Satisfaction
Eu acho que não
Pois da forma que protagonistas se comportam,
E no desenho dos fatos acontecidos
Quem poderia supor que em longo prazo
Numa palavra só
Todo fosse o legado
De clientela pobre, e desassistida,
No parecer de tantos satisfeitos
Não! Nunca!
A nossa insatisfação recursa-se vê
A desorganização de cada Estado
Na decadência lenta do Direito
Perante a Idolatria do ilícito
“Mais que perfeito”
“Calmo”
“Ético”
Inédito não!
Já esperado
Como reedição de 1930
Coronéis! Políticos! Justiceiros
Ou reviver então
Os Idos Anos logo após Sessenta,
Chorar Setenta
E sentir saudades da “Revolução”;
O que não me parece mais
Tão paradoxal
É o inúsito! E espetacular salto das Castas
Que despidas das vestes do cangaço
Despiciendam-se de esforços dramatúrgicos
E isentam-se do trágico patrocinado nos trajetos
Que fogem da comédia, e do patético;
E no silêncio lógico do Filósofo
A Mágica fez-se Mago
Nesta mistura fina de “Democracia”
E refaz a Ilusão
Por estratergia própria da Política
E ilude a crítica
E cala
As composições, e alianças;
Óbvio que não enganará o mais astuto
Mas inculcará a tantos e confirma
A Hipotética tese da hipótese mínima
Da inclusão de vândalos e fanáticos
Neste confronto que se prenuncia
Veros versus Veras... Se existam Veras
Falas contra Falos... Se existam Falos
Falsos versus Falsos... Inexistem Veros
E tudo sem dizer uma palavra
Nada se fez de pranto
Nada se fez de ódio, ou fez-se riso...
Só depois
Pois tudo ficou calado na Cinética
E nas manifestações patéticas de protestos
Eram Pacíficos?
Ou inespecíficos; eram?
Como Varias Peças Teatrais muito ensaiadas
Aonde Palhaços não se atreveram sorrir
Ou fazer graças
Para outros “Palhaços”
Que se acercam ao Circo
Tão pouco dançar...
O Frevo! O Boi Bumbá!
E o Maracatu rolou... Festa de “Santos”
E em Abreu e Lima a confusão geral
No seu entendimento, ou na compreensão.
Na dúvida se prol, se réu;
Sem nem saber o que aconteceu
Ou o que seja ser...
Roubo, ou Furto.
E na acinética implictium dos instintos
O encantamento desses inocentes
E no sigilo íntimo dos concisos
A consciência de que nada fizeram
Mas os “desentendidos” entenderam...
Nada! Ainda! Pois continua tudo dominado...
Apesar de este Placar incômodo
Até! Pela própria natureza
Norte/Nordeste; Um.
Sudeste/Sudoeste; Zero.
E o povo Cabreiro
Sisudo!
A si pergunta ensimesmado
Será se voto?
E se empato o jogo?
E se o Juiz anula tudo... Na segunda etapa
É Fraude? É Furto? É Roubo?
Êh! Lasqueira
Madeira de dar em doido
Poeira desta Estrada... A Lida,
Com estes tropeços da História;
Contos... Para Boys dormirem
Enquanto da pobre Vaca restem somente apenas
Peles, e Ossos; Se!
Ainda existam
Que diga o Tempo que virá depois,
Pois... Tudo passa.
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Comentários do Autor: É bom deixar acontecer mais coisas para que se consolidem as afirmações, mas fiz modificações para um Poema dedicado exclusivamente a situação recém que possa vir criar Asas demais, visto que exista um análogo nos Desastrolados do Desconhecido, mas diferenciado um pouco no conteúdo, bem como também diferenciado do momento. Agora se nos dispuzermos no critério de análises meticulosas de detalhes: vamos verificar que tudo o que ocorreu no período Copa do Mundo de Futebol, está novamente acontecendo neste período próximo ao Pleito Eleitoral: o que nada mais, nada menos, representa para mim: a desmoralização da Política Brasileira.
Eu duvido que isto venha ocorrer nos Estados Unidos! Poderá ocorrer até de forma maior, se por racismo matarem um Negro; mas por aqui aonde tudo é diferente: aonde Negros e Brancos se acasalam: e onde Ricos e Pobres se misturam nas épocas de Políticas; mas o Vandalismo denunciado anteriormente voltou: e cantam por aí que é por conta do Narcotráfico, e que tenha já até Torcida Organizada nas Favelas que uníssonas cantam... O Campeão voltou! O Campeão votou! Quando Campeões estão nas Ruas nas Caras de Santos dos “Canteiros”, e nas Bandeiras e Côres Partidárias, e nas Malas que correm à Luz do Dia nas Vielas: enquanto “Pombas Lesas” enfrentam as Polícias, e tocam fogo em Ônibus num delírio de Paixões “Incompreendidas” na medida em que apontam um Falo só; que nem sei sequer para onde este Falo aponte, mas pra Semiraminha sei não é, e talvez seja pros Céus que ele aponte; ou para a Avalanche prestes a cair sobre os Poderes; se estes não forem fiéis aos seus próprios princípios, e esquecerem-se de que o principal chama-se... Ordem.
Sem mais, e ao som; De... SATISFACTION
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
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