Santo Antônio de Jesus!
Não! Pelos Versos,
Mas pelo tempo;
Dos Idos que se amarrava Cachorro com “Linguiça”;
Das Eras em que se escrevia em Papel Almaço
Quando os papéis pautados nem existiam
E os Papiros; Eram... Heresias Científicas
Relíquias das Múmias
Que a Arqueologia buscava nos Sarcófagos
Alguns deles sagrados,
Mas vilipendiados por ação de Vândalos
E vendidos a Antiquários por Capricho
E vendidos a Antiquários por Capricho
Não! Por este improviso que lhes escrevo
Contudo, todavia... Pela Carta...
Nunca! Pelos próprios Papiros
Nunca! Pelos próprios Papiros
Felipeia de Nossa Senhora das Neves,
Trinta e um; Dias... De Março
De Mil e Novecentos e Quarenta e Quatro.
Ester do Amor Divino!
Como vai?
Ester do Amor Divino! Tudo mal,
Pois como dizer... Vai tudo bem; Ester do Amor Divino!
Se as coisas por aqui,
Andam mais pra lá
Do que pra cá!
E a Chuva não vem;
E quando cai meu bem!
Ninguém escuta mais o canto do Vem-Vem,
Do Quero-quero
Do Amanhã-eu-vou, já nem aguento mais;
Pois;
Lembra-me o choro de Sinhá Maria,
A Marcionília Ana de Jesus
Que Deus a tenha!
Mãe de Ascendino
Aquele! Que chamavam de Nascenso,
Filho de outro Ascendino;
“Perigoso”!
Mulherengo!
Que mal a “Quenga” deixava o Marido
Os vizinhos diziam... “Foi Raimundo”
Aquele Violeiro “Pé rapado”,
Enxodozado com a filha de Zé Severo;
Sinhá Maria do Espírito Santo... Já se viu!
E esse “Diabo” danou se nesse Mundo sem saber...
Quem eram seus verdadeiros Sogros? Se; foram tantos!
De quem seria Genro? De si mesmo!
Que nem sabia mais a quem... Daria Benças;
Mas quem peca aqui
Aqui será julgado
Pobre coitado morreu!
Na ponta da Peixa de dois encomendados
Por um Dono de Engenho enciumado
E só Deus sabe quem mais sofreu por isto...
Filhos! E Netos! Ester do Amor Divino;
E a coisa foi ficando feia
E a Guerra de Trinta era fichinha
Diante da Guerra da Alemanha
Pior Ester!
Que não consigo esquecer Sebastiãozinho
Casado com Maria Santa
Filha de Honorato com Maria Rosa
Não sei se ele morreu na Amazônia
Ou se virou Zumbi!
Um vivo morto;
Pobre Coitado!
Franzinozinho dizem;
Mas brabo do que “Siri dentro de uma Lata”
Que foi servir pra lá... Como “Soldadinho da Borracha”
Quando o que mais queria; Era... Combater na Europa
E só depois seria Capitão lá na Coréia...
Sonhos de Herói
Magrinho e feio
Mas era do Nordeste... Pau lasqueira.
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Comentários do Autor: Estou na intimidade da minha família, mas é muito natural que venha fantasiar um pouco, pois cada louco que se pareça comigo tem as suas “Luas”; mas muitas das vezes estas “Luas” trazem consigo salpicos de verdades: as verdades de Outrora; ou as mentiras, ou verdades do Presente; que só o Futuro dirá se não houver os “Códigos de Barras” que impeçam, posto que se saiba que alguns acessos são inconvenientes.
Zoiudo! Zoiadim! Zião! Eu não te esqueço. Zoiudo! Zoadim! Zoião! Se dependesse de mim, eu te daria o Direito de uma Delação Premiada; pois desde que tu passastes por aqui, a coisa foi ficando “vesga”: e a minha memória retorna ao tempo em que deixei entrelinhas; que o preço de Passadina seria caro.
