terça-feira, 26 de novembro de 2013

Como se fosse... “Pêgado”!




Como se fosse... “Pêgado”!



Como você consegue ser
Em hipnose... A “Liga”
O elo, o ímã a me catar... “Grampeia”
Parece ser um sonho
Sê... O teu pegêdo
“Meu”! Pega;
Minha prenda que não laço




Que é solta
Nem se solta... Nem é prêsa
Mas se enrrosca, pois se enlaça,
Nessas tranças
Nestas cordas feitas em cada abraço
E em cada beijo
Estas amarras soltas




Que se te deixam louca
Faz-te zombar de mim
Como a querer
Com um dedo frente à boca dizer
Cala! Pois
Não és nem caçador
Tão pouco... Minha caça




Mas quem me dera ser
O teu brinquedo
Ser sempre o teu pegêdo
E ser
O teu pegado
E ter o teu apego e ser
O teu pecado




Quisera ser... Pingente pendurado
A teu pescoço
A bulinar teus seios
Quisera ser no espelho... O preferido
Quisera ser relógio... Incômodo de teu pulso
Teu pinçer sim!
Aonde?




Nem escolho
Ou ser a tua tatuagem... Nem sei onde
Não! Ser como as noites
Que passei no escuro
E esquecido ser
Ou desprezado... Quando nem sei se vens
Pegêdo!




O pego, solta, e sai... Ninguém prediz
E nessas voltas, e idas.
E nesse vai, e vem.
Cansei de ser... Tangente, ou ser secante.
Meu “Pegêdo”! Chegou minha vez
Tu és Circunferência
Eu sou... Mediatriz



                               Dr. Ademar Raimundo de Barros.

Comentários do Autor: Não é difícil compreender esta ilusão: mistura de ficção, e de realidade; as Coreografias de Mestres Salas, Portas Bandeiras, e Rainhas das Baterias de Escolas de Sambas, com a realidade da própria vida: a Côrte reverenciada do homem a mulher, e da mulher ao homem; independente que seja, ou não; Carnaval. Não pretendo filosofar o caricaturesco na efervescência de um espetáculo Cultural de um povo: mas verdade seja feita; o homem o Pavão (o pegete, ou pegête); a mulher; a beleza, e a sensualidade... Mas ambos representando o mesmo papel, e nas passarelas da vida: peguetes, ou peguêtes, somos todos nós, e no exato momento que a vida pede muito mais a vida: quer seja ilusória, peremptória, ou não.
De uma coisa fiquem certos: nada foi fácil buscar esta ilusão, e bem pior: assossiá-la com o dia-dia de cada um: com o Fetiche, com o Narciso, com o obsconso escondido na personalidade de cada um, mas somos humanos o suficiente para compreender estes detalhes íntimos, instintivos do ser... “Tempêros” dos amôres, e paixões.
Mas fica um pouco de Orfeu, que até os pássaros parava para escutá-lo: que as árvores se curvavam para ouví-lo, e que fez o Diabo chorar lágrimas de ferro. Fica um pouco do Orfeu do Morro da Conceição Univerzalizado por Vinícius: um pouco de Salomé, da Rainha de Sabá: pedaços de Chico Buarque se ouvir a canção: João e Maria; e por que não dizer; os olhos de Nelson Rodrigues pensando-se em que... Tudo na vida é possível, ou está dentro do campo das probabilidades, pois ninguém tem a certeza do tudo, ou do nada: do quando, ou aonde: do certo, ou errado: e nem se sabe se... Se amanhã-eu-vou; se sou; se deixo de ser.
Mas no meio de tudo há
Um pouquinho do profano
O riso largo do riso
Um pouco de tudo, um pouco.
O vandalismo do “louco”
E de Pagã... Quase tudo

Mas o meu Brasil é isto: Carnaval! Futebol! Samba! Mulatas! Sem esquecer as Loiras, e as Brancas, e as Negras (princípio ativo da missigenação das raças), e sem esquecer; Cervejas e Cachaças; apesar de que a Criminalidade avança: mas não era de ser motivo de espionagem Americana; mas o pior ainda está por vir: quando mais uma vez não compreenderam as palavras de Cristo: “Dai a César o que é de César, e a Deus; o que é de Deus”, na medida em que a Mídia divulga a intensão Papal: diga não ao Capitalismo: quando repetidamente afirmo que sempre existirão: ricos e pobres; independente de qualquer Idealogia ou Regime Político, e lamento muito por minha loucura... Ser o Mutante Ser que possa admitir a existência de Comunistas, e Capitalistas: e indo mais longe... Admitindo a coexistência de outros Sistemas (Políticos e Religiosos): conquanto se respeite a vida humana, e a Soberania das Nações: conquanto que haja uma amplitude no combate a fome, e a miséria (em qualquer lugar do mundo): e que a Corrupção e a Criminalidade; sejam banidas.

Um abraço! Dr. Ademar Raimundo de Barros.

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