quinta-feira, 24 de abril de 2014

Espículas dos Escrúpulos.


Espículas dos Escrúpulos.



E me pergunto
Quem predestinou José... A ser escravo
O filho de Jacó? De quem?
Resgates que em vida pode vir
Quando é mais comum que venha... Noutra
Mas predestinado veio premunido
A predizer os Sonhos
E desvendar segredos
E ser reconhecido no Egito
Pra demonstrar após,
A inutilidade do poder adquirido
Pela ambição
Pela imposição do ilícito
Tendo como amparo
A cumplicidade da inveja
E a corrupção dos costumes por ilicitudes
Que advém; de Idos... Nesta vida
Daqueles que
Por devaneios
Enganam até aos Pais
E ferem Direitos, e Princípios;
E transfiguram a sua própria índole
Do ser o eu
Ou Rei! Ou homem
Do ser... Nação, ou ser Estado.
De ser; seja o que for,
Mas que seja... Legítimo, e genuíno.
Na propriedade de suas próprias ações
E na legitimidade de suas atitudes

E dentro dela; eles...
Eram Vidas
E dentro dela... A primiparidade em disputa
Por Gemelaridade consequente
E ela foi a Ele
E Ele; veio a ela.
E ela perguntou-lhe
- Deus! Por que é que tanto brigam
E Ele respondeu-lhe
- Mulher! Há duas Nações neste teu ventre
- Dois povos se dividirão nas tuas entranhas
- Um será mais forte que o outro
- E o maior servirá
Ao que tiver... Menor tamanho

E nasceram os Gêmeos
Seguindo a Lei de Deus... E a Lei da Física
E a densidade fez-se lógica
E o de porte maior
Fez por merecer
A primogenicidade
E a inteligência nata dos “menores”
Sucedeu a este... Mesmo agarrado a seus calcanhares
E se isto não fizesse
Não haveria nascido vivo
Pois anômala seria a “apresentação”
Córmica, ou transversa...
São reticências
Nos Partos Normais
Salvos se... Meu Deus quiser
E assim Deus quis
Ele quis ver; Jacó, Esau... Fazer História
E ver ser feita a sua predição.

Assim nasceu!
Esperto ‘”secundíparo”
Mais inopinado que o primogênito
Porte franzino
Esperto! Como a Antropologia nos ensina
E o brilho da inteligência nos seus gestos
Na sua fisionomia típica
Que mais parecia dizer...
Quero!
Pois nada tenho a perder
E essa... É minha própria sina
Diz-me Deus!
Pobre de Isaú! Judeu Varão
No campo
Na Caça
E no tempo
Era; o qual Isaque mais amava,
Mas Rebeca amava mais... Jacó

Feito estrutura de Pau Ferro
Pau de bater “em Doido”
E do Ébano... O Lenho
Pedra de Granito
Planta de “Pau D’Arco”; se quisera ser.
E “quando”
Lavra de Vulcão sempre ativo
Brilho de “estrelas” nos seus olhos
Sede pelas horas
Cautela dos momentos
E a esperteza da alma... Nunca ausente
Astúcia! Quando pensa; seja a caça.
Feitiço! Se precisar for; que seja feito.
Luz... Se a Escuridão se faça
Rosto de Esperança... Se na Lida
Gosto de vingança... Se na Luta
E se dispersa como vento; diga-se... Voa
E o Vento passa
Só ele diz... Mas volta
Só ele grita... Avança!
Só ele agita... Vençam!
Só ele diz... Merecem! Ou mereço
O mesmo Sal
O mesmo Sol

- E por amar demais a vida; Isaque!
Por Deus!
Por Enoc!
Por Elias!
Vamos esquecer um deus menor... Pela Vida
Vamos nos lembrar... De um Deus Maior
Por essa mesma Vida
Vamos tentar cuidar dessas feridas
Sob o poder da Criação
É! Tem que ser
Vamos tentar unir
Quem Deus determinou nascer “Unidos”...
Esau; Jacó
Pela Paz
Por Amor
Pelo poder até! Da imaginação
Pois se é que queiram que eu repita
É a Vida!
Ela é linda!
É bonita! E é bonita
Independente de quem possa dizer... Não!
                                                  
                                               Dr. Ademar Raimundo de Barros.

