A
Herança dos “Anjos”
Anjos
de “Véu em Brasas”
Quem
lhes deu essas Asas não fui eu
Nem
as “podei”
Nem
fui quem pôs nas vossas mãos
Essas
espadas
Nem
em vossas cabeças
Água
e Grinaldas
Nem
se essas noções... Seriam mágoas
Nem
as concepções... Seriam Santas
Nem
falsas encenações... Esgar de “lágrimas”
Nem
por dedução eu quis
Mas
algo me diz... Supões
Que
sei que seria demais para mim
Supor
ou deduzir que vocês viveram a vida à Míngua
E
da Míngua e Miséria se fizeram
Deduzir
ou supor
Que
deveria ser imposto a mim
Somente
a culpa
E
a responsabilidade exclusiva
De
Dolo e Pena
E
nesta hipocrisia de detalhes
Fez-se
a “Fisionomia da inocência”
E
que o retrato falado do Pai
Seja
apenas
A
Antropologia de um Monstro
Com
um detalhe a mais...
Traços
Patognomônicos... De Psicopatia Esquisofrênica
PMD
Mania por enquanto
Antes
que Obsessões e Delírios
Não
aflorem
E
me transformem
Dono
de Personalidade Psicopática
Que
neste anacronismo de “encontros”
No
“Óleo” do automatismo destas Lágrimas
E
neste largo de Mar de Ondas e Tormentas
E
nestas tantas questões de afetos ressentidos
Nesta
Fisiopatologia Autoimune que me consome
Será?
Serei somente uno a mais
Quando
nem sei se...
Será!
Serei somente uno a menos
Logarítimo
“inútil” de um Rol
Nas
Contas de um Rosário
Que
meus Dedos tateiam
Quando
em Reza rezo
Os
meus ressentimentos medidos na razão
De
números de Avógrados
Dos
Pais considerados inúteis ou estorvos
Quando
não
Arquivos
de conflitos
Independente
de que os seus Cabelos Brancos
Já
sejam... Apelos de apegos
Na
certeza de que se espelhem
Nos
termos de seus legados
O
Dote que não tiveram
O
Fado que carregam para sempre
E
se é que seja a minha herança
Alvo
predileto
Desses
Amores especulativos... Deixo-a em Versos
Herança
meus amores!
É
aquilo que os mortos deixam
Para
que os vivos se matem... Uns aos outros
Mesmo
que sejam irmãos
Que
sejam Filhos ou Filhas
Ou
que haja ocorrido
Num
espaço de tempo exíguo
A
máxima do máximo... “Eu te amo”
Mesmo
no mínimo de “Afetos”
Transformados
em máximos... De convívios inexpressivos
Nestes
recatos de dúvidas
Que
moram no silêncio do nada
Que
por não ter valor
Algo
lhe dê carência
E
um engana um
Ou
dois... Enganam os próprios mesmos
Quando
é possível dizer... Guardo as “mágoas”
Quando
o “Ódio” requer... Cédulas em Safiras
Ah!
Dinheiro
E
o insensível ser possa dizer... Valeu a Pena
Mostro
e mostrei meu Pai... Pobre! E Coitado
Um
Otário a mais assim... Como bem quis
Dr.
Ademar Raimundo de Barros.
Comentário
do Autor: Nem um passo a mais Senhor Ademar; pois isto poderá estar contido no
termos de uma Jurisprudência assim descrita... “Dispienda-se, pois se trata de
Matéria Perclusa” – Óbelos! Belos! Elos de uma Cadeia de “Escravos”; aonde a
Cinderela deixou “pegadas” de um só Sapato; e ora! Se fossem dois... Pobre! Do
Príncipe: que ainda precisa ouvir de várias “Autarquias” do Direto... Velho!
São suas as Filhas, e quê Pai é você? Pouco nos interessa se tenham:
Maioridade, Escolaridade Superior, que uma seja casada, que outra milite o
Mercado Exíguo de Trabalho: quando você é Médico! E ainda contesta com esta
Petição de Medida Cautelar quando apenas tens 64 Anos, e Mazelas que ninguém
confirma as incapacidades delas, mas que tu alencas em teu favor... E
Tuberculose Broncogênica não é nada; como nada influi ou contribui esta
Atestação Diagnóstica Clínica desta Patologia Hanseníase, pois ainda faltam as
tuas Filhas as Pós, se não faltar também, as Teses de Mestrado que elas não
têm, e que por Direito venham a ter... Nego! A provisão do Apelo e anexe-se aos
Autos do Processo, a impropriedade intempestiva de Recursos que esta Vara
exime-se de rever.
Pobre Juiz! Talvez horrorizado pela “Nostalgia” e Sátira indómita, e inquestionável e
constante nos Versos de Rita Lee...
E
que não conheça em profundidade a abrangência das conceituações contidas nas
paráfrases de quem compôs... Viva a Sociedade Alternativa: quando no momento
vivemos esta realidade nos... Sem Terras, Sem Tetos, Sem Salários, Sem Educação,
Sem Saúde, Sem Segurança Pública, Sem Acesso ao Direito, Gays e Lésbicas, Mulas
do Tráfico, Escudos Humanos, Criminalidade Infanto Juvenil, Vítimas do Crack,
Moradores de Ruas, Imigrantes Ilegais, Filhos das “Santas”, Escravos de “Jó”, e
Outros, e outros, e outros... E Etc, etc, etc... Quando no Palco desta vida surgem outros personagens... Os Nem/Nem e os Transgênicos da Tribo dos Tô Nem Aí; que não estudam nem trabalham; e apáticos
não conseguem construir nem destruir, pois vivem dos Pais: Quero-Queros e Vem-Vens;
“Querubins”; “Queromais” e Querobens; Malmequer ou Bemmequeres-Bem-te-vi, mas “Amanhã-eu-vou” e serei; Mal-Te-Quero logo Mal-te-vi, os Híbridos de Pica-Paus; que nem Maioridade lhes importam, e nem continuidade
lhes convém; e nem Escolaridade alguma, nem Nível Superior que gira ads eternum;
nem Pré nem Pós, Nem Mestre, nem Mestrado, nem Mercado de Trabalho; nem sobem nem saem de cima; párias de seus próprios instintos insatisfeitos com a autoafirmação de outros "Egos"; Filhos abandonados
que serão “correntes” de Pais-avós: senão (estes) irão prestar contas na
Justiça em nome do Estatuto da Criança e Adolescência: já que o do Idoso nada
impede que ele possa contribuir depois de cumprida as suas responsabilidades
nas Pensões: ou independente de que isto existisse: e por essas razões não
solicito Vênia e compreendo-vos... Nemnem discuto mais a não ser refletir...
Viva! Viva! Essa Sociedade Alternativa; viva!Viva! Viva!
Sem
mais
Dr.
Ademar Raimundo de Baros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário