Pre-Fácio de um Caboré
E pra cá, e pra lá
Além de tudo
Em meio as oscilações dos Átomos
E das expansões dos vapores diáfanos
Criados pelas explosões Atômicas
Um Dia não sei quem
Nem como alguém cismou
De ordenar o Caos
Era um ‘Maluco’, e soprou
E descobriu as Leis
Criou não só o Tempo... Mas o espaço
E éramos d’aqui... D’ali... D’além
Não tínhamos Nacionalidades
Nem a mínima noção do Paraíso
E densos como ‘dormentes’ de Carne, e Ossos
Prospectos de Esqueletos
Protótipos feitos de poeira Cósmica
Não era um Maluco... Era Deus
Que fez o Universo com um sopro
.
.
.
Depois “um Sabiá sabido” disse assim
Achando que sabia de tudo
E de nada sabia.
ELE... Criou o Mundo do nada
E o que de princípio erat verbum
Et verbum caro factum est... Em Latim
Foi quando um Cearense de miolo mole, argumentou:
Arre Égua!
Nem tudo que foi... Será!
Primeiro foi a Luz, depois o fogo
Depois o Ar
Depois a Água
Depois a Terra
Penso... Depois os Rios, e Florestas
Penso... Depois o Mar
Que elasteceram-se e... Geraram:
Os Mares, e os Oceanos
E do Humus com H
Criou o Homem
E do M do Humus... Criou a Mulher
E do S, se multipliquem... Claro! Sim!
Não vi nenhum pecado
Não vi nem Eva, ou Adão
Nem vi Abel... Só visualizei Caim
Movido por motivo ativo...
Fútil! Animalesco! Até quando?
Mas as iniquidades também dizem Aderson
Paradoxalmente... Veni, Vidi, Venci!
E não lembram-se depois
Que vieram uns Gregos não menos malucos
Que os Malucos “Varridos”
E clamaram que o tudo, viera do nada
De primitivos elementos
E o quê se viu
.
.
.
Um cochilo supersônico, e enimilenar
Pois esqueceram-se do [Átomo]
Dos [Prótons]
Dos [Neutons]
Dos [Eletrons]
Das outras partículas [Íons]
Das [Moléculas]
Dos outros [Radicais Ionozáveis]
Menti! Metil!
E... Et Ceterás... Não foram longe
E tropeçaram
No tombo... Desarcordaram
E quando voltaram a si... Tudo! Tudo! Tudo! Estava pronto
Ao ponto de que
O próprio Cara do Sopro, chegou a crer
Que tudo realmente estava concluído
E foi aí que errou
Mas Erasmo pagou, pois fez a crítica
[ E o “Homem”... Pirou]
Pois olhou para a Sua caricatura... Ah! Orgasmo
Cósmico!
Celestial!
Por excelência Uno
Por coincidência... O Primeiro
Nem Libidinoso, nem excêntrico
Ausente do Egocentrismo
E bem distante de qualquer relacionamento pessoal
Ou interpessoal... Ele era só
Naquele instante
E exaurido caiu de cansaço
Por um espasmo de alegria colossal
Fechou, e abriu os Olhos
Num átimo, ou hiato de eternidade
Quem (ou) viu?
Este Hino de Louvor a Natureza
Ninguém!
Quem pôde compor este Poema?
Ninguém!
Nem mesmo o Tempo
E quem será o Tempo?
.
.
.
Um Senhor?
Uma Senhora?
Um Pai, ou Mãe... Da Vida
Ou será o Tempo, o Próprio Deus
Ou será o Tempo uma História vivida
[Uma História contada]
Ou mal contada como... Um morrer sem viver
Ou viver pra morrer
Para depois dizer meu Deus!
Veni, Vidi, Venci... E se isto não fiz... Eu voltarei um
dia
Para acordado sonhar contando Estrelas
Ou sonhar realizando sonhos que sonhou
Ou nada sonhar
Ou sonhar demais... Além das contas
Por ser filho de Deus
Ou por ser filho dos Däimons
Diga-me Deus!
Enquanto ainda é Tempo
Você é Deus, e Eu?
Eu sou você?
Eu! Eu! Eu! Eu! Ué! Eureca! Como é difícil crer!
Você e; Eu... E eu inconsciente
Mostra esta Oração ao Mundo.... Ele está louco no Tempo
Diz que somos todos em um
[Ou cada um em todos]
E que a grandeza é uma ilusão... Zão... Zão... Zão... Zão...
Zão
Stop!
Senão endoida tudo no Geral!
Stop!
Foi feito para vocês lerem
Stop!
Foi feito para que você possa compreender
Que Deus é o Tempo
E que o Tempo... É Deus
E Deus é... Etcetera; etcetera; etcetera, e Etceterá... Teremos
Deus
Dentro de cada um
Independente da Fé
Da nossa Religião
Da nossa Cor
Da nossa concepção sexual
Ou da nossa Ideologia em Cordel
Ou da Filosofia que fumamos
E para ser "Leal"
Da nossa própria Naturalidade.. [No Papel]
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Dentro de cada um
Independente da Fé
Da nossa Religião
Da nossa Cor
Da nossa concepção sexual
Ou da nossa Ideologia em Cordel
Ou da Filosofia que fumamos
E para ser "Leal"
Da nossa própria Naturalidade.. [No Papel]
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
Comentário: A Poesia não é minha. Digamos... É quase! [Mas não é um Plágio]. Mas eu gostei! Amei!
Aderson Graciliano de Oliveira, em.. Olhares de um Caboré... Zoiudo.. Ziudim...
Zião... Danado... E... Veni, Vidi, Venci... Me convenceu.
Parabéns ao Autor...
Parabéns a Associação Paraibana de
Imprensa (API)... Parabéns a Secretaria de Educação de Nazarezinho-PB... E
Parabéns (por que não) À Cajazeiras-PB, e a João Pessoa Mídia Gráfica, e
Editora LTDA – UFPB/BC.
Sem mais
Dr. Ademar Raimundo de Barros.
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