Pré-históricos III
Juro! Que me espantei,
Pois nunca havia visto homens assim
- E logo eu!
Que num passado vi a Perfeição
E fiquei feliz pelo Batismo
Eu! Nas águas do Jordão
E diante de mim... O Caminho, a Verdade, e a Vida.
Esplêndido!
Por mais que absurda que sejam estas verdades
Escondidas há Milênios
Como tantas
Destruídas nas Civilizações passadas
Nas longas Noites da Idade Média
E em outras Eras, bem antes de Cristo,
E muito Tempo após
Mas o homem primitivo não comia;
Devorava
Baixava a cabeça para beber
Submergindo os grossos Lábios na Água
Posto não conhecer
A ação que a levasse a Boca
E seu andar... Pesado e vacilante
Como se a vontade
Não interviesse
Como se esquecesse... Qual passo seguinte
E seus olhos vagavam sem expressão
Como se a Visão não distinguisse
Nem existisse
Um reflexo sequer... Da própria Alma
E seu amor
Ou seu ódio
Nasciam de suas necessidades
Quando eram satisfeitas, ou contrariadas.
Passageiras!
Como as impressões
Súbitas! E sem haver sentido, ou emoções,
Pois nada se estampava em seus espíritos
Grosseiros! E sem a menor noção
De qual sensibilidade, ou origem.
O Homem primitivo mal falava
Mas emitia alguns sons
Fonemas estridentes das Cordas Vocais
Reflexos Glossais, ou Laringeus;
Vagais, ou Recorrentes,
Que... Por Dislexia Neurosensorial;
Por quantas vezes...
Mordiam as palavras entre os Dentes
Sem nem saber por quê
Acompanhadas de gestos
Os precisos para responder
Às suas necessidades mais urgentes
Os imprecisos para calar
Quando as palavras morriam
Na Arcada Dentária
Ou no topo da Abóbada Palatina
Pois era uma ofensa grave o aborrecimento
E imprevisto era... O seu desfecho
O Homem primitivo nunca ria
Nunca seus olhos derramaram lágrimas
E seu prazer... Um grito
Como sua dor... Era Gemido
O pensar fatigava-os
Pois fugia do pensamento
Como quem foge da Luz
Preferia ser só
Do que viver em sociedade
E buscava a solidão
Na escuridão das Trevas
Para não dar satisfações da sua existência
Tão pouco
Das suas reações interpessoais
Escravo do mais grosseiro egoísmo
Não se ligava a quem, senão, a si.
E se uma companheira procurava
Era por Lapso
Quando imperioso eram
Os desejos da carne
Instintos despertos
Como Cios
Em posse animalesca vindas, ou não,
De pares a parte
Sem a compreensão de qual propriedade
Sem a menor noção
De Filhos
Ou de Prole
- E desses homens brutos do primeiro Dia
O predomínio orgânico fez gerar a força;
E a vontade subjugada pela carne,
Veio gerar... Abusos, e absurdos das forças
Que fizeram gerar o Ódio
Mas dos estímulos da carne fez-se,
Nascer o Amor
Essa Luz que age, e luta sobre o tempo.
Que fez gerar as sociedades primitivas
Que fez evoluí-las até hoje
E se a Família exista pela carne
A Sociedade existe pela força
E seguindo Online
O homem mais forte é o senhor da tribo
A mais poderosa... É o lodo das outras
E as tribos errantes agem como Furacões
Arrasam tudo que lhes venham em frente
Como se fossem Pestes
Rickettsia... A Tese
Como Gafanhotos sobre a Terra
Pragas... São Antíteses
Como o Mar Vermelho envolto em sangue
Como o Mar Morto aquiscedesse... E secasse
Como se enxames... Atiçassem
Como se da Vida... Esquecessem
Mais uma vez atribuo a
Autoria a Edgard Armond... Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Comentários do Seguidor: Chamo a atenção para
“Os Exilados de Capela”: prefaciado assim... Queiram ou não queiram os Homens,
com o tempo, a Luz da Verdade se fará nos Quatro Cantos do Mundo (palavras de
Razin, o Guia Espiritual). Oportunamente deixo para aqueles que tenham a
curiosidade de conhecer esta Obra Literária: eu nas suas entre linhas vamos
encontrar menções a: “O Gênesis”, de Moisés – “O Gênesis”, de Kardec – e “A
caminho da Luz”, de Emmanuel.
Mas não poderia deixar de buscar respaldo
legal para o que transcrevo: nesta simples observação Bíblica:
C4 9 Disse o Senhor a Caim; Onde está Abel,
teu irmão? E Caim lhe respondeu: Não sei. Porventura sou eu guardador de meu
irmão?
