domingo, 10 de agosto de 2014

A Herança dos “Anjos”



A Herança dos “Anjos”



Anjos de “Véu em Brasas”
Quem lhes deu essas Asas não fui eu
Nem as “podei”
Nem fui quem pôs nas vossas mãos
Essas espadas
Nem em vossas cabeças
Água e Grinaldas
Nem se essas noções... Seriam mágoas
Nem as concepções... Seriam Santas
Nem falsas encenações... Esgar de “lágrimas”
Nem por dedução eu quis
Mas algo me diz... Supões
Que sei que seria demais para mim
Supor ou deduzir que vocês viveram a vida à Míngua
E da Míngua e Miséria se fizeram
Deduzir ou supor
Que deveria ser imposto a mim
Somente a culpa
E a responsabilidade exclusiva
De Dolo e Pena
E nesta hipocrisia de detalhes
Fez-se a “Fisionomia da inocência”
E que o retrato falado do Pai
Seja apenas
A Antropologia de um Monstro
Com um detalhe a mais...
Traços Patognomônicos... De Psicopatia Esquisofrênica
PMD Mania por enquanto
Antes que Obsessões e Delírios
Não aflorem
E me transformem
Dono de Personalidade Psicopática
Que neste anacronismo de “encontros”
No “Óleo” do automatismo destas Lágrimas
E neste largo de Mar de Ondas e Tormentas
E nestas tantas questões de afetos ressentidos
Nesta Fisiopatologia Autoimune que me consome
Será? Serei somente uno a mais
Quando nem sei se...
Será! Serei somente uno a menos
Logarítimo “inútil” de um Rol
Nas Contas de um Rosário
Que meus Dedos tateiam
Quando em Reza rezo
Os meus ressentimentos medidos na razão
De números de Avógrados
Dos Pais considerados inúteis ou estorvos
Quando não
Arquivos de conflitos
Independente de que os seus Cabelos Brancos
Já sejam... Apelos de apegos
Na certeza de que se espelhem
Nos termos de seus legados
O Dote que não tiveram
O Fado que carregam para sempre
E se é que seja a minha herança
Alvo predileto
Desses Amores especulativos... Deixo-a em Versos
Herança meus amores!
É aquilo que os mortos deixam
Para que os vivos se matem... Uns aos outros
Mesmo que sejam irmãos
Que sejam Filhos ou Filhas
Ou que haja ocorrido
Num espaço de tempo exíguo
A máxima do máximo... “Eu te amo”
Mesmo no mínimo de “Afetos”
Transformados em máximos... De convívios inexpressivos
Nestes recatos de dúvidas
Que moram no silêncio do nada
Que por não ter valor
Algo lhe dê carência
E um engana um
Ou dois... Enganam os próprios mesmos
Quando é possível dizer... Guardo as “mágoas”
Quando o “Ódio” requer... Cédulas em Safiras
Ah! Dinheiro
E o insensível ser possa dizer... Valeu a Pena
Mostro e mostrei meu Pai... Pobre! E Coitado
Um Otário a mais assim... Como bem quis

                                       Dr. Ademar Raimundo de Barros.


Comentário do Autor: Nem um passo a mais Senhor Ademar; pois isto poderá estar contido no termos de uma Jurisprudência assim descrita... “Dispienda-se, pois se trata de Matéria Perclusa” – Óbelos! Belos! Elos de uma Cadeia de “Escravos”; aonde a Cinderela deixou “pegadas” de um só Sapato; e ora! Se fossem dois... Pobre! Do Príncipe: que ainda precisa ouvir de várias “Autarquias” do Direto... Velho! São suas as Filhas, e quê Pai é você? Pouco nos interessa se tenham: Maioridade, Escolaridade Superior, que uma seja casada, que outra milite o Mercado Exíguo de Trabalho: quando você é Médico! E ainda contesta com esta Petição de Medida Cautelar quando apenas tens 64 Anos, e Mazelas que ninguém confirma as incapacidades delas, mas que tu alencas em teu favor... E Tuberculose Broncogênica não é nada; como nada influi ou contribui esta Atestação Diagnóstica Clínica desta Patologia Hanseníase, pois ainda faltam as tuas Filhas as Pós, se não faltar também, as Teses de Mestrado que elas não têm, e que por Direito venham a ter... Nego! A provisão do Apelo e anexe-se aos Autos do Processo, a impropriedade intempestiva de Recursos que esta Vara exime-se de rever.
Pobre Juiz! Talvez horrorizado pela “Nostalgia” e Sátira indómita, e inquestionável e constante nos Versos de Rita Lee...




E que não conheça em profundidade a abrangência das conceituações contidas nas paráfrases de quem compôs... Viva a Sociedade Alternativa: quando no momento vivemos esta realidade nos... Sem Terras, Sem Tetos, Sem Salários, Sem Educação, Sem Saúde, Sem Segurança Pública, Sem Acesso ao Direito, Gays e Lésbicas, Mulas do Tráfico, Escudos Humanos, Criminalidade Infanto Juvenil, Vítimas do Crack, Moradores de Ruas, Imigrantes Ilegais, Filhos das “Santas”, Escravos de “Jó”, e Outros, e outros, e outros... E Etc, etc, etc... Quando no Palco desta vida surgem outros personagens... Os Nem/Nem e os Transgênicos da Tribo dos Tô Nem Aí; que não estudam nem trabalham; e apáticos não conseguem construir nem destruir, pois vivem dos Pais: Quero-Queros e Vem-Vens; “Querubins”; “Queromais” e Querobens; Malmequer ou Bemmequeres-Bem-te-vi, mas “Amanhã-eu-vou” e serei; Mal-Te-Quero logo Mal-te-vi, os Híbridos de Pica-Paus; que nem Maioridade lhes importam, e nem continuidade lhes convém; e nem Escolaridade alguma, nem Nível Superior que gira ads eternum; nem Pré nem Pós, Nem Mestre, nem Mestrado, nem Mercado de Trabalho; nem sobem nem saem de cima; párias de seus próprios instintos insatisfeitos com a autoafirmação de outros "Egos"; Filhos abandonados que serão “correntes” de Pais-avós: senão (estes) irão prestar contas na Justiça em nome do Estatuto da Criança e Adolescência: já que o do Idoso nada impede que ele possa contribuir depois de cumprida as suas responsabilidades nas Pensões: ou independente de que isto existisse: e por essas razões não solicito Vênia e compreendo-vos... Nemnem discuto mais a não ser refletir... Viva! Viva! Essa Sociedade Alternativa; viva!Viva! Viva!



Sem mais
Dr. Ademar Raimundo de Baros.

Nenhum comentário:

Postar um comentário