Sem Acesso
Não sei se seja Epílogo, ou Prelúdio
Não sei se seja Nostalgia, ou mesmo Mágoas
Mas sei que quem navega nestas águas
E busque os Furos que encontrem Rios
Há que endurecer a Alma
Pois os Meandros gostam de arrodeios
E enquanto for bem maior
A distância que possa separar dois pontos
É muito natural
A incompreensão, e o desentendimento,
E que por consequência escondam... Atalhos e Desvios
Morou!
Morei!
As “coincidências” vêm... Como constâncias;
Pois as Pontes... Tornaram-se desafios
E as Fontes secaram
E os Rios morreram
E; Penhascos cederam,
Posto que; furaram demais o Manto,
E não levaram em consideração as duas Leis de Newton
E Adeus!
Lençóis freiáticos do Subsolo
Os teus Canais sumiram
No meio de Meandros diferenciados
Entre Buracos Negros, e desconhecidos,
Mas deixem-me pensar nesta alusão
Quer seja hipótese, ou seja; ilusão,
Que seja falsa
E se for verdadeira?
Que talvez até por Sal fossem entupidos
Um pouco diferente dos Esgotos,
Tampados por outros derivados do Petróleo,
E pelo resto dos entulhos esquecidos
E de tantos queimados em excesso,
Na devastação que ocorre
No trajeto
Na linha horizontal do Equador:
Ou por falta de acesso
Às tantas utilidades inacessíveis
Geradas por esses ângulos
Que não convergem para os Vértices
Na construção de Pirâmides
Que sigam
Outras diretrizes
Onde a Base é o Ápice (Pressuponha-se)
E o Ápice!
A fonte mirabolante que emana
Esse desequilíbrio desconcertante;
E o Silêncio se faz
Por falta de acesso
Pois as informações têm outros interesses
E aquilo que se possa aludir;
Serão banalidades
Como meu Visor hoje me disse... Compreendi
E não era compreensão
Era deboche!
Vejam visualizações no Windows Sevent Ultimate
Mas date... Ontem
Pois nada me impressiona não;
Nesta discutível Liberdade
Onde bem aventurados se escondem
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Comentários do Autor: O que eu gostaria de discutir aqui; o momento não é propício, mas existe um tempo para tudo, pois tudo tem seu tempo; e o próprio tempo se encarregará de mostrar a realidade na qual convivemos. Há muitos anos conhecemos o Poema: Prece Cearence, ou lembramos de que alguém também disse: O sertão vai virar Mar; ou... Adeus Remanso, Casa Nova, Santo Sé. Adeus! Pilão Arcado veio o Rio te cobrir; mas bem antes em Triste Partida, alguém proferiu... Que ia a São Paulo, viver, ou morrer; mas estes não foram compreendidos.
Recém, alguém fez uma afirmação motivada por ressentimentos Políticos... Meu banho! Minha Vida! Quando a história é outra; e é muito séria; pois foi mesmo assim; devagar; devagarinho; que nos transformamos no Laboratório do Iluminismo: posto que as Catástrofes Naturais ganharam espaços... Seca e Sol; Chuvas e Alagações são mais constantes; e eu só consigo visualizar uma justificativa... Subestimaram demais a Inércia em causa e efeito, na Segunda Lei de Newton; e se excederam na aplicação da Filosófica Primeira Lei que versa sobre Força: Ação e Reação; e para não radicalizar o Comentário, eu não consigo ver nada sobrenatural no que esteja acontecendo... O Papa tentando trilhar os caminhos de Maomé; e o Presidente Obama seguindo os passos de, Dilma, ou do Lula (de outra forma); e esta Guerra contra a Indonésia, é brincadeira! Lá a Lei é dura; quem duvida? E se eu peço clemência; é uma coisa; se ela for aceita; é outra coisa; e o que fazer se a coisa já foi feita seguindo o que rezam na Constituição, e soberania da Indonésia; mas lamento sim; era um Traficante; mas... Era uma Vida.
Mas tudo isto me fez voltar a Deus em paradoxos nestes versos de Cassimiro de Abreu; que eu anexo ao conteúdo para reflexões...
Deus
Eu me lembro! eu me lembro! - Era pequeno
E brincava na praia; o mar bramia
E, erguendo o dorso altivo, sacudia
A branca escuma para o céu sereno.
E eu disse a minha mãe nesse momento:
“Que dura orquestra! Que furor insano!
“Que pode haver maior do que o oceano,
“Ou que seja mais forte do que o vento?!” -
Minha mãe a sorrir olhou p’r’os céus
E respondeu: - “Um Ser que nós não vemos
“É maior do que o mar que nós tememos,
“Mais forte que o tufão! meu filho, é - Deus!”-
Mas tudo mudou em... Fragmentos
Quando vejo assim...
O mundo é uma mentira, a glória – fumo,
A morte – um beijo, e esta vida um sonho
Pesado ou doce, que s’esvai na campa!
O homem nasce, cresce, alegre e crente
Entra no mundo c’o sorrir nos lábios,
Traz os perfumes que lhe dera o berço,
Veste-se belo d’ilusões douradas,
Canta, suspira, crê, sente esperanças,
E um dia o vendaval do desengano
Varre-lhe as flores do jardim da vida
E nu das vestes que lhe dera o berço
Treme de frio ao vento do infortúnio!
Depois – louco sublime – ele se engana,
Tenta enganar-se p’ra curar as mágoas,
Cria fantasmas na cabeça em fogo,
De novo atira o seu batel nas ondas,
Trabalha, luta e se afadiga embalde
Até que a morte lhe desmanche os sonhos.
Pobre insensato – quer achar por força
Pérola fina em lodaçal imundo!
- Menino louro que se cansa e mata
Atrás da boboleta que travessa
Nas noites do mangal voa e se perde!...
Cassimiro de Abreu, Dezembro 1858
Sem mais... Dr. Ademar Raimundo de Barros.
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