Comentários do Autor: E como não posso dizer... “Nada a Perder”; e nem possa dizer... Navegar é preciso; viver, não é preciso: e já preocupado com o número de 126 POSTAGENS: que a Numerologia já me diz que; 125 (satisfaz), pois; Doze são os Apóstolos, Três; são as três Pessoas da Santíssima Trindade (e eu não sou; nem Pai, sou “filho”, porém não sou o Espírito Santo); nem nunca desejei ser dois (Patinhos na Lagoa), diante do: “Sete”, ou no meio de “seis”; e se eu somar depois, mais uma Postagem: deixo de ser Nove, e consequentemente me instalarei inadequadamente no lugar do Dez; e inconsequentemente vou querer ser 11; um a mais que os próprios Supremos, quando minha consciência sabe muito bem... Que nunca serei; um Iluminatis... OK?
(Dr. Ademar Raimundo de Barros), mas não por que eu não queira não; é que me falta muito para ser; e seria sonhar demais: o que me faz lembrar as minhas origens Brejeiras, de “Forró de Pé de Serra”, e de uma linguagem carregada de vícios do Regionalismo Nordestino... Ah!”Se eu sesse”! Dão! Dã! Dão! Dã! Dão! Deus é Grande! Cumé! Já Tenho um pedacinho lá No Céu! Cumida farta, e capizim pro Gado; mizera num mais vê! Ai! Coitado! Cegim aqui é bom; e de toda esmola grande, desconfia.
Este é o cenário que observo em: Desastrolados do Desconhecido, pois se volto aos “Anônimos da Poesia e da Arte” a coisa é parecida, ou bem pior, posto que: já somo 109 Postagens, o que numerologicamente falando significa que ultrapassei nove vezes a cota prevista para o impossível; ser um Dez: e mesmo me excluindo de ser a nona hora do Dia (isto em Numerologia), quando o Sol brilha mais; e esta exclusão do, Nove: equipararia-me a 100 (nunerologicamente; os mesmos Dez; vezes Dez), e quem seja eu, para merecer tanto conceito: e pior é que se não aceito, os dois zeros por despeito, ou alguma coisa contra, por alguém: volto para ser o número 1; que significa único, e só não sei o quê...
O único que sonhava demais
Que falava demais
Que via
E dizia que viu
Quem
Quando
Onde, ou aonde.
E além do mais;
Sabia quem queria dizer
E quem dizia...
Silencia Ademar! Antes que Tardia

Tudo isto por que preferi ser o Poeta de instante, de momentos; como um Paparazzo convicto do presente, do passado, do próximo passado (se o Amanhã ainda existir); mas do futuro, não! Poetizá-lo será muito triste, e não haverá nenhuma alegria nos Versos; nem nenhum motivo pra sonhar, pois a realidade será atroz, e a Morte será então...  Uma Rotina.
Não me tenham como Herege; por vir de encontro as Bíblias, e discordar: desses Apocalipses, desses Holocaustros humanos, destes genocídios; Homicídios, Suicídios (dismensurados; mas preditos), mas que possa fazer? Se quando se fala em Deus, é tão comum o uso de:
Oh! Grandeza! Oh! Misericordioso! Oh! Perfeição, e ainda tenho contra qualquer argumento de minha parte: este Aforisma Universal... Não há uma folha que caia se não seja pela vontade do Pai; e esta “Hipocrisia Humana” que diz... Deus fez o Homem a sua semelhança; quando não conseguimos ver no homem: esta Pureza, esta Perfeição, estes traços de Divindade, de Misericórdia, ou de Compaixão, nem o reconhecimento de seus próprios defeitos.
Deixo na singeleza desta composição de Autoria de Gonzaguinha, na interpretação de Maria Bethania um pouco dos meus sentimentos em questão...


Sem mais
Dos; Desastrolados do Desconhecido.

                  

2 comentários:

  1. Parabéns pela bela e enigmática poesia, meu Tio querido Ademar Barros!

    Espero que a cada dia você possa continuar se superando e escrevendo cada vez melhor as suas emoções e conhecimentos...

    Que bom que a nossa singela conversa naquele dia ao telefone tenha te despertado o gênio, e as informações guardadas em tua alma, ao meu ver, de antigo habitante do Egito antigo...Aliás, nós já passamos por lá com certeza...Pelo Egito, pela Grécia, por Roma, por tantos outros locais...E continuamos a peregrinar nesse mundo, ao melhor estilo da Roda das Vidas, ou Roda de Sansara, ou reencarnando sucessivas vezes até que tenhamos completado o nosso ciclo kármico e as nossas dívidas não sejam mais computadas com a DIVINDADE...

    É um prazer para mim tê-lo como Tio, como um pai substituto, como amigo...

    Muita PAZ e muita LUZ em teu longo caminho...DEUS, a INTELIGÊNCIA SUPREMA, a CAUSA PRIMEIRA DE TODAS AS COISAS, o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO continue contigo e com todos ao teu redor...

    Abraço Fraterno de teu sobrinho e admirador...

    Michell Barros Maia.


    P.S.: Espero que possas ver a minha nova poesia, estou aguardando a tua visualização e comentário..

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  2. Nobre Michell! Um dos princípios reside na perseverança, na paciência, e na sede de conhecimentos; outros! Na compreensão isomérica, isobárica, isocrômica; de um todo imperceptível aos olhos comuns, e inaudíveis na singularidade dos Tímpanos; e inodoros na dependência da volatilidade de qualquer perfume; como a elasticidade do Silêncio; ou como a frequência das ondas Eletromagnéticas: e se batestes três vezes; alguém ouviu o "toque"; por certo soma gestos, e atitudes, e as informações retornam sim... Como Ecos; possa até ocorrer um lapso, ou hiato no tempo, e o bom semeador sabe: mais cedo, ou tarde chove. E em terras Áridas verás nascer a planta, surgirem as flores; e colherás os frutos, mas nunca venha se esquecer de suas sementes, nem deixe (se possível for), regar as plantas de outras sementes.
    Que o Pai, o Filho, e o Espírito Santo... Deixem-me te abençoar; e que te abençoem!

    Dr. Ademar Raimundo de Barros.

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