quinta-feira, 16 de abril de 2015

Pra não dizer que só... “Falei Inglês”






Pra não dizer que só... “Falei Inglês”


Parei!
Mesmo que o Tempo me pergunte
O porquê?
Mesmo que o Vento exclame... Pai nosso!
Mesmo que o Eco ressoe... Amém!
Ou que alguém satirize
Por Santo Antônio de Jesus!
Não acredito
Seguir, e caminharmos juntos
- Grande anedota
Eu vim para servir... Grande verdade
Mas por quanto Tempo eu tenha
Que dever a César
Se a César já paguei
Por Deus!
Como pagar ao Império Romano
Com Dividendos, e Juros de Mora
O débito da Dívida Ativa
E as Correções Monetárias que vieram após
Para resgates das mágoas
De Assírios, e Caldeus
Não!
Eu juro que nunca estive na Babilônia
Nem em Hur
Que nunca morei na Terra Santa
E que não nasci na Tribo de David
Apesar de admirar demais... Moisés, Abraão, Jacó, Elias, Eliseu, Maomé... Mas nunca fui Apóstolo de Cristo, pois só vim conhecê-lo (nesta Vida), em 25 de Maio de 1950: no Trabalho de Parto de minha Mãe, assistida por uma Parteira Curiosa que se chamava Inês (Deus a tenha aonde estiver)... Procurem-me nas Bíblias... Não estou! Não sou igual a Paulo, a Pedro, a Marcos, a Mateus, Thomé, João, Jeremias... São tantos que até esqueceram Naum... Procurem esses homens; e se é que eles lhes devem alguma coisa (o quê duvido), e não a mim que não sou ninguém, e que simplesmente me conhecem por; Ademar... Alguns me conhecem por Ramehda... Mas isto é outra história que não compensa contar... Pois posso também pagar por Êxodo que sofri... Pelo Cisma Sistemático de Classes Conservadoras... Se não pagar talvez... Pelas feridas deixadas pelo Império Otomano... Por Napoleão... E pela nossa participação... Apática na Guerra... O que contribuiu meu Deus!... Com o Holocausto Judeu... Mas Juro! Eu nem havia nascido outra vez.. Nasci depois... Filho de Tribo Nordestina... Palestina não! Pois seria maior a minha dívida.
Mas que diferença faça... Ter nascido Ac... Ou ter nascido Dc...
Por via não Online... Jesus inda foi mais além... Pois os Milênios previram sua vinda... E já sabiam que era um homem... E que era Filho de Deus... E que era Divino, e Humano... E no Tempo em que não existia... Nenhuma Ultra-sonografia... Mas revelaram até... Que seu Espírito era Santo.
E coitado de mim... No mesmo tempo na Senda de Rhamatis.. Ou numa Tenda de um Samaritano...Eu! Novamente nascia... E por essa razão... Tenha que ser julgado... Por que não compartilhava com Moisés.. E litigava com os seguidores de Hamurabi... Eu não era Ladrão... Mas o opróbrio era cabível a mim... Opúsculo ser... Que não compreendia a Lei... E nem seguia Sumos Sacerdotes... E era suspeito por isto... Tenham a Santa Paciência... A minha Alma; somente minha Alma... Russa!
Meu Corpo denso; digo... Minha VIDA... Sempre será Universal... Pois Deus nos deu de graça o Paraíso... E hoje a minha Nacionalidade é Brasileira... E por ela irei morrer se for preciso... E no meu País morrerei se esse for meu Destino... Pois a Casa de Meu Pai... Tem muitas moradas... Para nascer, e morrer... Que são as mesmas coisas... E nunca matarão as Almas de ninguém... Elas têm por consequência a Vida eterna... E quem morre é a Vida... Estas Cavernas onde as Almas se escondem... Pena que poucos tenham essa consciência... Pois todos imaginam assim... Quando eu morrer... Estarei no Paraíso... Pois o Filho de Deus... Qual?... Voltará para a remissão de todos os pecados... Será Jesus? Será Elias? Não! Nenhum dos dois... Nós  que iremos voltar... Em outra vida. O que não significa ser igual, ou melhor.. O que não significa ser Rei, ou ser Rainha... O que não significa ser na própria Tribo... Que outrora nasceu... Nem na Nacionalidade que lhe convinha. Nunca direi... Que voltarei a Rússia... E ser comum... E ter a mesma Ideologia... Quando nem sei se volte a Constelação de Cabra, ou Capela... De onde vim na multiplicação... Cumprir Degredo... Segredos de Deus... Em busca da perfeição Humana... E Armênio fui nesta “Estação”... Para a contemplação do Cáucaso, ou KavKas (como queiram)... E não podia fugir... Era minha missão... Viver entre o Mar Cáspio,e Mar Negro... Onde por iniciação pude compreender... Alguns fundamentos Essênios... E só depois... Eu vi... São poucos que se igualam a Madalena... Ou se aproximam de Arimatéia... Ou que tenham a mesma visão... De Sócrates... De Platão.
Fui Padre na Etiópia... E era Genovês... Paguei! Não era minha a Pena... Dormi demais... E quando acordei... Estava no Himalaia... Tempos depois, morri... Mas fui parar logo após na Índia... Onde nada fui além de simples Shudra... Quantas tentativas de viver na França... Quantas frustrações por não nascer na Holanda... Quanta desilusão por ter sondado a Áustria... Mas fui produto abortivo na Ungria; onde quase nasci... Mas Deus sabe o que faz... E lamentavelmente não o entendemos... Chorei de mais... E minha mãe chorou demais ainda... Mas meu pai nem chorou... Ele era Búlgaro, mistura com Polonês... E de Albanês; só tinha a Cara... Mais parecia... Ibérico Português.
Mas um dia Deus determinou... Irás nascer no Novo Mundo... Conhecerás a dor que vem das Secas... Conhecerás a Fome... Conhecerás a Miséria... Conhecerás Taperas... E Casas de Madeiras... Suspensas em Palafitas... “Perdidas” nas Ribanceiras... Conhecerás em parte; a Linha do Equador... Conhecerás a Caça; e o Caçador... Pois lidarás com Vidas... E viverás por elas... Mas antes porém, serás Escravo... Para poderes um dia arguir...”Eu vim para servir”... Nunca! Pra ser servido... E serás Médico sim... Mas sentirás o peso da de ser fiel... O preço da Lealdade... E que a Liberdade é circunstancial, e que depende... De condições excepcionais  sempre existentes... Mas nunca te iludas... Tudo passa... Mas no calor da luta... Nunca esqueça... Não existe maior valor que ser humilde... Mesmo numa Terra aonde a ignorância fez morada... Mesmo numa Terra aonde a insensatez criou Raízes... E que o ser mais vil... Sempre será... O Sócio predileto das Desgraças... Quando a arrogância avança e se compraz... Ela é a Lei... Na hora da nossa Morte “Mingal”... Na hora da nossa Morte, e Vida Severina... Na hora do Apocalipse dos eternos "Eus"... Quando a incoerência exclamar... Mateus! Primeiro os teus... Com suas Apólices... Com seus Apogeus... Independente do Holocausto de todos os sonhos... Com em resumo escrevi... Em Resumo... Nós, os próprios “escravos”  Mistura de “Negros” e de “Brancos”  Pescoços "amarrados"E presos... 
Contidos no mesmo laço Uns... Escravos dos outros  “Outros!”...Escravos do próprio ego  Contidos em outros “troncos” Presos! De “braços abertos”