E quando escuto o ronco do Trovão, e vejo a multidão em Rito, e seguindo a Canção “Prece Cearense”; eu me esqueço dos “Meus Oito Anos” de Cassimiro de Abreu; e volto ao passado para rever situações nunca vivenciadas por mim, mas que constam na História da Humanidade.
Neste meu Confessionário aqui existe algumas predições não premeditadas pela Mística, ou pela Paranormalidade, e sim; pela Lógica dos acontecimentos; e por Santo Antônio de Jesus; por São Pedro, e São Paulo; por São Sebastião do Rio de Janeiro; pelo Espírito Santo; pelas Velas que ascendi para Todos os Santos; nas escadas da Igreja do Bomfim... Vamos parar! Senão seremos futuramente a Nova Ucrânia, ou a Nova Bagdá, ou a Nova Síria, pois tal como a Venezuela já estamos; afogados por uma enxurrada de Petróleo que nunca será realmente totalmente nossa; por nossa culpa, por sermos insensatos, por não conhecermos o valor da Nacionalidade: aonde “monstrengos”; Negros, Brancos, Ricos, e “Farrapos”; engalfinham-se pelas Ruas a colocar as suas vidas em riscos, em nome do Corinthians e Palmeiras; em nome do Flamengo, ou Vasco... E enquanto neste vandalismo inútil se concentram; uma minoria faz a festa; e outra “maioria” Réu confessa grita... Fora Dilma! Fora Dilma! E outra que contestou demais o Voto Nordestino ver como o destino é cruel... Foi Deus? Não! Foi à incompetência de vocês! E haja Seca; mas nunca vocês ouvirão de mim esta afronta... Vai! Vai! Cadê teu Banho/ Tua Vida, pois eu sou Nordestino e sei bem, o quanto custa a Água para a Vida.
Não! Não posso mais ir por aqui, por ali: mudando o destino da Carta em todos pretéritos existenciais: quando a mesma existiu, e não é meu desejo confundir o Presente com o Passado; e o Passado com o próximo Futuro; pois “ninguém” conseguirá entender o que de implictium fica em Santo Antônio de Jesus... Terras secas; Vida e Morte Severina; Deus e Diabo na Terra do Sol, A guerra do Fim do Mundo, Macunaíma; Sertões Veredas; onde se retratam; a Desgraça, a Seca, a Morte, a Fome, a Preguiça, e o atraso Cultural das Raças, a Prostituição, a Grilagem de Terras, os Pistoleiros pagos pra matar, o engodo de um Desenvolvimento Sustentável, a Política Mítica de um Capitalismo Selvagem, a Ilusão de um Comunismo inexistente, outra revolução de 1964, a Fome de 1897, o Iluminismo dos Poderes, Os “Novos Soldadinhos da Borracha”, e a morte de Antônio Conselheiro; Novamente... E se por acaso Chova, ou se não Chover... Mas vos digo; que não é necessário esconder estas verdades que correm em todos os Países do Mundo: e tem mais! Acrise econômica Mundial não foi protagonizada pelo Brasil, e a corrupção é traço Universal da Humanidade, e o que estão procurando por aqui, é a instabilidade Nacional; em nome do Pré Sal, e em nome de vários interesses... E os bons Ladrões fazem um escândalo; Barrabás! Barrabás! Barrabás! E fingem que não se conhecem... E mentem... Vocês também me devem... E no Rombo que Sabino viu; a dívida vai virar... Bolas de Neves, pois prejudicou alguma Bolsa de Valores, e o Boleto de cobrança talvez esteja em Puxinãnã, lá! Nas cercanias do Rio Paraíba do Norte... Trás um Candinheiro à Querosene, e multa o Município em Milhões de Dólares; por poluição ambiental pela Fuligem desta fonte de Energia, que deviria vir de Abreu e Lima, aqui tão perto... Pernambuco! E como Palavras são Parábolas, e eu não sou tanto romântico assim... Fico com a Antítese...
Sem mais
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
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