quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Os Versos de Guita


 Os Versos de Guita

E quando tudo for depois do ultimato... Cinzas
Aurora Boreal em núvem atômica e fosca
E quando tudo consumado se escutem... Vivas!
Vivas a quem? Se a própria natureza chora
E nas lembranças do poeta... Gritam
Loucos! Loucuras! Malucos! “Belezas”
Os versos de “um profeta”... Gita! Gita! Gita!




E quando o Bhagaved-Gitã gritar... Sou Gita
Vindo do Krisma como “extrema unção”... Não, como “Crisma”
Bahabarata será lido... E vide Vedas
Que o estígma matou, mas que ainda “é vida”
E diga: “Eu sou a Lua”, não sou! E como adoro a noite!
Eu sou a morte, pois sou também “estrela”
Não tenho “o brilho delas”... Mas;que importa!


Eu sou o predador Leão... Vois sois a caça
E se; sou Tubarão... Vois sois os peixes
De toda criação ainda sou... Seu maior “Mito”
O início, o fim, e o meio
Estou na fórmula de gerar, viver, e destruir
E sou a forma de enganar, e iludir
A letra “A” da ilusão e ser... Amar! Amor! Atômica!


Eu! Que aparento ser... O “que não sou”
Pois meu desequilíbrio ninguém vê
Mas quando o meio distorcido for... O fim vai vir, e o início virá
E a imagem de Alá além, e a de Deus... Alá! Qual diferença?
Em meio do pavor, terror, tremor... Da Coreoatetose Coletiva
Nem atribuam a mim... Vencidos, ou quem vença
Desiludidos que deixei crescer... A quem dei crença.



Que dei-lhes movimentos firmes... Não inércia
Nem essa ingratidão tão voluntária
Nem essa involuntária ação obrigatória... Matar-se um a um
Certezas de fazer! Incertos que acompanham... Venham ver
A luz de Gita grita, vem! E depois diz
Quem sou... Que vim selar de vez
Quem é, quem foi, quem seja... E quem fica com a Cruz



                                          Dr. Ademar Raimundo de Barros.


Comentários do Autor: Depois de uma Auto Crítica, retiro para os arquivos de “Poesias Vivas”: a postagem, “Aonde Vais! Oh! Língua Pátria”. Peço minhas desculpas aos visualizadores, mas o Poeta tem por consciência quando: esta ou aquela poesia morre no tempo. Senti a inutilidade dos versos “se versos”. Senti a necessidade de uma retratação: que utilidade teria então: ou que significância poderia haver (e impertinente seria de minha parte) questionar o que é admissível mesmo não sendo costumaz. Vamos vivenciar o momento presente: e de certa forma ver: o que seja mais útil, e ciente de que: o que consideramos de utilidade hoje... Amanhã não exista mais nada a discutir.
No momento, o mundo necessita de informações, e mais informações, e contra informações, no intúito de se evitar: que por mais uma vez: por uma cabeça: somadas a poucas cabeças: o mundo não descambe em direção de um “abismo” com a eclosão de uma Guerra Nuclear: cujo destino da Humanidade será um só: o caus... É só esperar: e refletir essas “Mensagens Ocultas” vindas da singularidade de um poeta... Raul Seixas (anexo lógicas).


E no Catarismo "Puro", fui buscar o caminho, a verdade e a vida; o princípio, o fim e meio... Neste movimento considerado herético segundo a Igreja Católica, mas que suas idéias tem fortes ligações com o gnosticismo do início da era cristã. Para o Catarismo a salvação era a libertação da alma do seu invólucro, isto é, o corpo material impuro (revive-se Sócrates e Platão). Os Cátaros não eram os sacerdotes apóstolos do suicídio, eram desprovidos de posses materiais e se afastavam da corrupção do mundo; espírito Essênio e má interpretado na concepção da Endura sob a conotação da morte do eu. O Raul Seixas não chega a representar o rito Consolamentum, e cria uma mensagem "semelhante" ou "distorcida", ou parecida com... "Pai! Por que me abandonaste"... "A ti entrego, meu corpo e minha alma". Critica o PAI, mas semantecamente deixa subentendido o que nunca queremos entender... Veja! Reflita! Sinta! em... "Era - Ameno".






- Eu que já andei pelos quatro cantos do mundo procurando, foi justamente num sonho que Ele me falou:
Às vezes você me pergunta/Por que é que eu sou tão calado, /Não falo de amor quase nada, /Nem fico sorrindo ao teu lado.
Você pensa em mim toda hora./Me come, me cospe, me deixa./Talvez você não entenda, /Mas hoje eu vou lhe mostrar.
Eu sou a luz das estrelas;
Eu sou a cor do luar;/Eu sou as coisas da vida;/Eu sou o medo de amar.
Eu sou o medo do fraco;
A força da imaginação;/O blefe do jogador;/Eu sou!... Eu fui!... Eu vou!...
Gita! Gita! Gita!
Gita! Gita!
Eu sou o seu sacrifício;/A placa de contra-mão;/O sangue no olhar do vampiro
E as juras de maldição.
Eu sou a vela que acende;/Eu sou a luz que se apaga;Eu sou a beira do abismo;
Eu sou o tudo e o nada.
Por que você me pergunta?/ Perguntas não vão lhe mostrar/Que eu sou feito da terra,/Do fogo, da água e do ar!
Você me tem todo dia,/Mas não sabe se é bom ou ruim./Mas saiba que eu estou em você,/Mas você não está em mim.
Das telhas eu sou o telhado;/A pesca do pescador;/A letra "A" tem meu nome;
Dos sonhos eu sou o amor.
Eu sou a dona de casa/Nos pegue pagues do mundo;/Eu sou a mão do carrasco;
Sou raso, largo, profundo.
Gita! Gita! Gita!
Gita! Gita!
Eu sou a mosca da sopa/E o dente do tubarão;/Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão.
Eu!
Mas eu sou o amargo da língua,/A mãe, o pai e o avô;/O filho que ainda não veio;
O início, o fim e o meio./O início, o fim e o meio./
Eu sou o início,
O fim e o meio.
Eu sou o início
O fim e o meio.
                              Raul Seixas.







Dos, "Desastrolados do Desconhecido".

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