Homenagem à: Dom José Maria Pires.

Nem é “cativo”, ou escravo 
Nem é Senhor... 
Nem é Servo 
Não é Rei nem; é Rainha 
Nem é Tenor, nem é Castro; não é Eunuco, e tem “sexo”: e mesmo assim; é “castrado”: dos olhos; dos seus ouvidos, não mais “escuta”, e é “cego”; nem fala o que vê... Fingindo não sentir...
Açoites que te cortam... 
“Surdos”! 
Que nem se escutam... 
“Estalidos”  
Teus gritos são sussurros nem  ouvidos  
Posto que sejas... “Mudo” 
Por essas Mordaças que te tapam a Boca 
Por este “Nó” que te aperta à garganta 
Que mal se escuta o ''Urro"... Teu “gemido”  
Que da alma pra fora... “Lanças”
Como  lamento de dor... Treda Esperança!
Que mal é olhar a “dança”, de quem te “cerca e atalha”; que mal é olhar a “talha”, a que te espera e; “quem corte”, que mal é olhar a “morte”, que bem de perto “te afronte”; que mal! É olhar a Fonte: que não se bebe, e que jorra; que mal! Esperar ás horas, que se não cedo; não tarde, que mal! É olhar ás tardes, e v~e-las ceder às Noites; e as “borboletas” que bailem, nas poças “que o corpo tombe"; nas Covas! Que o homem cave, para outro homem.
Como é “esquizo” o assombro! 
Da “tribo” dos teus “escravos”  
Os “Negros” todos de Branco 
E os “Brancos”... 
Todos; Escuros! 
É como olhar pro medo 
Ou como fugir do “Claro”  
É como olhar para um “Muro”  
Que se levanta, e te cerca 
Tentar pular “uma cerca”  
Que tuas mãos não alcancem 
É como morrer “na praia”... 
Depois que teus braços cansem.

À Cecília Meireles: pelo estilo e guia de inspiração.

Dr. Ademar Raimundo de Barros.

2 comentários:

  1. Pra não dizer que não falei contigo, meu nobre e querido Tio Ademar...

    O silêncio me é quebrado, pelas tuas palavras tão interessantes e enigmáticas...

    Estou sem tempo até para "me coçar"...rsrsrsrsrsrs... Mas, hoje retornei a publicar uma nova poesia, a adentrar mais uma vez ao mundo virtual...Este mesmo mundo virtual que aproxima e que repele e afasta tantos, ao nosso redor e derredor...

    Continuo te admirando e acreditando que o que nos une é mais forte do que aquilo que nos separa, seja na distância quilométrica, quer seja em nossas inclinações pessoas e visões de mundo...

    Espero ansiosamente pelo teu comentário em minha nova poesia, RESPIRAÇÃO D'ALMA...

    No mais, fica com DEUS, com o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, sempre a te guiar e te inspirar com PAZ e LUZ...

    A ti, o meu respeito, a minha admiração e o meu abraço fraterno!!!

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  2. De uma coisa é certa Michell! Toda vez que vejo uma Poesia Tua: no abstrativo peculiar que te fascina: eu fico observando a sincronia que existe entre nós dois, e consigo com facilidade te entender. Você não escreve de forma comum: não segue nenhuma Escola; não fala vulgaridades: não segue nenhum estilo; e por empatia te entendo; e poetizando de respondo... Não para te ofuscar... Mas emana desta tua fonte de estrofes... Esses Versos incomuns... Mas para mim... Fonte de inspiração... Por que com tanta facilidade eu os compreendo. Muito obrigado pela lembrança... E parabenizo-te pela Postagem.
    Um beijo para você
    Para Mamãe
    Para a sua Mãe (minha irmã)
    Para todos
    E para a sua esposa... Gigliola
    Sem mais... Ademar Raimundo de Barros.

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