C4 10 e DISSE Deus: Que fissestes? A voz do
sangue de teu irmão clama a mim desde a
Terra.
C4 11 Agora, pois, maldito sejas tu sobre a
Terra, que abriu sua boca para receber pela tua mão o sangue de teu irmão.
E para resumir:
C4 14 Eis que hoje me lanças da terra, e da
tua presença me esconderei, e serei errante e fugitivo na terra; e acontecerá
que qualquer que me encontre, me matará.
A prova inequívoca vem a seguir:
C4 15 o Senhor lhe respondeu: Certamente
qualquer que matar a Caim, sete vezes será castigado. Então o Senhor pôs um
sinal (Qual sinal?) em Caim, para que não o matasse qualquer que o achasse.
Tem mais! Qual Sinal? O Sinal seria a Cor da
Pele Negra... Meu Deus não é afeito as imbecilidades existentes, e vos digo por
que já ouvi as imbecilidades de fanáticos (tidos religiosos, salvos, e Cristãos);
e tem mais:
C4 17 Coabitou Caim com sua mulher, a qual
concebeu e deu à luz à Enoque; de Enoque gerou-se Irade, e nestas sucessão
gerou-se Lameque que um dia disse para suas mulheres e demais (C4 23): Ada e
Zilá! Ouvi a minha voz; mulheres de Lameque! E escutai meu dito: matei um varão
porque me feriu; e um jovem porque me pisou (24)... Se sete vezes será vingado
Caim, Lameque em verdade o será setenta vezes sete... Reflexos de
primitividade! Instintos que perduram ainda hoje.
Dr. Ademar
Raimundo de Barros.




Boa Noite meu querido Tio Ademar!!!
ResponderExcluirComo é bom recordar a ideologia do grande Edgard Armond, em sua Obra Prima, Os Exilados da Capela...
Quanto é bom recordar que somos, cada um de nós, o próprio passado remoto...Que somos sim os homens primitivos do passado que voltaram a fim de se aperfeiçoarem ainda mais...
Quanto é dura essa auto-lapidação...Quanto é difícil para muitos se reconhecer naqueles distantes ancestrais primitivos...É verdade sim...
Bem bolado o seu poema...A sua crônica poética...Muito interessante o jogo de ideias que você apresenta...
Que o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO continue te inspirando a falar a verdade...A moderna e mais primitiva verdade...
Muita PAZ e muita LUZ...Abraço Fraterno!!!
Obrigado Michell pelas suas colocações, e principalmente quando você diz... Quanto é dura essa auto-lapidação, e o quanto seja difícil a nós; nos reconhecermos naqueles ancestrais da Humanidade. Fiquei muito feliz por ver o comentário na visualização Dez de, Pré-históricos III (Dois números de Deus), mesmo eu aqui neste estágio (talvez também III) de minha Evolução Espiritual; mas não me faz mal, pois tenho por consciência que seja enorme a distância que me separa ainda da Perfeição: mas que possa fazer? Se por convicção, nada me leve a crer noutra realidade, e que tantas imperfeições ainda moram em mim: e que ainda devo agradecer a Deus; a dádiva de me fazer renascer; por quantas, ou tantas vezes: caso haja a sua permissão, e se eu fizer que mereça.
ResponderExcluirMas gostaria independente da minha pobreza: que meu Deus nos enviasse o Espírito de Moisés; e que este se materializasse diante doa que possam estar nesta Reunião do G7, e que ele fosse Filmado, Retratado, Perguntado, Tocado (para se excluir qualquer hipótese de Ilusão), que até pudesse dizer algumas verdades que precisamos ouvir; e que deixasse mais uma vez; uma réplica perfeita e idêntica; da primeira Legislação que deus lhe entregou para que fosse entregue a Humanidade.
Agora! Um pedido a parte... Demore um pouco Moisés! Faz uma peregrinação,e supervisiona o que está acontecendo na África, no Oriente Médio, no Ocidente, e no Oriente; mas que não esqueça: Os Hemisférios; nem o Sul, nem o Norte: e veja o que se possa fazer nas Calotas Polares; depois sobe de encontro a Deus para rogar por nós... Ricos, ou Pobres; tão ignorantes!
Desculpem-me... Mas sonhar é preciso
Quando
Navegar é possível
E viver... Não é preciso
Para podermos ver... Tudo acabado
Sem mais, Dr. Ademar Raimundo de Barros.