminalidade; sejam banidas.
Um abraço! Dr.
Ademar Raimundo de Barros.






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