terça-feira, 3 de junho de 2014

Pré- históricos II



Pré- históricos II



- Adão não havia vindo ainda
Pois eu via um homem,
Dois homens,
Três!
Via muitos homens, em meio dos homens,
Porém não via Adão
E mesmo perguntado
Nenhum daqueles conheciam o próprio
Nem esta conotação... Eis o primeiro
Nem! Eis “o mais velho”
Eram homens primitivos
Esses que meu espírito contemplava
Era o primeiro dia da Humanidade
Do primeiro sentimento coletivo
Da vontade
E da Luz
Era sentimento, ou sensação?
De uma vontade que desvanecia
As sombras de instintos animalescos




Alimentavam-se de frutos e raízes... A princípio
Depois a caça, ou carne,
Vem a “Mesa”
E a Pele delas serve-lhes de roupagem,
Pois já não viviam isolados
Nos Rochedos
Entre as Pedras
Dentre Rochas
Locas! Ou Cavernas
Vez em quando... Grutas
Para fugir dos outros
E dividir o espaço
Feitos Cobras
Feitos Feras
Que lhes rodiavam
Feito seres “semelhantes a eles”
Que procriavam instintivamente
Sem nenhuma preocupação
Sem substabelecimentos entre si
De laços de intimidade, ou de afetos;
E quem os olhasse...
Não diria jamais
São... Seres Humanos

E minha curiosidade perscrutava-os,
Pois a lógica dizia-me
Primeiro procuraram o que comer
Depois uma mulher
E juntos... Tiveram filhos


- Quantos? Nem sei dizer
Mas o meu Espírito não conseguia ver;
O Homem do Paraíso
Via muito menos
Que naqueles
Pouca coisa, ou nada, possuíam do conceito,
Que nós temos
E chamamos... Animal Superior
Seus olhos não refletiam a luz da inteligência
Rostos desaparecidos sob os cabelos ásperos
E a rigidez constante daquelas cabeças
Que do prognatismo natural
Dos Mentos
Justificava-se... O desmesuramento daquelas bocas abertas
Cujos dentes enormes
Mais pareciam prêsas...
Mãos parecidas aos Pés
Que com frequência
Deles faziam emprego
Pele pilosa e rija cobria as suas carnes duras
E secas; não dissimulavam a fealdade cumum,
Daqueles “Esqueletos”
Oh! Se tivésseis visto
Como vi...
O Homem do Primeiro dia
Com seus braços magros e esquálidos
Caídos ao longo do corpo
E com as Mãos pendidas aos Joelhos
Terias fechado os olhos pra não ver
Ou procurarias esquecer... Foi um sonho
E jogarias ao subconsciente;
Nem foi um sonho! Ah! Que pesadelo!


         Queiram ou não queiram os Homens, com o Tempo, a Luz da Verdade se fará nos Quatro Cantos do Mundo.

Palavras de Razin, o Guia Espiritual para esse Poema que quero deixar a sua Autoria para Edgard Armond, pois minha participação neste seriado, “Pré-históricos”; é mais informativa.



Sem Comentários a fazer: Dr. Ademar Raimundo de Barros.



 

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